Dando continuidade na entrevista com Léo Santin, ele conta um pouco como foi sua experiência estagiando no Barcelona B, ao lado do técnico Jordi Vinyals. Além disso, Léo também comenta sobre seu futuro e até um possível retorno ao Brasil como técnico. E também sobre sua vontade de treinar uma equipe da Major League Soccer. E também Léo Santin fala da sua vontade de implantar um pouco do futebol brasileiro dentro da MLS.

PING – PONG COM LÉO SANTIN

Sobre seu estágio de um ano no Barcelona, como foi a experiência de estar em um dos maiores clubes do mundo? Alguma das experiências lá você trouxe para seus clubes posteriores?

“Experiência de lá foi fantástica. O Barcelona é um dos maiores clubes do mundo. No meu coração tem um espaço por tudo que fizeram por mim no período que eu passei lá. Experiência fantástica pude estar ao lado de jogadores fantásticos, não só os top do mundo mas também jogadores que hoje estão despontando no mercado.

Hoje você vê na época lá tava o Adama Traoré que hoje é do Wolverhampton da Premier League. Todo mundo fala do Adama Traoré e era um jogador que tava subindo no Barcelona B na época. E a gente acompanhar ele trabalhar via o trabalho deles e velocidade. Mas assim, uma das experiências que eu trouxe do Barcelona foi uma cultura de treinamento bem tenso. Bem focado ao modelo de jogo que o treinador tem, independente de ser um modelo Barcelona ou de ser um outro modelo.

Mas você tem que estar sempre ligado nas suas ideias e nos seus objetivos, então essa é a principal experiência que eu trouxe de lá. Como treinador eu já trabalho em equipe que eu pude replicar o que eu vi lá, já trabalhei em equipe que a gente não pode replicar tinha que seguir algo completamente diferente.

Mas a mesma intensidade o mesmo nível de trabalho mesmo nível de treino, sempre durante a temporada acompanhando cada passo, os microciclos os macrociclos, são coisas que aprendi muito lá. Por exemplo, lá eles treinavam pela manhã então à tarde os treinadores muito vídeo, acompanhando jogadas cortando, passando para os atletas muito feedback de uma parte mais técnica, de parte do treinador realmente. Isso foi uma das coisas que eu aprendi de lá e que o carrego, além de outras exercício de treinamento, uma mentalidade vencedora, uma mentalidade grande de você saber que você não só representa um clube. Mas você também representa a como se fosse a Seleção da Catalunha.

Então é um orgulho, é uma paixão pelo esporte que a gente tem no Brasil. Mas é diferente, então carrego isso. Mas coisas da área técnica o jogo um jogo aproximado um jogo de troca de passes, mas com função, com vontade de marcar o gol. Todo momento com intensidade, com chegada profunda. Não simplesmente aquele o que eles chamavam na época de Tic Tac, que nem o Barcelona chamava isso. Foi criado, então o Barcelona tinha lá dentro falaram que não existe Tic Tac. A posse de bola, na verdade é um mecanismo de você controlar o jogo. De vocês se defender e você de certa forma desestabilizar seu adversário em algumas zonas específicas do campo. Então a gente muitas coisas né Barcelona dá uma parte especial assim de muitas coisas que a gente pode acompanhá-la.”

FUTURO

Você prefere treinar um clube da Major League Soccer futuramente ou retornar ao Brasil e se tornar reconhecido aqui?

“Como a gente ta aqui o objetivo final é chegar na MLS sempre tem que almejar longe almejar grande. Mas como plano de carreira, eu acho que o futebol brasileiro ele te dá um nível de reconhecimento profissional um nível técnico de trabalho. Tem excelentes profissionais no Brasil que são testados dia a dia em como agir em como se se virar em situações complexas.

Então eu acho que chegar no Brasil poder voltar para o Brasil fazer um trabalho reconhecido e trabalhar numa das equipes grandes é sim um planejamento de carreira. Mas também trabalho querendo ou não em tentar abrir esse mercado. Em tentar chegar o mais longe possível. Um projeto de oito de 10 anos na MLS e ta também difundindo a nossa escola de futebol como uma escola de futebol brasileiro. Sendo que aqui é uma escola de futebol muito europeia muito a cópia de uma escola inglesa. Jogo muito físico, muito aguerrido, muito truncado, de jogadores não necessariamente técnicos, mais rápidos e velozes que chegam. E ao contrário disso é futebol brasileiro jogo estudado o jogo técnico, hoje em dia se tornando cada vez melhor. Mais ofensivo de ver, novos treinadores que ficam com pensamentos diferentes.

Antigamente a gente tinha muito duas linhas de quatro hoje você já vê uma situações ou outras diferentes no Brasil, em que os times propõe mais o jogo. Times tentam sair mais e aliar isso a história, a tudo que representa o futebol brasileiro seria ideal. A gente não pode esquecer que a gente é um futebol pentacampeão Mundial. A gente tem o maior jogador de todos os tempos. Uma vasta galeria de jogadores que o futebol brasileiro produziu, assim como treinadores. Zagallo, Parreira, Felipão entre outros, Luxemburgo e que a gente vê que são, chegaram no top do top e a gente tem que valorizar também. Então acho que você ser reconhecido no Brasil é sim um planejamento de carreira.”

Foto Destaque: Divulgação/Arquivo Pessoal –  Léo Santin

Marcos Sibinel
Marcos Sibinel
Olá, me chamo Marcos Sibinel, tenho 23 anos e curso jornalismo na Anhembi Morumbi. Nunca tinha pensado em seguir uma carreira como jornalista, mas foi quando cursava Relações Internacionais que percebi que tinha uma vontade de trabalhar com esportes. Fui então pesquisando sobre o curso de jornalismo esportivo que surgiu um grande interesse, além de amar nosso futebol, tenho vontade também de fazer o outro futebol, o americano, crescer ainda mais aqui no Brasil. Foi então que decidi que queria jornalismo esportivo. Twitter: @masibinel / Instagram: @masibinel

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