A confusão envolvendo Índio Ramírez e os atletas do Flamengo ganhou mais um capítulo. Desse modo, na última terça-feira (22), surgiu um vídeo que mostra a discussão que aponta para a discussão do colombiano com Bruno Henrique. Sendo assim, a perícia contratada pela diretoria do Bahia para apurar o caso, afirmam que o meia não chamou o atacante de “negro“.

A informação é do portal “GE“, entretanto na sequência o Bahia confirmou a notícia. O presidente Guilherme Bellintani, falou sobre o caso.

O processo é delicado o suficiente, precisa ter profundidade suficiente (de análise) para que tenhamos mais opiniões sobre o assunto, com peritos que tenham mais expertise no assunto, que tenham histórico sobre o tema e que tenham vivência genuína na língua espanhola. Foi isso que a gente fez. Imagino que a visão do que temos visto até agora nos indique para não confirmar que teve outro caso de injúria racial no jogo”.

CONSTATAÇÃO DA PERÍCIA REALIZADA PELO BAHIA

Em princípio, um dos peritos contratados pelo Tricolor, Eduardo Llanos, tem o espanhol como língua materna. Logo, explicou o decorrer dos fatos presentes nos vídeos.

Com a mão, ele faz o gesto, que significa que você é um fanfarrão, um falador, você fala o que não sabe, o que não conhece. Para irritar o jogador. E posteriormente, ele fala “tá quanto?”, “tá quanto?”, separado. A palavra correta seria “está quanto”. 

Dessa maneira, o perito acredita que por causa da diferença do idioma, é normal Bruno Henrique não ter entendido as palavras, além disso, com o jogo estava enérgico, outro fator que se deve levar em conta.

Tá quanto?” significa provocar o jogador do outro time: abre os seus olhos, o placar está favorável para nós, e não para vocês. Por isso ele falou “tá quanto?”. Ou seja, veja quem está ganhando, você está perdendo. E com isso irritar e deixar ele prejudicado para continuar jogando concentrado, que é o que mais necessita um jogador de futebol”.

Em contrapartida, vale ressaltar que o Flamengo também encomendou laudos que afirmam ao contrário. Logo, deve haver uma manifestação da justiça para que se apure os fatos.

Foto destaque: Reprodução/GE

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Gilvan Rodrigues
Gilvan Junior, 20 anos, natural de Feira de Santana, estudante de jornalismo pela FAT. Desde pequeno, meu principal assunto era o esporte. Sempre acompanhado programas, sites, etc. Decidir, partir pra área que me dará a oportunidade de viver daquilo que mais amo. O futebol.

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