Kaká Milan

Qualquer time no mundo tem aquele jogador que marcou época, ou melhor vários, em diferentes períodos. Sendo assim, os anos 2000 foram a última década vitoriosa da equipe dos Rossoneros. Três finais de Champions League, com dois títulos, um campeonato nacional e uma Coppa Italia. Além disso, nomes renomados como Maldini, Nesta, Dida, Shevchenko, Crespo, entre outros, passaram por Milão nesse ínterim. Porém, um desses atletas chamaram a atenção por alguns motivos: brasileiro, melhor jogador do mundo em 2007, e com qualidades incríveis. Com isso, a Calciostoria dessa semana irá te relembrar sobre a passagem marcante de Kaká pelo Milan.

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A TRAJETÓRIA DE KAKÁ PELO MILAN

O INÍCIO E CONSOLIDAÇÃO (2003-2005)

Com uma acensão meteórica no início de sua carreira no São Paulo, Ricardo Izecson dos Santos Leite chamou a atenção de muita gente. Dessa forma, antes mesmo de sair do Brasil, já elencava na Copa do Mundo de 2002 pela seleção, e fez parte da equipe pentacampeã do mundo. Diante de tanto destaque e olhos voltados ao meia, o Milan desembolsou cerca de 8,5 milhões de euros para obter Kaká, em 2003, com muita influência de Leonardo, ídolo da equipe Rossonera, e hoje, dirigente do PSG.

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Chegando nos Rossoneros, Kaká conseguiu conquistar a confiança de Carlo Ancelotti, e foi adquirindo seu espaço no elenco do clube. A primeira partida do camisa 22 pelo Milan não foi nada mais nada menos que no Derby della Madonina, contra a Internazionale. Entretanto, o meia não sentiu a pressão do clássico e marcou um dos gols da vitória sobre os Nerazzurri por 3 x 1.

No final da primeira temporada pelo clube, Kaká foi essencial na conquista do Scudetto na temporada 2003-04. O Milan conquistou o título italiano com 11 pontos de vantagem sobre a Roma, segunda colocada. Além disso, o meia marcou 10 gols na campanha, o que consolidou Ricardo como melhor meia e melhor estrangeiro da Serie A daquele ano. Na temporada seguinte, o camisa 22 foi grande destaque no campeonato nacional, onde anotou 19 tentos e na Champions League, mesmo com os Rossoneros sofrendo o Milagre de Istambul perante o Liverpool em 2005.

O AUGE, MELHOR DO MUNDO E IDA PARA MADRID (2006-2009)

Mesmo com a derrota chocante em 2005, Kaká só amadureceu com a camisa do Milan. O fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006 não incomodou o meia. Pelo contrário, deu fôlego para viver a maior temporada de sua carreira. 2006-07 foi um ano marcante na história do clube. Apesar de ter perdido Shevchenko para o Chelsea, os Rossoneros não se abateram, e viram no brasileiro sua grande referência técnica. Com o escândalo do Calciopoli, a equipe Diavola não teve vôos grandes na Serie A, mas teve uma campanha memorável no cenário europeu.

Em jogos extraordinários, o Milan mais uma vez chegou a uma final de UEFA Champions League, novamente contra o Liverpool, em 2007. Muito disso devido as grandes atuações de Kaká na competição, como em jogos contra Celtic e Bayern de Munique. Porém, a partida mais memorável do meia naquela edição da Orelhuda foi nas semifinais contra o Manchester United. Quem não lembra o gol impressionante do brasileiro no Old Trafford, passando pelos dois zagueiros de maneira espetacular?

Na final, o Milan reverteu derrota de 2005 e venceu por 2 x 1, conquistando sua sétima e última Champions League e colocando fim a uma era de ouro. Kaká naquele ano ainda desbancaria Messi e Cristiano Ronaldo para conquistar a Bola de Ouro. Seria o último brasileiro a conseguir o título e ainda, o último jogador num período de 11 anos a ganhar o prêmio sem ser o argentino ou o português. Nas temporadas seguintes, os Rossoneros não viveriam grandes campanhas nas competições, o que levou o camisa 22 a frequentar novos ares. Sendo assim, o Real Madrid pagou cerca de 120 milhões de euros pelo craque, que seguiu rumo a Espanha.

O RETORNO SEM BRILHO, MAS DE GRATIDÃO (2013-2014)

Após quatro temporadas sem brilho em Madrid, o Milan anunciou de forma surpreendente o retorno de Kaká em agosto de 2013. Vindo já com o status de ídolo e com a equipe italiana afogada em fracassos, o brasileiro veio como uma espécie de salvador de Milão. Entretanto, mais uma vez as expectativas não foram correspondidas. Decerto, o time amargou apenas a oitava posição da Serie A 2013-14, além de acumular eliminações precoces na Coppa Itália e na UEFA Champions League. Inclusive, essa foi a última edição da Orelhuda que o Milan disputou.

Com isso, ao término da temporada, Kaká e Milan decidiram por rescindir o contrato, e o meia seguiu rumo ao Orlando City, da Major League Soccer, e até retornou para o São Paulo, antes de se aposentar. Mesmo assim, seu nome está marcado na história Rossonera. 307 partidas e 104 gols. Um dos 30 atletas que mais vestiram a camisa do time, e o 9º maior artilheiro da equipe de Milão em sua trajetória de 120 anos. São esses e outro fatores acima citados que fazem de Kaká, ser apelidado como o Principe di Milano.

“No Milan eu tinha tudo, eu era amado pelas pessoas. No Madri eu era só mais um.” – Kaká

Foto destaque: Reprodução/Getty Images

Caíque Ribeiro
Olá, eu sou Caíque Ribeiro, tenho 20 anos e a paixão por esportes corre em minhas veias, sobretudo, o futebol. Um amante do futebol tanto brasileiro, quanto europeu e ainda sim, do alternativo. Tendo como maior jogador que vi jogar, Ronaldinho Gaúcho e grandes memórias futebolísticas. Estou cursando jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Quando criança,sonhava em ser jogador de futebol,mas a vida me planejou outros rumos. Desde então, decidi juntar duas paixões: a paixão por escrever e a paixão pela pelota, e seguir nessa jornada,sempre disposto a trazer a informação de forma correta e apurada ao público. Além de futebol, escrevo e sou comentarista sobre basquete na Rádio Poliesportiva. Instagram: @caiqueribero, Twitter: @CRSousa5

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