John “Clarkie” Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950

- Foi o único americano no time da Copa do Mundo de 1950, no Brasil, eleito por jornalistas
John "Clarkie" Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950

Provavelmente você não conhece John “Clarkie” Souza. Este ex-jogador da Seleção dos Estados Unidos é uma lenda do futebol local. Primeiro porque a mídia atual não o viu jogar. Segundo porque fez parte do icônico time americano que venceu a Inglaterra na Copa do Mundo de 1950, no Milagre de Belo Horizonte, como a partida ficou conhecida (ou em inglês The Miracle Match) e virou filme.

John Souza, sob a ótica de Geoffrey Douglas, autor do livro “O Jogo de Suas Vidas” (The Game of Their Lives em inglês): “Souza era o craque, o artista do controle de bola, o único homem no time com talento nos pés a desafiar os britânicos”. Clarkie foi o único jogador americano eleito pelo jornal brasileiro Mundo Esportivo para a Seleção da Copa do Mundo de 1950. Apesar da equipe não ter avançado a 2ª fase e ter apenas uma vitória no torneio.

John "Clarkie" Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950
John “Clarkie” Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950

John “Clarkie” Souza: a lenda

Natural de Fall River, no estado de Massachusetts, John Souza-Benavides começou a jogar no Fall River Ponta Delgada, em 1946, após servir a Marinha de seu país na 2ª Guerra Mundial. Começou num clube formado por membros da comunidade portuguesa da cidade, dada sua ascendência lusitana. De fato, o nome do time tinha influência na cidade de Ponta Delgada, a maior dos Açores, uma região autônoma de Portugal.

Durante as décadas de 1930, 1940 e 1950, foram um dos times amadores de maior sucesso nos Estados Unidos, vencendo a Copa Nacional do Amador seis vezes. Em 1947, com John “Clarkie” Souza no elenco, ganharam a primeira Nacional Challenge Cup e também a Nacional Amateur Cup.

Dado o enorme sucesso, no mesmo ano, toda a equipe foi selecionada em massa para representar os Estados Unidos no primeiro Campeonato Norte-Americano de Futebol. A competição reuniu, além dos EUA, também Cuba e México, este último sagrando-se campeão. Após seu sucesso na Copa do Mundo de 1950, Clarkie se transferiu para o New York German-Hungarian em 1951, onde conquistou novamente a National Challenge Cup e a National Amateur Cup.

John "Clarkie" Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950
John “Clarkie” Souza: a lenda norte-americana da Copa de 1950

Morte em 2012

“Um centroavante extraordinário”, definiu os jornais norte-americanos após sua morte em 2012. Foram 16 jogos pela Seleção Norte-Americana, incluindo os três duelos na Copa de 1950 e duas Olimpíadas: 1948 e 1952. Portanto, de 1947 a 1954 foi o tempo em que serviu o futebol de sua pátria.

Mas vale ressaltar que, naquela época, o futebol estadunidense era amador e todos os jogadores tinham outras profissões. Assim, durante os jogos, e inclusive pó-Copa, voltou ao trabalho de fábrica em Bristol Knitting Mills, na Broadway.

“Não recebemos nada”, disse ele em 1998 pelo feito histórico na Copa de 1950. “E não esperávamos nada”, finalizou o humilde atacante que está no Hall da Fama do Futebol Nacional Americano desde 1976, junto com seus colegas da Copa de 1950.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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