Corinthians

Por conta da dívida quase bilionária, a diretoria do Timão optou por uma política de contenção de custos no primeiro semestre de 2021. O foco dos dirigentes foi em emprestar / vender jogadores para aliviar a folha salarial. Mancini, que levou o Corinthians até a final do Paulistão, não contou com nenhum reforço. E a impressão inicial era de que elenco seria o mesmo até o final da temporada.

Mas assim que virou o semestre, novidades começaram a aparecer. O clube confirmou a contratação de Giuliano, sonho antigo, e o retorno de Renato Augusto. Além deles, os rumores são de que a equipe fez proposta para Paulinho e tem interesse em contratar Róger Guedes. Essas contratações não serão baratas. As especulações são de salários na casa de R$ 500 mil / mês. Dessa forma, é possível afirmar que os dirigentes agem certo ao abrir os cofres, após a postura do primeiro semestre?

CORINTHIANS NÃO LUTA POR TÍTULO

Apesar de já termos visto algumas surpresas no Brasileirão, como o próprio Corinthians em 2017, é muito improvável que os reforços façam com que o time dispute o título do Campeonato Brasileiro. Dessa forma, como justifica-se o aumento da folha salarial em quase 50%, depois da redução no primeiro semestre?

Uma possível vaga na Libertadores vale este investimento?

INVESTIMENTO DENTRO DO PLANEJADO PELO CLUBE

Neste caso levamos em consideração as próprias declarações de Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians. Mesmo com a política de redução de despesas, o dirigente chegou a afirmar que reforços poderiam chegar no segundo semestre. E apesar das altas cifras para os reforços, é importante frisar a economia realizada pelo clube, afinal as informações são de que a folha salarial teve uma redução de quase R$ 4 milhões com a saída de jogadores.

FOCO A MÉDIO / LONGO PRAZO

Apesar de não lutar por títulos em 2021, as contratações podem ser pensando nas próximas temporadas. Isso porque pelo menos no papel, o Corinthians fica mais forte com os reforços. Dessa forma, o clube pode almejar a disputa da Libertadores em 2022. A disputa da competição sul-americana, talvez com retorno da torcida aos estádios, pode significar um aumento significativo no caixa do clube.

Além disso, com Renato Augusto e Giuliano as chances de um rebaixamento para a Série B caem drasticamente. Vale citar que os clubes rebaixados sofrem com a queda de receitas na segunda divisão. Um exemplo claro é o que o Cruzeiro está vivendo. Depois do rebaixamento em 2019, a equipe vive mais uma temporada onde está longe de retornar para a primeira divisão. Além disso, a equipe mineira já vive com o fantasma do rebaixamento para a terceira divisão.

Dessa forma, é possível entender a opção da diretoria em investir em reforços, justamente para não colocar em risco a permanência na Série A do Brasileirão.

Foto Destaque: Divulgação / Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Flavio Rodrigues
Sempre admirei a capacidade dos jornalistas em poder informar o público e despertar a reflexão e o senso crítico nas pessoas. Adoro falar e debater sobre esportes e acredito que como formadores de opinião, temos a obrigação de passar fatos aos leitores. Apesar disso, gosto muito de fazer textos opinativos, como análises táticas ou mesmo temas polêmicos, como o retorno do futebol na pandemia. Ao longo da minha carreira já tive experiências com matérias abordando outros esportes além do futebol, entrevistas com atletas, dirigentes e pessoas envolvidas com o esporte (como especialistas em marketing) e cobertura de eventos presencialmente.