Jogadores na lista “Panama Papers”

Este mês, o mundo foi surpreendido por um enorme vazamento de informações de um escritório de advogados panamenho chamado Mossack Fonseca, que auxiliava instituições e pessoas de diversos segmentos na criação de empresas offshore, criando um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro da história. Entre os nomes que aparecem como clientes da Mossack nos documentos vazados, estão desde magnatas do mercado financeiro, políticos e atores renomados até pessoas ligadas ao futebol, como empresários, cartolas e até mesmo jogadores.

Os esquemas ilegais que contaminam o meio do futebol não estão limitados apenas à cartolagem, pois atualmente foi descoberto que a ilegalidade também pode atingir aqueles que atuam dentro dos gramados. Em meio a nomes como o de Vladimir Putin, presidente da Rússia, Mauricio Macri, recém-eleito à presidência da Argentina, e Eduardo Cunha, nosso ilustre presidente da Câmara dos Deputados – que parece estar envolvido em todas as “maracutaias” do mundo –, figuram nos “Panama Papers” alguns indivíduos que fazem parte do nicho futebolístico. E, desta vez, os suspeitos não são só aqueles que ocupam cargos de direção, como foi o caso do ex-presidente da UEFA Michel Platini, que consta na lista como administrador de uma sociedade suspeita fundada no Panamá, a Balney Enterprises, mas também os que mais representam o esporte: os jogadores.

Entre os craques (aposentados e em atividade) que fazem parte da lista, estão: o chileno Zamorano, o holandês Seedorf, o argentino Gabriel Heinze e o atacante da seleção Argentina e do Barcelona Lionel Messi.

Assim como o seu companheiro de clube Neymar, Messi agora também está na mira do fisco. O argentino aparece nos documentos da Mossack Fonseca como coproprietário, juntamente com seu pai, de uma empresa panamenha chamada Mega Star Enterprises, companhia supostamente usada para desviar dinheiro de seus direitos de imagem. O nome de Messi entrou na lista em julho de 2013, na mesma ocasião em que o Ministério Público espanhol movia uma ação contra ele por fraude fiscal.

Casos como o de Lionel Messi reforçam a ideia de que até o dinheiro em excesso pode fazer mal, levando qualquer pessoa, seja o tamanho de sua conta bancária, à fraudulência. Jogadores consagrados como o cinco vezes melhor do mundo Messi, erroneamente orientados ou realmente visando um lucro ainda maior, acabam cometendo fraudes, que são muitas vezes sem justificativa, já que possuem uma renda extremamente alta como atletas.

E se o dinheiro é a raiz de todo mal, pode-se dizer que o futebol está definitivamente fadado à maldade, levando em conta a quantidade de grana que gira em torno do mundo da bola. O triste é saber que tal mal sempre estará presente no meio do esporte, sendo alimentado não somente pelos vampiros engravatados que agem nos bastidores, como já estávamos acostumados, mas também por quem calça as chuteiras dentro das quatro linhas.

Ao todo foram acessados 11,5 milhões de documentos pelo Wikileaks e pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Do começo das investigações até agora, foram citados, além de dirigentes de grandes clubes, como Barcelona, Manchester United e Real Madrid, cerca de 20 jogadores, que fazem ou já fizeram parte da elite do futebol.

Fonte: noticias.uol.com.br

Renan Amaral
Renan Amaral
Apaixonado por esporte, Renan Amaral percebeu que tinha o futebol na veia quando foi a um estádio pela primeira vez. Anos depois, descobriu no jornalismo a oportunidade de estar envolvido de alguma forma com esportes, principalmente com o futebol, sua velha paixão, que nasceu quando ainda era um moleque que esticava o pescoço para ver melhor os jogos da arquibancada.

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