Itália x Alemanha: os times que fizeram um grande duelo em 2006

- A partida era válida pela semifinal da Copa do Mundo daquele ano
Itália

A Coluna Marcas da Copa desta terça-feira (18) será sobre o confronto entre Itália e Alemanha. A partida era válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2006. O jogo ocorreu em Dortmund, na Alemanha, mas não reflete boas lembranças aos alemães.

COMO VINHAM AS EQUIPES ATÉ O MOMENTO

ITÁLIA

A Azurra estava vivendo grande momento. Estava invicta na competição, empatando apenas um jogo até o momento. Portanto, colecionava quatro vitórias e um empate. O plantel era muito forte, mas teria pela frente o grande time da Alemanha. Além de ser forte, os alemães jogavam em casa.

Itália
Reprodução/Imortais do Futebol

A Itália era forte e tinha uma defesa muito inteligente. Por outro lado, não devemos apenas exaltar o bom sistema defensivo dos italianos. Primeiramente, devemos falar sobre o esquema tático implantado por Marcello Lippe. A equipe jogava de forma muito compactada, em todos os setores, e era muito cirúrgica.

O meio-campo era a parte mágica da Seleção Italiana. Era formada por Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso como volantes. Os dois tinham um bom entrosamento por jogarem juntos no Milan. Além disso, eles se completavam. Pirlo era muito técnico, enquanto Gattuso muito raçudo.

Francesco Totti, Simone Perrotta e Mauro Camoranesi completavam a meiuca, com o 10 centralizado e os outros dois flutuando pela beiradas. Na frente, o artilheiro Luca Toni, que era um exímio atacante. A Itália era a junção dos grandes times do seu paós. A equipe era forte e ainda tinha Del Piero, Daniele De Rossi e Vincenzo Ianquita no banco. Portanto, a Seleção Italiana chegava para brigar pela Copa do Mundo.

ALEMANHA

Os anfitriões sonhavam com o treta. Alemanha chegava para vencer mais uma Copa do Mundo, mas dessa vez diante de sua torcida. Entretanto, tinha seleções que queriam estragar esse sonho. A equipe era boa e tinha grandes jogadores como Miroslav Klose e Michael Ballack. Por outro lado, teria pela frente a boa seleção da Itália.

Itália vs Alemanha
Reprodução/Três Pontos

A Alemanha jogava no típico 4-4-2, com muita movimentação. Muitas vezes o esquema se tornava um 4-5-1. O sistema defensivo era muito forte fisicamente, contava com uma dupla de zaga muito forte e dois bons laterais. Diferente da Itália, os laterais alemães eram muito fortes no apoio ofensivo. Sem sombra de dúvidas, o meio-campo era a principal arma dos alemães. O motivo é que era aonde atuavam as mentes pensantes do esquadrão. O ataque era formado pelo matador Klose e pelo bom atacante Lukas Podolski.

O momento da seleção era muito positivo. Venceram todos os jogos da primeira fase. Na oitavas superaram a Suécia por 2 x 0 e nas quartas venceram a Argentina nos pênaltis. Como resultado, chegavam para a semifinal muito confiantes.

ITÁLIA E ALEMANHA ENTRAM EM CAMPO

Estava tudo pronto. Duas grandes equipes frente a frente. Portanto, era esperado um grande confronto. Era um duelo de tricampeões do Mundo. Os anfitriões vinham com sede de vingança, por conta da derrota na final de 1982. Entretanto, a Azzurra estava afim de manter a freguesia.

1° TEMPO

A primeira etapa foi muito disputada. Entretanto, devemos destacar a atuação dos italianos. A Azzurra foi muito bem, impôs seu jogo e não deu muita liberdade para os alemães. O jogo foi muito “pegado” do começo ao fim.

O duelo ainda não tinha tido grandes chances, mas, aos 15 minutos, Perrotta perdeu grande chance. Totti deu um passe genial, entretanto o meia não conseguiu dominar bem a bola e Lehmann interceptou a jogada. A Itália continuou com um bom volume de jogo, porém não teve mais oportunidades claras. Por outro lado, os anfitriões não estavam mortos. Perto do fim da primeira etapa, Klose serviu Bernd Schneider. Todavia, o meia chutou para fora. A primeira metade do confronto chegava ao fim, sem gols, mas com muitas emoções.

Alemanha vs Itália
Reprodução/Três Pontos

2° TEMPO

Logo de cara, Pirlo aplicou um passe genial para Fabio Grosso. Entretanto, o lateral se enrolou com a bola e demorou para tomar uma decisão. Os meias italianos, Andrea Pirlo e Francesco Totti, estavam muito bem na partida, ambos jogando com muita maestria. As duas seleções voltaram muito atentas, sem se arriscar. Portanto, a segunda etapa não foi muito movimentada.

A Itália manteve o bom toque de bola, mas não chegou com perigo no ataque. Enquanto isso, a Alemanha buscava a solução para furar o sistema defensivo italiano. O juiz pediu a bola, ou seja o duelo acabou. As equipes brigaram muito, mas não tiraram o zero do placar. Como resultado, a vaga na final seria decidida na prorrogação. O embate foi um 0 x 0 com emoções, porém faltou bola na rede.

PRORROGAÇÃO

Logo no início do tempo extra, a Itália deu duas bolas na trave. A primeira, Gillardino venceu Philipp Lahm no corpo, driblou Ballack e c hutou na trave. Na sequência, após sobra do escanteio, Gianluca Zambrotta arrematou no travessão. O primeiro tempo da prorrogação terminou com a Azzurra muito superior fisicamente. Temos que destacar a inteligência de Marcello Lippe. O treinador percebeu que a equipe estava melhor. Então tirou os meias Camaronesi e Perrota. E colocou dois atacantes, Del Piero e Ianquita. Portanto, a Itália vinha para vencer o embate com bola rolando.

Na metade no último tempo, a Alemanha assustou em um contra-ataque. Podolski recebeu com claras condições de marcar, entretanto Gianluigi Buffon salvou a Azzurra. Aos 119 minutos, muitos já consideravam que a partida iria terminar empatada, mas ainda havia tempo. Após um escanteio, Andrea Pirlo, com muita calma, serviu Grosso. O lateral chutou com muita precisão e abriu o placar. Logo na sequência, Totti acionou Gilardino. O centroavante segurou a bola de forma inteligente e tocou para Del Piero “colocar” a bola na gaveta.

ITÁLIA NA FINAL

A Azzurra conseguiu superar o fator casa e se classificar para a final. A partida foi muito disputada, mas a Itália foi superior. Teve um bom aproveitamento nos passes, acertando 88% deles. O esquadrão de Marcello Lippe jogou de forma muito categórica, não sentiu a pressão da torcida adversária e nem mesmo do grande jogo. Portanto, a classificação foi muito merecida.

Itália vs Alemanha
Reprodução/imortais do futebol

Foto Destaque:Reprodução/Alex Livesey/Getty Images

BetWarrior


Poliesportiva


Leonardo Pinheiro
Leonardo Pinheiro
Escolhi jornalismo porque para mim é prazeroso informar as pessoas, e além disso, a paixão pelo futebol me encorajou a seguir essa carreira. Meu principalmente objetivo na profissão é trabalhar com esportes, principalmente o futebol.

    Artigos Relacionados

    Topo