A intolerância impera na sociedade e também no futebol

- Muitos acontecimentos que deveriam ser normais estão causando grandes polêmicas e causando agressões, por parte de quem não reflete.
Briga Ba x Vi

Onde iremos parar? Talvez essa seja a pergunta que me faço há pelo menos quinze anos. Tudo isso porque as pessoas estão perdendo a mão no que pode e do que não deveria fazer. Em um mundo cheio de redes sociais, as pessoas colocam suas opiniões e doa a quem doer. Até aí tudo bem! Mas chegamos a certo ponto que não se discute mais os temas, assuntos ou pautas. Xingamentos e ameaças perduram nas calmas redes da internet.

Vivemos em um país com mais de 200 milhões de defensores da boa política e de treinadores de futebol. Cada um defende o seu representante em Brasília e escala a sua seleção brasileira. O seu político é o melhor do mundo, já a minha seleção não pode ser modificada. Se questionar o meu líder eu farei a maior revolução já vista na humanidade. Já a sua seleção é a melhor para a Copa da Rússia de 2018. E tente contrariar!

E se todos os temas fossem realmente debatidos com consciência e com educação? Cada um pode e deve ter uma opinião. Sem julgar, sem diminuir ou sem tachar A ou B. Mas nos dias de hoje, questionar o seu político ou o seu time ideal é o início de uma guerra. Na verdade a guerra virou moda, não pessoalmente apenas, mas por trás de um computador, de uma rede social.

Um Brasil que todos estão certos, mas uma nação que sofre com tudo errado.

No mundo do futebol não é diferente! Um esporte idolatrado mundialmente, mas respirado dia a dia aqui no Brasil. Um país pentacampeão do mundo, o melhor, com os melhores jogadores da história e da atualidade. Será? Tudo isso passa por uma grande reflexão, com opinião, mas que atualmente cada um só olha para o seu umbigo e para o seu pensamento.

A verdade é que vivemos em um mundo cheio de intolerâncias, um mundo em que tudo deve ser do meu, do seu jeito. Nada em comum. Se eu gosto do branco sou de direita, se gosto do vermelho sou de esquerda, se gosto do verde sou paz e amor. Se moro na região Leste da cidade de São Paulo sou corintiano, na Oeste palmeirense, mas se moro no Rio de Janeiro com certeza é flamenguista. Rótulos que a sociedade coloca, mas que não faz questão alguma em retirar.

Ninguém quer trazer o mundo perfeito, até porque os defeitos estão em nosso dia a dia. Fazem parte de um crescimento pessoal e profissional. Mas um mundo em que todos possam conviver e compartilhar grandes aventuras e emoções não seria tão ruim assim. Brigas, discussões, ameaças, por tão pouco, por coisas que às vezes nem a gente entende.

O futebol é uma extensão da sociedade e que deveria incluir pessoas, dar exemplo às crianças, não só aqui no país tupiniquim. O mundo não foi criado agora e sabemos que muitas das coisas ditas não são novas, mas é um contexto que pode servir para olharmos para o futuro. Um futuro onde eu possa assistir a um jogo de futebol ao lado do meu adversário.

O respeito deve sempre existir, mesmo contrário a minha opinião ou ao meu posicionamento político ou futebolístico.

Ricardo Valente

Sobre Ricardo Valente

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Meu nome é Ricardo Valente, paulistano, radialista formado e amante de futebol.A persistência é a marca da minha vida e o jornalismo está no sangue.Um eterno aprendiz, sempre!

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Meu nome é Ricardo Valente, paulistano, radialista formado e amante de futebol.A persistência é a marca da minha vida e o jornalismo está no sangue.Um eterno aprendiz, sempre!

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