Inovar é preciso

O futebol é um esporte volúvel e isto não é novidade para ninguém. Os técnicos são vítimas de uma constante dança de cadeiras e, mais uma vez, não há nada de novo nisso. Mas o pior de tudo: o futebol brasileiro pena para andar para frente.

Argel Fucks foi demitido do Internacional após uma série negativa de resultados. A diretoria prometeu mantê-lo à frente da equipe, mas não cumpriu. Os chefões do Colorado prometeram reforços para o treinador. Balela. Por fim, mandaram D’Alessandro, de graça, para o River Plate. O Internacional saiu da liderança e, após conquistar apenas um ponto entre 18 disputados, caiu para a nona colocação. Além de D’Alessandro, o Colorado perdeu peças importantes: Alisson, Réver, Nilton e Nilmar deixaram a equipe. A responsabilidade recaiu sobre os garotos das categorias de base. O desempenho não agradou e não foi suficiente. Mais um campeonato iniciou-se com o Internacional tido como favorito ao título. Mais uma vez o Colorado foi alvo de piadas.  O ‘’cavalo paraguaio’’ voltou.

A diretoria do clube procurava um novo treinador. Segundo veiculado pelo repórter da Band, Chico Garcia, o presidente Vitorio Piffero rechaçou treinadores emergentes. O mandatário queria um técnico consagrado, um medalhão.

Luxemburgo, Abel Braga e Mano Menezes foram especulados. Três nomes, três trajetórias distintas, mas que apontam para o mesmo fim: treinadores vitoriosos, outrora consagrados, mas que atualmente acumulam fracassos, consequência direta do método arcaico de se pensar futebol adotado por estes.

Luxa foi dirigir um time da segunda divisão chinesa e fracassou. O projeto, mais uma vez, não foi implementado. O último grande trabalho de Abel Braga ocorreu em 2012, quando dirigiu o Fluminense na conquista do Brasileirão. Mano Menezes, por sua vez, deixou o Shandong Luneng, onde contava com jogadores como Gil, Jucilei, Montillo, Tardelli e Aloísio, na penúltima colocação da fraquíssima Superliga chinesa.

Treinador não ganha jogo. É necessário haver uma filosofia de jogo clara por trás. O estilo durão tornou-se obsoleto, ultrapassado. Chega dos medalhões. Vamos pensar futebol, inovar.

A diretoria acertou com Falcão, ídolo do clube, o Rei de Roma. Se dará certo, só o tempo dirá, mas como pensador de futebol, fala com propriedade. Mal chegou e disse que abolirá a ligação direta. Prefere o passe curto, a aproximação, em detrimento do chutão. Esta será sua terceira passagem como treinador no Internacional. É, entretanto, de uma nova safra de treinadores. Como técnico, não possui grife, é verdade, mas em se tratando de futebol, é preferível inovar a sucumbir às expectativas.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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