Inglaterra x Colômbia

Colômbia x Inglaterra, um dos jogos mais emocionantes da Copa do Mundo de 2018. O confronto foi válido pelas oitavas de final, no Estádio Spartak. As duas equipes chegaram para o confronto, após superarem a fase de grupos do Mundial. A seleção europeia chegou até o mata-mata, passando pelo considerado grupo da morte do torneio, que contava com Bélgica, Tunísia e Panamá. Dessa forma, os ingleses avançaram em 2º do grupo com seis pontos, duas vitórias e uma derrota. Por outro lado, a equipe colombiana passou em 1º, deixando o Japão em 2º, e mandando para casa Senegal e Polônia.

O TREM INGLÊS

Pessoalmente, este jogo foi o melhor da Copa, cheio de emoções. Lembrava, inclusive, um tipico jogo de Libertadores, jogo truncado, com contra-ataques, cartões, gol no final, prorrogação e pênaltis. Ou seja, tudo que um fã do esporte ama, e tudo isso em uma única partida. Colômbia e Inglaterra sempre que chegam nos mundiais tem uma grande parte da torcida a seu favor. Dessa forma, sendo uma “segunda seleção”, para quem não é anfitriões desses países.

Em 2018, a Inglaterra chegou com uma reformulação geral em seu elenco. Com apenas três nomes que foram chamados para o Mundial do Brasil, sendo eles, Cahill, Henderson e Sterling. Cheio de jovens badalados, quem comandava o time dentro de campo era Harry Kane, o artilheiro da Copa. Conhecida pelo estilo de jogo aéreo e pelo famoso “trenzinho” no escanteio, os ingleses chegaram até às quartas de finais do torneio. Dessa forma, sendo eliminada pela Croácia, liderada por Luka Modric.

Trenzinho da Inglaterra na Copa
Foto: Globo Esporte

AS LÁGRIMAS COLOMBIANAS

A Colômbia, comandada por José Pékermam, chegou para mais um Mundial confiante e com esperanças. Em 2014, fizeram um ótimo torneio, mas acabaram sendo eliminados para o Brasil nas quartas de final. Com um elenco bem forte e consistente, o time treinado pelo argentino sempre foi capaz de bater de frente com as principais seleções do mundo. Dessa forma, não foi diferente com a Inglaterra de Gareth Southgate.

O elenco colombiano contava com jogadores espalhados na América e na Europa. Sendo assim, os principais destaques eram Yerry Mina, Barrios, Ospina, Quintero, Falcão García e o astro e craque James Rodríguez. E sem seu camisa 10, os colombianos foram para o duelo. James era dúvida para o confronto por conta de uma lesão. Dessa forma, ele assistiu o jogo da arquibancada. Uma das principais marcas da Copa foi a imagem do atleta chorando no banco de reservas após a eliminação de sua pátria.

James isolado chorando no banco após partida.
Foto: Reprodução/Uol

1º TEMPO

Em um jogo amarrado, truncado e com muitas faltas, as oportunidades de gols eram poucas. Sendo assim, as melhores eram para o lado inglês. A Seleção Inglesa não parava de abusar das jogadas aéreas. Foi dessa maneira que Ospina trabalhou pela primeira vez, socando para fora de seu terreno um cruzamento venenoso de Young.

No total, foram quatro escanteios e sete cruzamentos na área do arqueiro colombiano. Porém, nenhum sucedeu o gol. A primeira chegada da seleção sul-americana veio apenas aos 32 minutos, após Falcão escorar para Quintero. Contudo, novamente, sem sucesso. A bola saiu fraco e pela linha de fundo. Dessa forma, foi a primeira etapa, sem sustos para os goleiros e sem gols.

2º TEMPO

Os 45 minutos finais começaram do mesmo jeito que os primeiros: um jogo cheio de faltas, onde a bola não rolava muito. No confronto, foram sete cartões amarelos – um deles foi vital para os europeus -. Após cobrança de escanteio Sanchez segurou Kane na área, e o juiz marcou o pênalti incontestável. O mesmo foi para a batida e converteu a cobrança, batendo no meio do gol.

Mesmo após o gol, a Colômbia não tinha tanta criação. A falta de James era nítida. As melhores chances continuavam sendo inglesas e sempre com a bola aérea. Com mudanças nas duas equipes, a partir dos 30′, a Seleção Colombiana entrou no jogo. Dessa forma, o jogo ficou dinâmico, aberto e com chances para os dois lados. Aos 35, Bacca puxou contra-ataque e deixou Cuadrado em boa condição para finalizar. Contudo, o jogador da Juventus chutou por cima, longe do gol. Nos pés de Falcão García surgiam as melhores chances. Porém, ou parava em Pickford ou para fora.

NEM O MILAGRE SEGUROU A COLÔMBIA

Aos 46′, uma das defesas mais espetaculares do Mundial ocorreu. Uribe soltou um foguete do meio da rua, e o goleiro inglês foi buscar o que seria o empate colombiano. Mas no escanteio da incrível defesa, Pickford não conseguiu evitar o gol de empate. Na marca dos 47 minutos, o ex-palmeirense Mina subiu mais alto que todo mundo e empatou o jogo em 1 x 1. Dando decreto final aos 90 minutos,  o jogo foi para prorrogação.

 Defesa de Pickford em chute de Uribe. Foto: Reprodução/Veja

 Defesa de Pickford em chute de Uribe. Foto: Reprodução/Veja

PRORROGAÇÃO

No tempo extra, o jogo virou. Quem teve o comando da partida foi a seleção colombiana. O gol sofrido pela Inglaterra, abalou os jogadores e deu forças para a equipe de Falcão. Dessa forma, a Colômbia chegava com mais força e com muito poder ofensivo. Porém, pecava no momento de decidir a jogada. Por outro lado, quem ficou com os contra golpes foi os ingleses, que desciam forte com seus laterais e continuavam abusando das bolas aéreas. Dessa maneira, nenhuma das duas equipes conseguiram fazer o gol de desempate. A partida foi para as penalidades máximas.

PÊNALTIS  

Pela Colômbia: Falcão Garcia acertou, Cuadrado acertou, Muriel acertou, Uribe errou (travessão) e Bacca errou (Pickford pegou)

Pela Inglaterra: Kane acertou, Rashford acertou, Henderson errou (Ospina pegou), Trippier acertou e Dier acertou.

Dessa forma, vencendo por 4 x 3, a Inglaterra despachou a Colômbia e avançou para as quartas de final, conseguindo seu primeiro triunfo nos pênaltis em todas as copas.

MELHORES MOMENTOS

FATO DO JOGO

Estava ansioso para esse jogo. Inglaterra com diversos craques e a Colômbia com um bom futebol e do craque James, que sempre admirei. Sendo assim, quem ganhasse estava de bom tamanho. Neste dia, marquei de encontrar uma garota, às 18h30, contando que o jogo seria decidido nos 90 minutos. Com prorrogação e pênaltis, acabei me atrasando e deixando ela esperar. No momento disso, inventei uma desculpa. Hoje ela é minha namorada. Agora ela sabe o motivo e também compreende o meu amor pelo futebol, por copa e pelo esporte.

Foto destaque: Reprodução/GE

Daniel Soares
Daniel Soares, 21 anos, cursando jornalismo. Apaixonado por esportes, aos 16 anos viu que o jornalismo esportivo seria uma forma de estar no ramo. Tendo o estádio como segunda casa, tem a ambição de transmitir emoções e se expressar através do esporte. Instagram: danieel_sooares Twitter: @bdsoares10

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