Onde estão os campeões do mundo com a Espanha há uma década?

Em 2010, a Seleção da Espanha fez história. Assim, a equipe comandada por Vicente del Bosque quebrou o tabu e conquistou pela primeira vez a Copa do Mundo. Além disso, muitos jogadores daquele plantel ficaram marcados na história como Iniesta, que fez o gol do título mundial. Dessa forma, a coluna Navegando pela La Furia relembra por onde andam os atletas que marcaram seus nomes na trajetória do país.

Goleiro: Iker Casillas

Casillas é um dos grandes nomes da história da Espanha. Assim, o então goleiro do Real Madrid foi o responsável por levantar a taça de campeões mundiais. Dessa maneira, 2010 marcou a terceira participação do arqueiro em Copas do Mundo.

Como seus companheiros, Iker não ficou para trás. Diante disso, o espanhol era um dos grandes pontos de referência da equipe, e, além disso, o principal equilíbrio do sistema defensivo da seleção. Ademais, Casillas foi premiado como melhor goleiro daquela edição de copa.

Em 2015, o goleiro acertou sua transferência ao Porto. Entretanto, no clube português, o arqueiro viveu um pesadelo em sua vida pessoal. Assim, quatro anos após chegar em Portugal, Casillas sofreu um infarto enquanto treinava no centro de treinamento do Dragões. Dessa maneira, Iker precisou ser operado às pressas. Além disso, o espanhol necessitou de um longo período de recuperação. Sem ter a certeza de retornar à profissão, o camisa 12 pendurou as chuteiras em 2020.

Lateral-direito: Sergio Ramos

Sergio Ramos sempre foi visto como um jogador polivalente. Assim, o defensor chegou a atuar em todas as posições do sistema defensivo por onde passou. Dessa maneira, após a chegada de Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid, em 2005, o atleta passou a jogar com zagueiro. Diante disso, o treinador brasileiro alegava que o espanhol possuía grande capacidade defensivamente.

Entretanto, em 2010, Vicente del Bosque enxergava que Sergio poderia ocupar a lateral-direita da seleção com hegemonia. Assim, Ramos não deixou a desejar e fez um mundial de gala. Dessa maneira, ocupou a equipe da Copa do Mundo daquela edição. Após isto, como já sabemos, é história.

O defensor se tornou peça fundamental no elenco do Real Madrid até os dias atuais. Sendo assim, é visto como um dos maiores zagueiros da história do futebol. Além disso, são 16 anos mantendo o alto nível no sistema defensivo merengue.

Por fim, em 2019 Sergio bateu um recorde histórico com a camisa da Seleção Espanhola. Desse modo, superou Iker Casillas e se tornou o atleta com mais partidas defendendo as cores de seu país.

Zagueiros: Puyol e Piqué

Com toda certeza, Puyol é visto como exemplo de amor à camisa. Assim, defendeu apenas o Barcelona ao longo de sua carreira. Além disso, o zagueiro era reconhecido por apresentar um futebol duro, porém sem maldade.

Juntamente com Casillas, Puyol era um dos grande líderes da seleção campeã mundial. Assim, o atleta foi fundamental na chegada de seus companheiros rumo ao título. O defensor marcou o único gol da partida diante da Alemanha, válida pela semifinal da Copa do Mundo.

Em 2014, após uma série de lesões consecutivas no Barcelona, o defensor anunciou que iria se aposentar no fim da temporada. Assim, sendo um dos jogadores mais respeitados da história culé, Puyol foi convidado para ser auxiliar do então diretor de futebol da equipe, Andoni Zubizerrata. Entretanto, após demissão de seu superior em 2015, o ex-zagueiro deixou o cargo.

Ao lado de Puyol, Piqué formava uma dupla de zaga de respeito. Assim, um ano após estrear pela seleção de seu país, o zagueiro entrava em campo, como titular, em sua primeira Copa do Mundo. Logo, levantou a taça de campeão mundial. Além disso, o sistema defensivo da equipe foi vazada apenas duas vezes na competição.

Nos dias atuais, com 34 anos de idade, Piqué não consegue manter o mesmo ritmo de 10 anos atrás. Assim, o zagueiro sofre com lesões consecutivas. Entretanto, ao lado de Messi, é visto como um dos grandes líderes e peças-chaves na reconstrução do “Novo Barcelona”.

Lateral-esquerdo: Capdevila

Pode-se considerar Joan Capdevila um dos jogadores mais discretos, mas não menos importantes da Espanha de 2010. Atuando no Villarreal na época da Copa do Mundo, Vicente del Bosque deu moral para o atleta e, mesmo brigando com Arbeloa pela vaga na posição, assumiu o posto de titular.

Capdevila foi o jogador com mais minutos em campo naquela edição de mundial. Assim, o defensor atuou 660 minutos ao longo do torneio. Na temporada 2016/17, defendendo o Santa Coloma, clube de Andorra, o lateral-esquerdo anunciou sua aposentadoria.

Volantes: Sergio Busquets e Xabi Alonso

Trata-se de dois dos maiores volantes da história da Espanha. Busquets iniciou na seleção em 2009, quando foi chamado para disputar um amistoso diante da Inglaterra. Assim, o meio-campista se destacou e ganhou a confiança de Vicente del Bosque. Dessa maneira, foi convocado para a Copa do Mundo da África do Sul para ocupar o posto de Marcos Senna.

Além disso, Sergio construiu sua carreira no Barcelona, onde permanece até hoje. Sendo assim, aos 32 anos, o meio-campista é consolidado e tem vaga cativa na equipe titular culé. Dessa maneira, na última década, Busquets entrou para a galeria de melhores volantes da história da Espanha.

Por outro lado, Xabi Alonso passou por diversos clubes. Desse modo, revelado pela Real Sociedad, o espanhol vestiu camisas de Real Madrid, Bayern de Munique e Liverpool, sempre mantendo o alto nível. Assim, ao lado de Busquets, Xabi foi titular absoluto e peça-chave na transição entre defesa e ataque da Seleção da Espanha.

Em 2017, quando defendia o Bayern de Munique, o espanhol decidiu se aposentar do mundo da bola. Assim, o volante alegou que gostaria de encerrar sua carreira no mais alto nível, frisando a grandeza do clube alemão.

Meias: Xavi e Iniesta

Quando a torcida do Barcelona ouve falar da dupla Xavi e Iniesta, somente lembranças boas surgem na mente do torcedor. Assim, os meio-campistas sempre foram exemplo de dedicação e profissionalismo dentro das quatro linhas.

Dois dos maiores ídolos da história culé, também se tornaram gigantes na La Furia. Dessa maneira, ambos foram titulares absolutos na campanha do mundial, disputando todos os jogos. Sendo assim, na decisão diante da Holanda, a estrela de Iniesta brilhou. Na prorrogação, o meia venceu Stekelenburg e marcou o único gol daquela final. Além disso, fazendo o tento do título, o espanhol foi considerado o melhor jogador da partida.

Após 16 anos de Barcelona, com inúmeras taças, Iniesta anunciou sua saída do clube. Dessa forma, o meio-campista seguiu para novos ares e se juntou ao Vissel Kobe, equipe do Japão. Assim, defendeu os japoneses em 74 jogos, balançando as redes 16 vezes.

Por outro lado, mas não diferente, Xavi também deixou o Barcelona. Desse modo, na temporada 2015/16, o ídolo culé seguiu ao Qatar para defender o Al-Saad. No oriente médio permaneceu até 2019, quando encerrou sua carreira. Agora, o espanhol busca se aprofundar como técnico profissional.

Atacantes: Pedro e David Villa

Pedro mostrou personalidade no decorrer da Copa do Mundo. Assim, antes mesmo de estrear pela seleção principal, o atacante foi convocado por Vicente del Bosque para o torneio. Dessa forma, era o reserva imediato de Fernando Torres.

Entretanto, com a má fase do centroavante, o então atleta do Barcelona assumiu a titularidade na reta final da competição. Desse modo, sendo o homem de velocidade da equipe, Pedro era um dos motorzinho da La Furia, e, assim, essencial na conquista do título.

Atualmente, com 33 anos, o atacante não consegue manter o mesmo ritmo de uma década atrás. Dessa maneira, defende as cores da Roma. Assim, disputou 31 jogos na atual temporada, balançando as redes cinco vezes.

Ao lado de Pedro na Copa do Mundo, um dos maiores da La Furia: David Villa. Desse modo, o atacante era peça incontestável na seleção de Vicente del Bosque. Como o alemão Muller, o espanhol marcou cinco gols na Copa do Mundo, e, com isso, foi artilheiro da competição.

Além dos números no mundial, em 2011 Villa se tornou o maior artilheiro da história da Seleção da Espanha. Assim, ultrapassou Raúl, que obtém 44 gols com a camisa espanhola.

Após 863 jogos e 438 tentos em toda a carreira, David anunciou aposentadoria em 2019, no Vissel Kobe, mesma equipe de Iniesta. Além do Barcelona, o atacante obteve passagens de sucesso por Atlético de Madrid e New York City.

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images

Bruno Reis
Prazer! Sou Bruno Reis, de Santo André, ABC paulista. Desde 2001 vivo, choro e sorrio por futebol. Costumo dizer que este esporte nunca será qualquer um, ele muda e transforma vidas, como fez com a minha. Próximo do término do ensino médio, me senti perdido, me perguntava qual seria meu rumo a partir dali. Apesar de não ter dado certo dentro de campo, percebi que tinha chegado a hora de viver do futebol fora dos gramados, como jornalista. Hoje não me vejo longe dessa profissão, virou minha paixão. O que mais amo fazer é escrever e viver dele com todas as minhas forças.
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