Historicamente, existe um jeito certo de se jogar futebol?

- Posturas distintas que fazem chegar ao gol é o estopim do debate
Historicamente, existe um jeito certo de se jogar futebol?

No Brasil, nos acostumamos com a cultura resultadista, do “vencer a qualquer custo”, deixando de lado o fator mais interessante do futebol, que é o desempenho dos times em campo. Dessa maneira, nos habituamos com times mais diretos, com linhas defensivas baixas e marcações fortes, porém, que muitas vezes abdicam do ataque.

A discussão sobre a forma certa de se jogar futebol existe desde o final do século XIX, quando os estilos de ingleses e escoceses se tornaram rivais. Enquanto a Inglaterra desenvolvia o jogo físico e de bolas longas, os escoceses desenvolveram um jogo baseado na troca de passes. No entanto, um aspecto não se debatia na época: a busca incansável pelo gol. Antes de responder este questionamento da coluna Eis a Questão, vamos relembrar algumas curiosidade históricas.

O FUTEBOL ESCOCÊS

Poucas pessoas sabem, mas a Escócia é responsável pela evolução do futebol no último século. A inferioridade em relação aos ingleses, fez com que desenvolvessem um estilo de jogo baseado no toque de bola e nos dribles. Afinal, nos brasileiros batizamos esse estilo de jogo como futebol-arte. Desse modo, os escoceses como os pioneiros do “futebol bonito”, acabaram mudando o esporte na Inglaterra, que tinha um estilo oposto. Nesse sentindo, é importante ressaltar que o futebol praticado na Escócia deixou um legado em diversos países, entre eles, no Brasil.

INGLATERRA X HUNGRIA

No dia 25 de novembro de 1953, a história do futebol estava prestes a mudar. O palco escolhido para o jogo foi o estádio de Wembley, o templo do futebol. Naquele dia, Hungria e Inglaterra entrariam em campo para disputar apenas um amistoso. Os ingleses, naquela ocasião, nunca haviam perdido uma partida sequer para países europeus sob seus domínios. Sobretudo, acreditavam ser soberanos no futebol, principalmente se tratando de sistemas de jogo, além de menosprezarem tudo que era diferente do que pensavam.

Em campo, a seleção inglesa foi com o conhecido 3-2-5 da época, já a seleção húngara de Ferenc Puskás foi com o desconhecido 4-2-4, mas que revolucionaria o futebol. Os anfitriões foram surpreendidos no 1º tempo, perdendo por 4 x 2 nos primeiros 45′ de jogo. No 2º tempo, os húngaros ampliaram o marcador para 6 x 2, colocando os ingleses na roda, literalmente. Por fim, os mandantes tiveram um pênalti a favor que acabou sendo convertido. Placar final, 6 x 3 para a Hungria contra a até então, temida Inglaterra.

CENÁRIO APÓS A DERROTA HISTÓRICA

Após o revés, a Federação Inglesa de Futebol buscou reformular seu estilo de jogo, para o que foi considerado um fiasco, não acontecesse novamente. Já para a Hungria, o resultado foi o ápice de sua história, já que uma seleção “desconhecida” havia humilhado a fortíssima Inglaterra.

O fato é, que não existe um jeito específico de se jogar futebol, e a história mostra isso. O que muitos profissionais brasileiros parecem não ter entendido ainda, é que quanto mais buscar o ataque, mais cultivar a posse de bola, mais vezes seu time estará próximo do gol adversário e, consequentemente, terá mais chances de vencer. A falta de coragem dos técnicos para impor seu estilo de jogo e agredir o adversário, mesmo que seja com uma estratégia mais defensiva, afunda boa parte dos times no Brasil.

Foto Destaque: Divulgação/FIFA

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Fellipe Bras
Fellipe Bras
Me chamo Fellipe Bras França e tenho 20 anos. Respiro futebol 24hs por dia e sou torcedor fanático do Flamengo.

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