A grata surpresa de Santa Catarina

Acesso à elite do futebol brasileiro e elaboração de um planejamento modesto, mas competente, em conformidade com suas limitações. Permanência na série A e consolidação de uma filosofia de trabalho invejável. Elenco equilibrado, acrescido de alguns expoentes técnicos. Título simbólico de equipe menos endividada dentre as vinte da primeira divisão.

A descrição acima narra a epopeia da Chapecoense em seus três anos na elite do futebol brasileiro. Uma receita simples, mas que deveria servir de exemplo para as agremiações de tradição do futebol brasileiro, atoladas em dívidas e vez e outra assoladas pelo fantasma do rebaixamento.

Manter os pés no chão e não criar expectativas dentro de um campeonato faz com que, a priori, o time jogue sob pressão menor. Ou, quiçá, em uma análise utópica ao extremo, sem pressão alguma. Isto porque há, no futebol, uma máxima que diz que quando o time grande vence, não faz mais que a obrigação, mas quando sucumbe ao adversário de menor tradição, mancha sua história, mesmo que momentaneamente. Seguindo por este raciocínio, vale destacar que a Chapecoense goleou, em campeonatos recentes, Palmeiras e Fluminense por 5 a 1 e 4 a 1, respectivamente.

E é motivado por este espírito que a Chapecoense se estrutura. Empurrado por seu torcedor fanático, que transforma a pequena – mas infernal – Ilha Condá em um caldeirão, o time catarinense logrou êxito ao conciliar, com maestria, finanças, ambições e um elenco limitado, porém qualificado.
chape
Voltando brevemente à questão financeira, em 2014, a Chapecoense fechou o ano com uma dívida de R$ 5 milhões. O Flamengo, por sua vez, acumulou R$ 546 milhões.

No tocante ao futebol, na noite de ontem, 26, a Chapecoense venceu o Junior Barranquilla por 3 a 0, dentro de casa, e em sua segunda participação na Sul-americana, alcançou a inédita e heroica classificação à semifinal do torneio. Com gols de Ananias, Gil e Thyego, a Chape reverteu o resultado negativo e eliminou os colombianos.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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