Golaço de Dinamite contra o Botafogo completa 42 anos

- Em 9 de maio de 1976, o craque vascaíno marcava um dos gols mais bonitos da história do futebol brasileiro
Golaço de Dinamite contra o Botafogo completa 42 anos

Há 42 anos, Roberto Dinamite criava uma obra prima. Em partida disputada contra o Botafogo, no Maracanã, há poucos minutos do final, a estrela do atacante brilhou mais uma vez. A história do atacante está repleta de vitórias e gols bonitos, mas esse lance, em especial, continua vivo na memória de todos os amantes de futebol. Nesse dia, o ídolo vascaíno marcou um dos gols mais bonitos da história do futebol brasileiro.

O relógio do árbitro já ultrapassava os 45 minutos do segundo tempo. O coração do torcedor, porém, já ultrapassava os 100 batimentos por minuto. O placar marcava 1 x 1. Para o Cruz-maltino, só a vitória interessava. Faltavam duas rodadas para o fim da Taça Guanabara, o Gigante da Colina precisava vencer o Botafogo para tirar a diferença de 1 ponto do seu arquirrival Flamengo. O roteiro estava formado.

O Vasco da Gama saiu perdendo o jogo no primeiro tempo. Um gol de Ademir, aos 43 minutos, estava frustrando os planos dos vascaínos. Porém, aos 18 minutos da segunda etapa, o próprio Roberto Dinamite tratou de empatar a partida. Mal sabiam os torcedores que era só um aperitivo. O craque ainda estava preparando o prato principal.

Aos 45 minutos, Roberto Dinamite começou a jogada, tocando na direita para Zanata e correndo para a área. Zanata percebeu a movimentação e cruzou na medida para Dinamite, que matou a bola no peito, na marca do pênalti, e com um leve toque tirou o zagueiro Osmar da jogada, um lençol desconcertante! Sem deixar a bola cair no chão, Dinamite fez jus ao apelido e estufou as redes com um chutaço! A torcida explodiu em emoção no Maraca! A obra-prima estava completa!

(Reprodução: Vascofotos)
(Reprodução: o globo)

Com esse gol, Dinamite garantiu a vitória do Vascão. Com esse gol, Dinamite marcou seu nome, mais uma vez, na história do Maracanã e do futebol brasileiro, agora como autor de um dos gols mais bonitos de todos os tempos. O lance ficou conhecido como “o gol do lençol em Osmar”.

VEJA O LANCE

Ficha Técnica

VASCO 2 X 1 BOTAFOGO

Competição: Campeonato Carioca (1º Turno – Taça Guanabara – 13ª Rodada)

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Data: 09/05/1976 (domingo).

Árbitro: Armando Marques.

Público: 39.232 pagantes.

Gols: Ademir 43/1º (BOT), Roberto Dinamite 18/2º (VAS) e Roberto Dinamite 45/2º (VAS).

VASCO: Mazarópi; Gaúcho, Abel, Renê e Marco Antônio; Zanata, Zé Mário e Luís Carlos; Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e Dé. Técnico: Paulo Emílio.

BOTAFOGO: Wendell; Miranda, Osmar, Nílson e Marinho; Luisinho, Ademir e Mendonça; Mazinho (Rogério), Manfrini (Antônio Carlos) e Mário Sérgio. Técnico: Telê Santana.

David Cardoso

Sobre David Cardoso

David Cardoso já escreveu 19 posts nesse site..

Meu nome é David Cardoso, alagoano de 26 anos. Sou Jornalista, graduado pela Universidade Federal de Alagoas. Como jornalista, sou apaixonado pela escrita; como brasileiro, apaixonado por futebol. A história com o futebol já vem de berço: um time para torcer e uma bagagem repleta de histórias emocionantes pelas partidas que o acompanhei. Vitórias, alegrias, derrotas e decepções. Porém, escrever sobre futebol é diferente. É necessário trocar o clubismo pela imparcialidade. Trocar a emoção de torcedor pela razão do profissional. Um verdadeiro desafio. Um desafio fascinante que revela que mesmo na rivalidade, todos nós, torcedores, temos algo que nos une: a paixão pelo futebol.

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Meu nome é David Cardoso, alagoano de 26 anos. Sou Jornalista, graduado pela Universidade Federal de Alagoas. Como jornalista, sou apaixonado pela escrita; como brasileiro, apaixonado por futebol. A história com o futebol já vem de berço: um time para torcer e uma bagagem repleta de histórias emocionantes pelas partidas que o acompanhei. Vitórias, alegrias, derrotas e decepções. Porém, escrever sobre futebol é diferente. É necessário trocar o clubismo pela imparcialidade. Trocar a emoção de torcedor pela razão do profissional. Um verdadeiro desafio. Um desafio fascinante que revela que mesmo na rivalidade, todos nós, torcedores, temos algo que nos une: a paixão pelo futebol.

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