Jefferson, lateral-esquerda do Goiás. (Foto: Divulgação/Goiás EC)

O Goiás completou nesta sexta-feira (12) uma semana de retorno aos treinamentos. Assim, depois de quase três meses de paralisação por conta do Covid-19, o clube montou um esquema rígido para receber atletas, comissão técnica e staff. Primeiramente, antes dos jogadores chegarem, no dia 5, as instalações do CT passaram por um processo de sanitização e higienização com produto de desinfecção. O produto utilizado foi um desinfetante hospitalar para superfícies fixas e artigos não críticos.

A assessoria do clube afirmou que o processo será repetido três vezes por semana durante a pandemia. Além disso, quem for entrar no campo, deverá passar pela cabine de desinfecção. Antes disso, o atleta passa por uma triagem, em que é questionado sobre possíveis sintomas. Posteriormente, os treinamentos acontecem em quatro campos com quatro atletas e, no máximo, dois membros da comissão técnica por campo.

Logo, nesta sexta-feira (12), a coletiva de imprensa foi por videoconferência com o lateral-esquerdo Jefferson. O jogador comentou sobre o possível retorno dos campeonatos. Recentemente, Túlio Lustosa, gestor de futebol do Goiás, sondou outras equipes goianas a respeito da volta do Estadual. Em suma, o Goianão foi paralisado por conta da pandemia faltando duas rodadas para o final da 1ª fase. Entretanto, a maioria das equipes do interior se desmanchou. A partir disso, o atleta deixou claro seu posicionamento.

“Mesmo se tiver proteção igual a que estamos tendo nos treinos, tendo contato, eu acho que não seria uma boa [voltar a jogar]. Essa pandemia parou o mundo. Acho que não seria adequado jogar agora. Teríamos de encontrar uma cura. Acho que não poderia voltar ainda”, opinou Jefferson.

Goiás repete testes de Covid-19

O dono do lado esquerdo do Goiás exaltou a rigidez do retorno aos treinamentos do clube. Inclusive, o plantel passou por exames de Covid-19 pela segunda vez nesta sexta-feira (12). Assim, os resultados dos testes de PCR, IgG e IgM devem sair em até 48 horas. Por fim, o atleta falou um pouco sobre a rotina dele durante o período de quarentena. 

“Eu procurei ficar em casa. Não saí para quase nenhum lugar. Só supermercado mesmo. Treinava em casa e conversei com o síndico do prédio para usar um pouco a academia. Além disso, o professor Álvaro [preparador físico] também me ajudou. Esse foi meu dia a dia. Estava com criança recém-nascida em casa, então também pude aproveitar bastante”, declarou o lateral.

Foto destaque: Divulgação/Goiás EC

Danyela Freitas
Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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