Cenário goiano no Brasileirão: vitória, apreensão e arrependimento

- Crise financeira e falta de planejamento foram os principais fatores da frustração do Vila Nova na Série B
Situaçaõ do Goiás, Atlético e Vila Nova no Brasileirão

Os times goianos no Campeonato Brasileiro, tanto da Série A quanto da B, tiveram suas histórias cheias de reviravoltas neste ano de 2019. O Goiás passou por um período conturbado na sua formação tática – fator este que resultou uma queda brusca na colocação da tabela -. O Atlético Goianiense, após a saída de Wagner Lopes, se viu numa sinuca de bico a partir do momento em que registrou uma série de derrotas no Estádio Accioly. Já o Vila Nova, em decorrência de sua gestão mal planejada, realizou o que já era esperado: caiu para a Série C.

Goiás Esporte Clube

Após encerrar o Campeonato Goiano com duas derrotas, o clube esmeraldino registrou graves derrotas contra o Atlético Goianiense ainda na etapa final do torneio local. Deste modo, o Goiás não tinha muitas expectativas se não iniciar o Brasileirão fazendo uma boa campanha nos primeiros jogos pela Série A. Sendo assim, sua equipe foi reformulada diversas vezes, incluindo, a contratação do zagueiro Rafael Vaz (ex-Flamengo e Vasco da Gama). Também, com a presença de Yago, Sidão e Geovane, todos sob a regência de Maurício Barbieri.

Entretanto, mesmo com uma formação em seu considerado alto nível, o Verdão não conseguiu alcançar o disputado G4. Embora tenha feito uma boa campanha com Barbieri até meados de maio, o Esmeraldino passou a se ver em crise a partir do momento em que um de seus jogadores foi acusado de dopping. Contudo, a invencibilidade do Goiás começava a mudar quando enfrentou o CSA e perdeu por 1 x 0. A partir daí, a diretoria já cogitava a troca de treinadores. Sendo assim, optaram por Claudinei Oliveira pouco depois. Sem muito sucesso.

Em decorrência dos fatos acontecerem rapidamente, o Verdão se viu muito próximo ao Z4. Contudo, mesmo estando atualmente na 10ª colocação, o time não conseguiu lograr sucesso em sua última partida disputada contra o Fortaleza neste domingo (1) em Goiânia. Após a derrota por 2 x 1, o Verdão se vê mais uma vez distante da Copa Libertadores da América. O Goiás tem grande possibilidade de encerrar a temporada com Ney Franco (seu terceiro técnico) longe da equipe. Atualmente, o goiano possui 49 pontos na tabela de classificação.

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Atlético Goianiense

O Dragão encerrou a temporada do Campeonato Goiano da melhor maneira possível: com uma vitória sobre o Goiás por 1 x 0. Entretanto, a equipe ainda se encontrava sob os comandos de Wagner Lopes, fator este que fez com que o campinense levantasse a taça pela 14ª vez na história. Contudo, esse foi o histórico da equipe, após um ótimo acerto com o professor para o torneio que se seguia. Uma escolha de fato sábia, por parte do atual presidente, Adson Batista. Deste modo, a sina do Atlético acabou por ser traçada para as próximas disputas.

Desde a reinauguração do Estádio António Accioly, o Dragão seguiu invicto em sua casa. Porém, essa história não se repetia com frequência quando o assunto era jogar longe de Campinas. Sendo assim, acabou por se tornar motivo de preocupação para Adson e para Wagner, que mesmo trabalhando com peças de extrema importância, como o goleiro Maurício Kozlisnki e os atacantes Jorge Xavier (Jorginho) e Matheus Bossa (Matheuzinho), nem sempre era possível reverter o placar até o apito após o intervalo ou acréscimos. Contudo, de volta para casa, foi necessário rever a parte tática do time, mesmo com grandes defesas de Maurício.

Reestruturação

Deste modo, com a sequência de derrotas que o campinense acumulava na tabela, o fez aproximar bastante da zona de rebaixamento. Em sua última entrevista coletiva, o técnico Wagner revelou algumas coisas acerca do assunto:

“São dificuldades diferentes. Então eu me preocupo muito mais com a nossa maneira de jogar, com a nossa evolução em cada setor do campo do que só me preocupar com o adversário. Eu preciso mostrar o que o adversário fez nos últimos quatro jogos, mas eu não tenho a certeza absoluta que ele vai fazer aquilo. A gente se prepara da melhor maneira possível para enfrentar de igual para igual, então procuramos cercar todos os detalhes”, afirmou.

Sendo assim, com a atual direção de Eduardo Barroca, o Dragão passou por um breve período de adaptação. Portanto, com os empates e poucas derrotas sofridas na etapa final, serviram como aprendizado para a equipe. Contudo, sua última disputa contra o Sport e a sorte do América-MG ter sido derrotado no último final de semana foram o suficiente para levar o Dragão mais uma vez à Série A. E mais uma vez, o Rubro-Negro despede-se de Barroca e dá tchau à Série B.

Vila Nova

Este ano, o Tigre não teve a mesma sorte do Dragão. Em decorrência das crises financeiras e na gestão de modo geral, o Colorado chegou ao Z4. Devido aos salários atrasados dos jogadores e o fato de não poderem mais contar com a presença do zagueiro Wesley Matos e do lateral Gastón, a equipe não tinha outra saída além de não encerrar contrato com os defensores. Sendo assim,já havia sido rebaixado matematicamente antes mesmo das rodadas finais do Brasileirão.

Além disso, mais cedo neste ano, o Vila Nova foi obrigado a lidar com a fúria de seus torcedores, que destruíram parte da loja do torcedor, no centro de treinamento. O ato aconteceu por meio de incêndio de origem criminosa. Portanto, como tentativa de amenizar a situação, a diretoria colorada optou não renovar contrato da maioria do elenco. Um exemplo disto é o zagueiro Wesley Matos, que tinha contrato fechado até o final de 2020.

Deste modo, foi marcada uma nova eleição para quarta-feira (4) para redefinir desde à presidência até a parte técnica que trabalha em campo. Trabalha-se com a possibilidade de Hugo Jorge Bravo assumir o cargo executivo. Já na parte tática, o nome cogitado para comandar os treinos é o de Ariel Mamede. O mesmo já esteve à frente dos times da base, sub-17 e sub-20 do Vila em 2014 e 2015. Também tem passagens pelos times profissionais de Rondoniense-RO, Grêmio Anápolis e CEOV Operário-MT; além das categorias de base do Atlético-GO. A decisão só vai ser confirmada após o encerramento das votações para presidente.

Isabella Brito Ribeiro

Sobre Isabella Brito Ribeiro

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Me chamo Isabella Brito Ribeiro, tenho 20 anos e curso Jornalismo na faculdade UNIALFA, em Goiânia. Atualmente estou no quinto período. Gosto bastante de fotografia, principalmente a esportiva, a qual tem o poder de transmitir as emoções presentes nos jogos e campeonatos para o espectador cujo aprecia tanto o esporte apresentado.

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Me chamo Isabella Brito Ribeiro, tenho 20 anos e curso Jornalismo na faculdade UNIALFA, em Goiânia. Atualmente estou no quinto período. Gosto bastante de fotografia, principalmente a esportiva, a qual tem o poder de transmitir as emoções presentes nos jogos e campeonatos para o espectador cujo aprecia tanto o esporte apresentado.
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