Garimpando talentos

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Nesta semana a seleção olímpica brasileira disputará dois amistosos, contra Nigéria e África do Sul, visando as Olimpíadas que acontecerão no Rio de Janeiro neste ano. Após a demissão de Gallo, Rogério Micale assumiu o comando da equipe sub-23 que disputará os jogos olímpicos em casa, em busca do ouro inédito.

Os jogadores da equipe olímpica, em sua maioria, são apontados como jogadores promissores e com status de craque. As expectativas em cima destes atletas é enorme e os holofotes estão voltados para eles. Este é o momento mais importante, mas ao mesmo tempo perigoso, da carreira destes jovens, já que no futebol é tênue a linha entre sucesso e anonimato. Embora muitos destes já tenham um nome feito pela mídia, ainda precisam mostrar muito para consolidarem uma carreira de sucesso.

Os vinte e dois jogadores convocados para os amistosos que serão realizados nos dias 24, em Cariacica, e 27, em Maceió, são:

Goleiros: Ederson (Benfica) , Matheus Vidotto (Corinthians)
Laterais: Fabinho (Monaco), Zeca (Santos), Wendell ( Bayer Leverkusen), Douglas Santos (Atlético-MG).
Zagueiros: Dória (Granada), Rodrigo Ely (Milan), Rodrigo Caio (São Paulo), Wallace (Monaco).
Volantes: Rodrigo Dourado (Internacional), Thiago Maia (Santos), Matheus Sales (Palmeiras).
Meias: Rafinha (Barcelona), Andreas Pereira (Manchester United), Felipe Anderson (Lazio).
Atacantes: Gabriel (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Alisson (Cruzeiro), Luciano (Corinthians), Malcom (Bordeaux), Luan (Grêmio).

Se o intuito da seleção olímpica é garimpar talentos para que estes possam, futuramente, compor a seleção principal, em alguns setores já estamos bem servidos. Os maiores destaques, em minha opinião ficam por conta de Douglas Santos, Thiago Maia, Matheus Sales e Felipe Anderson. Este último, dentre todos, talvez seja o que tem maior chances de deslanchar no futebol mundial, já que convive com o assédio de grandes clubes, como Manchester United.

Fazendo uma comparação entre a seleção olímpica e a principal, Douglas Santos, Thiago Maia e Matheus Sales, por exemplo, teriam totais condições de estarem sendo comandados por Dunga na equipe de cima. Os três jogadores, sem muito esforço, brigam de igual para igual por posição com Filipe Luís e Fernandinho. Pesa contra esses jovens jogadores o fator mídia. Os três atuam no futebol brasileiro, enquanto seus companheiros de posição brilham e estampam capas de jornais por suas partidas na Liga dos Campeões.

Ao meu ver, a maior carência da equipe principal é o ataque. Todas as vezes em que a seleção brasileira foi campeã mundial havia uma dupla decisiva no comando de ataque. Recorrendo ao histórico, temos: Jairzinho e Pelé, Romário e Bebeto, Rivaldo e Ronaldo. Hoje, por sua vez, a seleção é montada no esquema ”Neymar e mais dez”.

Chega a ser cômico o Brasil ter que recorrer aos 35 anos de Ricardo Oliveira, ao artilheiro – do fraquíssimo campeonato português – Jonas e à força física de Hulk. Passaram-se quase dois anos do vexame na Copa de 2014 e neste meio tempo não surgiu um jogador de ponta para editar dupla com Neymar.

Gabriel, do Santos, é apontado como craque, mas não sabe dar um drible, é irregular e vive uma má fase; Gabriel Jesus surgiu como a sensação da base palmeirense, mas no time principal alterna bons e maus momentos; Alisson convive com problemas físicos, mas quando joga não apresenta mais do que um futebol mediano; Luciano teve um 2015 de destaque, interrompido por uma lesão grave no joelho, mas é um dos que mais me agrada; Malcom era peça fundamental no time principal de Tite, mas ao meu ver não tem nenhum poder de decisão, além de ser bastante limitado no quesito arsenal de dribles; Luan, dentre todos, é o mais habilidoso e chama a atenção pela postura como joga, atuando melhor como segundo atacante devido sua qualidade no passe.

O trabalho na seleção de base deve ser bem feito. Os jogadores convocados devem agarrar cada oportunidade para provar que são capazes de vestir a camisa da seleção principal. Além disso, devem motivar-se, já que a safra atual dos nossos jogadores não é nada brilhante.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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