Futebol: voltar ou não voltar? Eis a questão!

- O futebol ainda não tem data para sua volta e ainda é uma incógnita
Futebol Brasileiro

O Coronavírus bateu muito forte no futebol brasileiro e causa problemas econômicos para clubes de todas as séries. Governantes, entidades da saúde e da economia quebram a cabeça para arrumar uma forma de manter pessoas e empresas sãs.

Uma das principais, e mais difundidas, medidas para a contenção da doença é o isolamento social, que consiste no afastamento da população de atividades que envolvam a aglomeração de pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com a higienização constante das mãos e objetos, o distanciamento social, é uma das principais maneiras de evitar que a doença se espalhe.

Pensando nisso, os campeonatos estaduais, que estavam a pleno vapor, estão parados desde o mês de março, impactando na organização das federações, clubes e emissoras.

No entanto, por enquanto os torcedores vivem de história: os canais de TV à cabo foram os primeiros a reexibir jogos históricos. Assim, neste último domingo foi a vez da Band e da Globo matarem a saudade do seu torcedor. A Bandeirantes reprisou um compacto com os melhores momentos de Palmeiras x Corinthians pela final do Campeonato Paulista de 93.

Um pouco mais tarde, a Globo exibiu e emocionou com a final completa da Copa do Mundo de 2002, o ano do penta. A partida contou com a narração original de Galvão Bueno, que também comentou durante o intervalo, pré e pós jogo ao lado de Cleber Machado, Casagrande e Cafú.

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O futebol em busca da solução

Perto de completar um mês de paralisação, as Federações e Confederações começam a pensar em maneiras seguras para cumprir com as agendas de campeonatos. Por outro lado, as entidades buscam soluções em que os atletas e comissões não corram riscos de contrair a doença.

Muitas questões pairam nas pautas de jornalistas e dirigentes: é chagada a hora para se render ao Calendário Europeu? A melhor decisão é encerrar os campeonatos no ponto em que estão? Devem premiar os primeiros colocados e não rebaixar ninguém? Teremos futebol ainda em 2020?

Os estaduais preocupam suas Federações, pois, apesar de não estarem entre os mais valiosos ou disputados, são vitrines para muitos clubes. Desta forma, a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) se reuniu nesta segunda para discutir a proposta de um novo protocolo.

O “Jogo Seguro” busca uma forma de fazer com que os atletas e clubes sigam uma etiqueta para evitar a disseminação do vírus.  Apesar disso, a entidade ressalta que não tomará nenhuma atitude sem que sejam seguidas as orientações da OMS.

Em São Paulo, a FPF (Federação Paulista de Futebol) definiu que o Estadual só será encerrado dentro de campo, sem recursos extra. Além disso, alguns recursos de segurança também vêm sendo estudados, levando em consideração os critérios da OMS.

E como fica o Campeonato Brasileiro?

Em uma reunião virtual realizada nesta terça-feira (14) todos os clubes concordaram que o Brasileirão 2020 deve ter todas as 38 rodadas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) concorda com a decisão dos clubes e afirma não ter necessidade de alteração de calendário, pelo menos por enquanto.

Apesar disso, as coisas não são tão simples. O deslocamento e aglomeração de muitas pessoas nos locais de jogo podem ser empecilhos para os planos da CBF. Clubes se organizam em busca de opções para resolver a questão. O Presidente do Palmeiras Maurício Galiotte afirmou à Fox Sports que já tem modelos em pauta, dependendo do tempo de paralisação.

A CBF recebeu duas propostas para contornar a situação. A primeira prevê que todas as partidas sejam jogadas em São Paulo, utilizando os estádios da capital, como Allianz Parque, Morumbi, Arena Corinthians, ou do interior, como o Brinco de Ouro. O Flamengo foi um dos primeiros clubes a negar a proposta.

Um segundo plano envolveria a alteração do formato da competição. Segundo informações apuradas pelo jornalista Flávio Ricco, do portal UOL, a proposta traz de volta o mata-mata ao Campeonato Brasileiro.

Então, a competição ficaria dividida em dois grupos com 10 participantes, e destes, quatro equipes se classificariam de cada lado. Apesar das especulações nada foi decidido ainda.

Opinião

Os ansiosos – também conhecidos como torcedores – esperam pela volta do futebol. Designam toda sua energia a torcer por qualquer outra competição. Assim, os clubes, mais do que nunca, precisam de suas cotas de TV pagas e, mesmo que não consigam o dinheiro das entradas, já respirariam aliviados com as transmissões.

Os saudosos defendem o mata-mata. Os modernos querem a “europalização” dos calendários. Entretanto, o que todos querem é segurança. É um momento delicado, que exige calma e, principalmente, inteligência por parte dos dirigentes e cartolas.

Além do futebol, a  Covid-19 parou muitas empresas e negócios. É uma doença altamente infecciosa, da qual não se sabe ao certo de onde veio e para onde vai. Ainda não há um tratamento efetivo e comprovado e nem uma vacina.

Ainda assim, é preciso cuidar de todas as pessoas envolvidas nesse espetáculo e seguir à risca todas as orientações da Organização Mundial de Saúde para que essa volta seja eficiente e segura, e isso só irá ocorrer quando a disseminação da doença for controlada, o que significa, que talvez esse não seja o melhor momento para o futebol voltar.

Foto: Marcos Ribolli

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Valéria Contado
Valéria Contado
Eu sou a Val Contado, finalmente jornalista (uhul!), apaixonada por futebol há 24 anos, desde quando meu pai colocou em mim o uniforme do nosso time do coração. Adepta da arte da resenha, falar e respirar futebol é o que eu mais gosto de fazer.

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