Futebol feminino: uma história que merece respeito

Antes mesmo de existir as regras do futebol e ter a participação da mulher no esporte, existiam registros de jogos na Dinastia Han da China Imperial, na França medieval e na Escócia do século XVIII. O primeiro jogo foi um amistoso entre a Inglaterra e a Escócia, em 1881 e o segundo era pra ser em Glasgow, mas foi cancelado e as jogadoras foram obrigadas a fugir, pois foram repudiadas por centenas de homens que entraram em campo. A discriminação masculina era extrema.

Em 1894, graças as universidades femininas e depois os movimentos aos direitos das mulheres, aumentou o interesse pelos esportes. O primeiro clube de futebol feminino foi fundado por Nattie Honeyball (ativista feminista) em Londres. Mas historiadores dizem que Honeyball nunca existiu e quem de fato seria a “mãe do futebol” era Mary Hutson e que teve ajuda da Lady Florence Dixie da Escócia.

A data do primeiro jogo foi em 23 de março de 1895, os times representavam o norte e o sul de Londres, com público de 10 mil pessoas.

O British Ladies disputou mais 100 amistosos e mesmo mostrando que futebol era coisa de mulher, os meios de comunicação não perdoavam com comentários preconceituosos. O time durou apenas dois anos por falta de dinheiro, algo que acontece até os dias de hoje. Depois disso, a federação proibiu a participação de mulheres no esporte.

Os jogos femininos só voltaram na Primeira Guerra Mundial, como forma disciplinar para as mulheres trabalhadoras. Com o fim do conflito, voltou a restrição para as mulheres dentro do futebol. Só voltaram a jogar na segunda metade do século XX porque ganharam proporções mundiais e à partir dos anos 90, foi criada a Copa do Mundo Feminina.

Nos dias atuais ainda é possível encontrar preconceito com as mulheres dentro o futebol, mas isso não será um obstáculo para as mulheres, sempre terá uma Honeyball, Mary Hutson, Lady Florence Dixie para lembrar que o futebol é para todos. Também teremos nomes atuais como Honey Tholjieh, mulher, árabe e cristã que fundou a seleção palestina e chegou à FIFA, ou então no Brasil, a jogadora Marta que é uma referência no futebol feminino mundial, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA ou o clube São José que foi considerado o melhor time do mundo em 2015.

Curiosidade: o termo “torcer” surgiu no Brasil no século XX quando jovens mulheres nervosas com as partidas começaram a torcer os lenços.

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Maria Angélica Andrade
Maria Angélica Andrade
Sou Maria Angélica Andrade, moro em São Paulo, tenho 27 anos. Faço Jornalismo e amo esportes em especial futebol. Escrever sobre um esporte tão querido pelos brasileiros é motivo de orgulho e muita responsabilidade.

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