Futebol feminino durante a Primeira Guerra Mundial

- Dick, Kerr's Ladies FC foi a equipe mais conhecida da época
Futebol feminino primeira guerra

No Reino Unido, a Primeira Guerra proporcionou às mulheres a ocupação nas fábricas e em campos de futebol, posições anteriormente masculinas. Em 1914, muitas mulheres com idade para trabalhar assumiram posições as quais eram predominantemente de homens. Isso ocorria com o fato de que os rapazes eram convocados para para a guerra, abrindo espaço para as mulheres. As ‘Munitionettes’, forma como as mulheres eram chamadas, recebiam menos da metade do que os homens na época e seu trabalho era dividido por partes.

Nos momentos de descanso, mulheres de diversas fábricas se reuniam para jogar futebol. No começo, muitos gestores foram contra a ideia por não considerarem o esporte adequado para moças. Por outro lado, chamava a atenção do público e as partidas passaram a ser aceitas pelos mandatários. Com o avanço da guerra, o futebol feminino ganhava cada vez mais notoriedade.

Em 1917, foi criado Munitionettes’ Cup, primeiro torneio de futebol feminino da época. A competição era para arrecadação de dinheiro para instituições beneficentes. Acabou atraindo muitos torcedores na época. Dessa forma, neste momento surgiu a equipe mais conhecida de futebol feminino no Reino Unido: Dick, Kerr’s Ladies FC. Na partida de estreia, cerca de 10 mil pessoas foram assistir ao jogo. Em 1920, foi registrado o maior público. Cerca de 53 mil pessoas foram acompanhar a partida contra a equipe St Helen’s Ladies.

Mudança de rumos

Por outro lado, ao final da primeira guerra, o futebol feminino mudou os rumos.  A Football Association (FA) se recusou a ceder os campos para os jogos e acabou banindo a categoria. O Dick, Kerr’s Ladies FC ainda continuou atuando.A equipe disputou 828 partidas. Dessa forma, o tradicional time de futebol feminino chegou ao fim no ano de 1965.

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Victor Hugo Freitas
Victor Hugo Freitas
Apaixonado por esportes, decidi cursar jornalismo para me especializar em jornalismo esportivo. Nascido e criado na zonal sul de São Paulo, curto bater uma bola no final de semana, trocar ideia, etc. Acompanho futebol desde 2005, ano em que meu time foi campeão brasileiro. Como diria a fiel: “Corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus”. Dou pitacos em quase todos os esportes espalhados mundo a fora. O melhor amigo do jornalista, é a sua integridade.

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