“Fomos até o limite”, diz Mário Bittencourt, sobre jogar a final no Maracanã

- Em post, presidente do Fluminense esclarece que clube "avaliou contrato e definiu jogar para não correr risco de penalidades"
Mário Bittencourt

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, fez uma publicação em sua rede social do Instagram. Dessa forma, relatou sobre a decisão do clube em disputar a final da Taça Rio contra o Flamengo, no Maracanã, após ter sido sorteado como mandante do confronto.

Entretanto, o Tricolor havia soltado uma nota oficial dizendo que precisava cumprir um mínimo de jogos no estádio. Inclusive, na entrevista citada no comunicado, o presidente declarou ao programa “Troca de Passes”, que apesar de ter que cumprir contratualmente, com ao menos 30 jogos no Maracanã, ele continua considerando um desrespeito. Nesse sentido, a partida está marcada para a próxima quarta-feira (8), às 21h30 (horário de Brasília).

“Eu sou obrigado contratualmente a jogar pelo menos 30 partidas no Maracanã. Quando retornar o Campeonato Brasileiro, no final de julho ou início de agosto, em razão do cumprimento do contrato a gente, poxa, talvez tenha que jogar. Mas nesse momento, no pico da pandemia, eu acho ruim jogar no Maracanã, desrespeitoso, poderia esperar mais para voltar ao Maracanã.”, informou o presidente

POSICIONAMENTO

Em outras palavras, a opção havia sido alvo de questionamentos. Em razão da posição do clube de não desejar atuar no estádio, enquanto houver um hospital de campanha para atender pacientes com Covid-19 no complexo. Por este motivo, o time atuou no Nilton Santos nos jogos contra o Volta Redonda e o Botafogo.

Segundo Mário, o clube avaliou o contrato de co-gestão do Maracanã firmado com o Flamengo junto ao governo do Rio de Janeiro. Nesse sentido, definiu jogar para não correr risco de penalidades que variam de multas até a ruptura da concessão.

CONFIRA A PUBLICAÇÃO DO PRESIDENTE MÁRIO BITTENCOURT

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No dia de hoje o clube emitiu nota sobre a decisão de jogar a final no Maracanã. Sofremos críticas de que nossa posição seria incoerente. A posição do clube se mantém e na própria nota ressaltamos isso. Fomos obrigados a retornar e, diante disso, temos que cumprir nossos contratos. No que se refere ao contrato do Maracanã, avaliamos que se não utilizássemos esta data, teríamos que utilizar com amistosos e que isso faria menos sentido do que num jogo oficial. Numa entrevista antes do retorno, falei no programa "Troca de Passes" que teríamos que retornar ao estádio no brasileiro, ou seja, havia anunciado isso há mais de duas semanas. Não há, portanto, qualquer contradição no posicionamento e sim uma antecipação dele. Entretanto, não tinha naquele momento, ao vivo, a quantidade de partidas que restavam na temporada.⁣ ⁣ Internamente o clube então avaliou o contrato e definiu jogar para não correr risco de penalidades que variam de multas até a ruptura da concessão. Fomos até o limite onde podíamos. Nosso entendimento, como já disse, é o mesmo desde o início da pandemia e se reflete quando novamente pedimos doações aos nossos torcedores para ajudar comunidades carentes.⁣ Importante destacar que não estamos priorizando questão financeira, até mesmo porque, os jogos sem público seguem nos trazendo prejuízo. Priorizamos apenas os interesses institucionais do Fluminense. Seguimos totalmente alinhados com nosso posicionamento anterior. Permanece a defesa da luta pelas vidas e a contribuição a população com cestas básicas, doação para a Fiocruz e etc. Tanto é verdade que o clube social segue fechado e com os funcionários em casa. Os profissionais de futebol só retornaram em razão da volta determinada pela FERJ. Acho que essa explicação se fazia necessária primeiro, em função da transparência de nossa gestão; segundo, pelo fato de esclarecer que nossa posição na luta pelas vidas seguirá e, em terceiro, não menos importante que os itens 1 e 2, para dizer que os interesses do clube estarão sempre protegidos e respeitados. Enquanto eu for Presidente. Seguimos lutando pelas vidas, mas também pela conquista do título na quarta-feira honrando nossas tradições e nossa torcida. ST!

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No contrato em que Flamengo e Fluminense são parceiros na administração do Maracanã, os clubes precisam realizar um mínimo de 30 partidas como mandante no local anualmente. Todavia, não é obrigatório que os clássicos Fla-Flus sejam realizados no estádio. Contudo, entre as penalidades em caso de não cumprimento estão advertência, multas e até mesmo rescisão.

Em suma, vale ressaltar que, como o Brasileirão irá terminar só no ano que vem, em função da pandemia do coronavírus, o compromisso com o Governo do Rio precisará ser renovado.

Foto Destaque: Reprodução / Globo Esporte

Thamirys Abreu Vieira

Sobre Thamirys Abreu Vieira

Thamirys Abreu Vieira já escreveu 68 posts nesse site..

Sou carioca, graduada em Jornalismo pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo). Pretendo me especializar na área esportiva e vivenciar a cada dia a magia do futebol. Exigente e de temperamento forte, mas sempre disposta a aprender. Apaixonada pela leitura e o mundo futebolístico.

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Thamirys Abreu Vieira
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