A final da NBA nos moldes futebolísticos

Imagine uma Copa do Mundo (principal competição do futebol mundial) sendo definida entre Portugal e Argentina. De um lado o time europeu comandado por Cristiano Ronaldo (melhor do mundo) e que tem ao lado, no máximo, um ou dois atletas de ponta, vamos de André Silva, atacante habilidoso do Milan e Bernardo Silva, meia inteligente do Manchester City.

Do outro lado você tem uma Seleção Argentina recheada de craques. Tem aquele que briga diretamente pelo posto de melhor do mundo, Lionel Messi, tem craques discretos e decisivos como Di Maria, tem fazedores de gols como Higuaín e Agüero, e ainda tem um Dybala voando baixo buscando espaço no time.

PORTUGAL

Toda esta analogia acima para demonstrar as semelhanças entre a final da NBA (principal competição do basquete) e o futebol. Assemelhando-se com Portugal, temos o time da conferência Leste, o Cleveland Cavaliers. Este dependente quase que exclusivamente de LeBron James (que seria o CR7 desta analogia, no caso o LBJ23), salvo quando Kyrie Irving está inspirado e decide jogar absurdos, sendo talvez o nosso André Silva. Algo mais raro neste time é aparecer Kevin Love, J. R. Smith e Tristan Thompson, que fecham o time titular, mas que deixam a desejar nas partes decisivas.

ARGENTINA

Vamos então a Argentina, que os brasileiros me perdoem por tornar a Argentina campeã, mas foi o time que mais se aproximou deste Golden State Warriors. O time de Oakland, na Califórnia, lado oeste dos Estados Unidos, tem uma verdadeira seleção de craques mesmo. Em 2015, o time já havia vencido a NBA em cima do próprio CAVS (alcunha do adversário) por 4 a 2 e perdido, em 2016, para o mesmo rival, numa derrota impressionante na qual venciam por 3 a 1 e tomaram a virada para 4 a 3, o que deixou o time do lado leste engasgado na garganta dos Warriors.

O CONFRONTO FINAL

A final tão espera aconteceu. Digna de enredo de cinema. A NBA sabe muito bem vender um show, os americanos, em geral, são mestres de entretenimento. Venderam o espetáculo de um confronto 3 como a decisão final, o tudo ou nada. Algo para separar os homens do meninos, porque iriam ferver as arenas, tanto a Oracle quanto a Quicken Loans. O time do GSW teria Stephen Curry como o Messi, pois havia sido eleito o MVP da temporada anterior por unanimidade, algo que nunca aconteceu na NBA; aliado a Kevin Durant, que talvez fosse o Di Maria, com seu poder de decisão, aliado a descrição e classe que joga; Draymond Green não poderia ser outro a não ser Javier Mascherano, extremamente valente, marcador, desarmador, brigador, um líder em campo/quadra; Klay Thompson seria um Agüero, Higuaín seria talvez Zaza Pachulia, que é meio grosso mas necessário; Andre Iguodala seria um Dybala, que vem do banco sempre voando em busca de espaço.

Este era o cenário desta grande final vencida pela Argentina. Ops, pelo Golden State Warriors. Lembrando que os playoffs do basquete podem chegar até 7 jogos e quem vencer 4 jogos, leva o troféu, obviamente, pois o adversário só poderia chegar, no máximo, a 3 vitórias. Kevin Durant, chamado de Rivaldo do basquete pela tamanha genialidade, descrição e por ser decisivo, foi eleito o MVP das finais, que é o mesmo que melhor jogador do mundo, desbancando os favoritos Messi e Cristiano Ronaldo Curry e LeBron.

A final pode demonstrar que o coletivo é mesmo superior ao individual, em muitos dos casos. O próprio camisa 23 dos CAVS falou sobre a derrota de ontem: “Perdemos para a melhor equipe das últimas 3 temporadas”, disse LeBron. O título da NBA 2016-2017 foi o 5º do Golden State e o primeiro de Kevin Durant na NBA. Em Okland, Durant se tornou herói e foi coroado como melhor jogador das finais, merecidamente.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

Eric Filardi já escreveu 1234 posts nesse site..

Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

BetWarrior


Poliesportiva


Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
http://www.ericfilardi.com.br

Artigos Relacionados

Topo