Final da Euro: história, estatísticas e tabu

Após cinquenta partidas distribuídas ao longo de 30 dias, a Eurocopa chegará ao fim. Realizada na França, país ameaçado pela onda de violência extremista em um passado recente, o torneio ficou marcado pela confraternização entre torcidas, campanhas históricas de seleções como Islândia e Irlanda e despedida de grandes craques jogando por suas seleções, como Buffon e Ibrahimovic.

Mas às 16h, no horário de Brasília, França e Portugal enfrentar-se-ão no Stade de France em busca do título. Os donos da casa, comandados por Didier Deschamps, chegam à decisão com cinco vitórias e um empate, e ainda contam com o artilheiro da competição, Griezmann, que já balançou as redes seis vezes.

Por outro lado, o time luso chega à final como uma das maiores surpresas do torneio. Embora invicta, a seleção portuguesa acumula, em seis jogos, três empates na primeira fase, uma vitória sobre a Croácia por 1×0 na prorrogação, uma vitória nos pênaltis contra a Polônia e uma única vitória no tempo normal, na semifinal, contra País de Gales.

A Seleção portuguesa possui destaques nos três setores do campo:  na zaga, Pepe é seguro, experiente e em seu currículo constam diversos títulos importantes, tais como um bicampeonato de Liga dos Campeões; no meio de campo, Renato Sanches, a revelação desta Eurocopa, tem mostrado um futebol vistoso e elegante, com muita qualidade técnica, digno de um meio-campista clássico; no ataque, Cristiano Ronaldo, artilheiro da última Liga dos Campeões, melhor jogador do mundo na atual temporada, está a um gol de se tornar o maior artilheiro da história da competição.

Embora o time luso possua destaques individuais nos três setores, em se tratando de conjunto, a Seleção francesa leva a melhor. O time de Didier Deschamps – que pode se tornar o primeiro treinador a ganhar uma Eurocopa como jogador e técnico – é  equilibrado, compacto e mescla jogadores experientes, como Lloris, Evra e Koscielny, e jovens promissores, tais como Umtiti, Pogba e Griezmann.

Portugal, embora não seja considerada a grande favorita, possui uma motivação extra para a grande final: se vencerem os donos da casa, o time luso dará fim a um tabu que já dura dez jogos, distribuídos ao longo de 41 anos. No último encontro destas seleções, em setembro de 2015, 1 a 0 para os franceses, em Lisboa.

Se não bastasse o tabu, os portugueses tentarão reescrever um filme cujo roteiro assemelha-se ao último grande revés da seleção nacional: na Euro de 2004, quando jogava em casa, Portugal contava com nomes como Figo, Deco, Maniche e Cristiano Ronaldo, chegou à decisão como favorito, mas foram derrotados pela Grécia por 1 a 0.

Desta vez, jogando fora de casa, contra a seleção favorita, os portugueses, liderados por Cristiano Ronaldo, vão em busca do primeiro grande título no futebol para seu país.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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