FIFA põe fim a todos os erros de arbitragem… Só que não!

Recentemente o novo presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, anunciou que a instituição finalmente irá fazer uso de recursos tecnológicos para ajudar nas decisões da arbitragem. A novidade será colocada em prática após a Assembleia Geral Anual do Conselho Internacional de Associações de Futebol (IFAB), organização que define as regras do esporte, a partir do dia 1 de julho deste ano. Será o fim, de uma vez por todas, das marcações errôneas e de todas as injustiças dentro de campo…Só que não.

A primeira transmissão de um jogo de futebol pela televisão (partida entre Inglaterra e Escócia, exibida pela BBC, em abril de 1938), marcou uma verdadeira revolução no esporte. A partir daí o modo como a pessoas acompanhavam os jogos mudou completamente, pois, a TV, com todos os seus recursos que evoluíram no decorrer dos anos, fez com que os telespectadores pudessem ver tudo o que acontece dentro de campo, através de replays, giros de câmera de 360º, “tira-teimas” etc.

Mas a grande questão que paira durante todos esses anos, desde que a bola passou a rolar ao vivo e em cores nos televisores, é: porque não usar os meios visuais da televisão para ajudar os árbitros? Se todos os que assistem à partida pela TV sabem, minutos depois, que determinada falta não foi cometida ou que o pênalti na verdade não existiu, porque não avisar o pobre do juiz, que será crucificado no dia seguinte, o que aconteceu?

Sistematicamente presa a conceitos e métodos ultrapassados, a FIFA e seus dirigentes conservadores nunca deram chances para a utilização da tecnologia como apoio para as equipes de arbitragem. Durante todo esse tempo, a maior autoridade do futebol preferiu alimentar as discussões sobre os erros dos juízes, em vez de eliminar toda e qualquer dúvida que interfira nos jogos. Ou seja, para eles, vale mais debater sobre a falha do árbitro do que falar a respeito do lance de habilidade de um jogador ou do gol que valeu a pena ver.

Para acabar com essa falta de bom senso, o recém-eleito presidente Gianni Infantino decidiu dar espaço para a tecnologia e acabar com as injustiças acarretadas pelos erros dos donos do apito. Tais medidas seriam, sim, o início de uma nova era do futebol mundial. Mas infelizmente ainda estamos longe disso.

É claro que a atitude de Infantino fez a FIFA dar alguns passos à frente, porém ainda há um longo caminho para sair da idade da pedra. Isso porque o uso do vídeo poderá ser solicitado apenas nas seguintes situações: determinar se a bola passou a linha de gol, rever expulsões, reavaliar os pênaltis e identificar o jogador que cometeu uma determinada falta.

Então você se pergunta: mas e os impedimentos?

Sim, os impedimentos incompreensivelmente não entraram em pauta. O que significa que nós ainda iremos ter que engolir aquele gol marcado em condição ilegal durante um bom tempo e ainda iremos depender dos auxiliares, que precisam “manter um olho no peixe e outro no gato” para marcar um corretamente um impedimento – algo humanamente impossível dependendo da velocidade do lance.

O futebol, que sempre esteve preso à lenta e metódica FIFA, está perto de evoluir com Gianni Infantino, mas ainda há uma longa distância para percorrer até que o esporte evolua verdadeiramente a ponto de adotar recursos tecnológicos nos jogos.

E, enquanto isso não acontece, só nos resta torcer para que o longo teste com os vídeos (dois anos de etapa experimental) dê certo, para que, dessa forma, possamos contar apenas com o espetáculo futebol, sem perder tempo com eventuais erros de arbitragem, que só estragam o show.

Renan Amaral

Sobre Renan Amaral

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Apaixonado por esporte, Renan Amaral percebeu que tinha o futebol na veia quando foi a um estádio pela primeira vez. Anos depois, descobriu no jornalismo a oportunidade de estar envolvido de alguma forma com esportes, principalmente com o futebol, sua velha paixão, que nasceu quando ainda era um moleque que esticava o pescoço para ver melhor os jogos da arquibancada.

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