Festa iraniana! Persepolis está na final da Liga dos Campeões da Ásia

Jogando no Estádio Azadi, onde não perdem há seis anos, os iranianos do Persepolis empataram com os qataris do Al-Sadd por 1 x 1 e avançaram a grande final da Liga dos Campeões da Ásia graças a vitória no jogo de ida. Apesar de confirmar que vai se aposentar no final da temporada, o lendário espanhol Xavi Hernandez não conseguirá se despedir com um título da Champions Asiática e se tornar o único jogador a ter duas Champions de diferentes continentes (o meia já tem a europeia), a não ser que reconsidere sua jubilação.

1º tempo

Logo no primeiro minuto o Al-Sadd chegou ao ataque, com Baghdad Bounedjah, pela direita. O atacante cruzou na área e o goleiro Alireza Beiranvand socou para longe do gol. Os visitantes seguiram com a pressão inicial e Abdelkarim Hassan tentou de fora da área, aos três minutos, mas o goleiro estava seguro. Aos 14′ foi a vez dos donos da casa chegarem. Ahmad Nourollahi avançou pela direita e, sem ninguém, descolocou um escanteio. Ele mesmo na cobrança e colocou na cabeça de Godwin Mensha, mas o nigeriano mandou para fora, dentro da pequena área.

Quando o jogo começou a ficar mais brigado, com ambos tendo chances, surge o gol do argelino Baghdad Bounedjah. O camisa 11 antecipou o marcador e bateu da entrada da área, completando assistência de Hassan Al-Haidos. O gol dava esperança aos visitantes e levava a partida para os pênaltis. Aos 35′, Xavi bateu falta da intermediária, mas por cima do gol. O Persepolis respondeu aos 39′, quando Siamak Nemati fez fila driblando os defensores do meio para a direita e tocou de calcanhar para Mensha, que bateu forte, mas Meshaal Barsham defendeu.

2º tempo

Mal começou a etapa final e G. Mensha cruzou na área, da esquerda para o meio, e Siamak Nemati antecipou a marcação e chutou, antes dela tocar no chão, para o fundo das redes, empatando a partida, para delírio dos quase 80 mil iranianos presentes. Aos 74′, os donos da casa tiveram a chance de ampliar, depois de Mensha tocou para Ali Alipour bater, dentro da área, à queima roupa, de frente para o gol, mas o atacante chutou em cima do goleiro Barsham, que acabou por fazer a defesa com os pés, quando caia para o lado oposto do chute.

O Al-Sadd teve mais chances perto do fim, mas não conseguiram concluir em gol. Aos 87′, por incrível que pareça, Xavi quase marca de cabeça, mas o goleiro salva. Um minuto depois e os jogadores do Persepolis reclamam de pênalti do zagueiro brasileiro Ró-Ró, mas o árbitro nada marca e os qataris permanecem vivos por mais alguns minutos. Pressão dos visitantes. Xavi cobra escanteio na área e o goleiro Beiranvand dá um soco afastando todo e qualquer perigo. Quatro minutos de acréscimos, o time do Qatar avança por inteiro, mas o tempo acaba e o empate persiste, para delírio da nação iraniana.

E agora?

Persepolis chega à final da AFC Champions League pela primeira vez em sua história e espera o vencedor de Suwon Bluewings Jeonbuk Motors, amanhã, às 7h (horário de Brasília), para saber quem será seu adversário, lembrando que os iranianos são favoritos contra ambos. Já o Al-Sadd volta as atenções para o Campeonato Qatari, onde estão na vice-liderança com 17 pontos, dois atrás do Al-Duhail.

Melhores Momentos

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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