Fernando Diniz afirma que placar deveria ter sido mais elástico contra o Cruzeiro

O técnico Fernando Diniz concedeu entrevista após a vitória do Fluminense, por 2 x 1, sobre o Cruzeiro, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Assim, o comandante afirmou que o placar poderia ter sido mais elástico. A saber, o Tricolor atuou a maior parte do tempo com um a mais. Já que o lateral Geovane foi expulso ainda no primeiro tempo. Desse modo, a equipe finalizou mais de 31 vezes. Ao passo que a Raposa teve apenas cinco.

Dentro do campo continuamos com volume muito grande de produção ofensiva e também limitando muito as chances de contra-ataque. O primeiro tempo foi excelente, a gente teve superioridade. Estou falando quando estava 10 contra 10, depois com um jogador a menos fica difícil para todo mundo. Mas, diferentemente do que aconteceu contra o América-MG, o time já tinha treinado um pouco mais, tido a experiência lá em Belo Horizonte, então teve repertório para poder fazer o gol da vitória e poderíamos ter feito mais” disse Diniz.

Aliás, aos 17’, o Fluminense até abriu o placar, com Germán Cano. Contudo, após análise do VAR, o gol foi anulado. Posto que marcou impedimento de Jhon Arias na origem da jogada. Assim, Fernando Diniz criticou o que, segundo ele, foi um erro.

Acho erro de VAR é o que mais chateia. Tem a tecnologia, ainda não acompanhei, mas se erraram com a tecnologia é de se lamentar bastante. Mas nos jogadores não influenciaram em absolutamente nada”.

Fernando Diniz afirma que gol de empate era evitável

Posteriormente, aos 45’, o Tricolor, enfim, abriu vantagem, com o zagueiro Manoel. Inclusive, fazendo com que a lei do ex desse o ar da graça na partida. Contudo, o Cruzeiro conseguiu o empate ainda na primeira etapa. Já que, após chute de longe de Zé Ivaldo, Fábio mandou para escanteio. E após a cobrança, o zagueiro Oliveira deixou tudo igual. Aliás, Fernando Diniz classificou o gol como evitável.

Parabenizar pelo que a gente fez, pela vitória, e saber que poderíamos ter aproveitado melhor nossas chances e não ter cedido o gol que cedeu para o Cruzeiro, totalmente evitável”.

Despedida de Luiz Henrique

A partida marcou a despedida do atacante Luiz Henrique do Maracanã. Visto que o jogador foi negociado com o Betis, da Espanha. Assim sendo, fará seu último jogo pelo Fluminense no próximo domingo (26), contra o Botafogo, no Engenhão. A saber, o Moleque de Xerém recebeu elogios de Diniz, que também afirmou que talvez a equipe tenha que mudar o estilo de jogo após sua saída.

Jogador muito diferente, acredito que, falar desde a minha chegada aqui, se ele não for o melhor atacante do futebol brasileiro nesses quase dois meses que estamos trabalhando juntos, ele está entre os melhores com certeza. Produziu muito, desequilibrou muito o jogo, fez gols, deu muita assistência… É um jogador de difícil reposição, tanto é que os times de fora vêm buscar jogador como o Luiz Henrique. Não sei se é buscar no mercado, mas temos que arrumar um jeito, arrumar jogador com a mesma característica e com qualidade. Característica não é o que mais importa, tem que jogar bem. A gente talvez tem que se adaptar e mudar um pouquinho o jeito de jogar, ainda mais solidário, com mais aproximação. Vamos ver, vamos trabalhar duro para não sentir a ausência do Luiz”.

Ausência de Nathan entre os relacionados

Por fim, Fernando Diniz explicou a ausência de Nathan. Posto que o jogador sequer foi relacionado. E ele vinha ganhando espaço na equipe do treinar. Inclusive, começou algumas partidas no time titular. Assim, segundo o treinador, o elenco é equilibrado. Desse modo, foi apenas questão de escolha.

Eu trouxe para o jogo aqueles que eu achava que tinha que trazer. Essa é a explicação. É um grande jogador, que eu tentei levar para outros clubes, mais de um, e para esse jogo… O elenco é muito equilibrado, tem muita gente boa. Se o Nathan viesse eu teria que tirar alguém que estava aqui, talvez sua pergunta seria na mesma direção. Não quer dizer que amanhã ou depois o Nathan não possa voltar a ser titular, pelo contrário, é que o elenco é muito equilibrado. O jogador que está jogando é o que é cortado tem o mesmo nível, então é uma questão de escolha mesmo” encerrou Fernando Diniz.

Foto destaque: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Jéssica Albuquerque
Formada em Letras, pela UFRJ, e em Jornalismo, pela FACHA. Amo ler, escrever e futebol. No jornalismo esportivo pude unir os três.

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