Ferenc Puskás e sua contribuição para o futebol

- Jogador inspirou o prêmio de gol mais bonito da temporada
Ferenc Puskás teve passagem pelo Real Madrid

Ferenc Puskás Biró é considerado o maior futebolista da história da Hungria. Na seleção húngara, integrou o elenco que ficou conhecido como “os mágicos magiares”, na primeira metade da década de 50. A saber, o país ficou quatro anos invicto e conquistou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Verão de 1952 e foi vice-campeão da Copa do Mundo de 1954. Puskás marcou 84 gols em 85 jogos pela Hungria, tornando-se o maior goleador de uma seleção.

Foto: Getty / Central Press.

Por ter defendido também a Seleção Espanhola, se tornou um dos poucos a terem jogado Copas do Mundo por dois países. Aliás, a lista inclui cinco jogadores: Puskás, Luis Monti (que jogou em 1930 pela Argentina e em 1934 pela Itália), José Santamaria (que atuou em 1954 pelo Uruguai e em 1962 pela Espanha), José João “Mazzola” Altafini (em 1958 pelo Brasil e em 1962 pela Itália) e Robert Prosinečki (1990 na Iugoslávia e 1998 e 2002 pela Croácia).

CARREIRA COMO TREINADOR

Foi bem sucedido na nova profissão e levou o Panathinaikos, da Grécia, à final da Copa dos Campeões, em 1971. No entanto, foi derrotado pelo Ajax, de Johan Cruijff. Mas foi campeão grego em 1971 e 1972. Anteriormente, em 1967, treinou o San Francisco Golden Gate Gales. Encerrou a carreira como treinador no começo da década de 1990, no comando da seleção da Hungria, em 1993.

APÓS ENCERRAMENTO DA CARREIRA

Em 1995, foi alçado à patente de coronel. Posteriormente, em 1997, em seu aniversário de 70 anos, recebeu de Juan Antonio Samaranch, o então presidente do Comitê Olímpico Internacional, a ordem de honra do COI, máxima condecoração olímpica. Enquanto em 1999 foi nomeado embaixador do esporte pelo governo húngaro.

Sofrendo de Mal de Alzheimer desde 2000, Puskás recebeu ajuda para despesas financeiras. No ano seguinte, o Népstadion, estádio municipal de Budapeste, passou a se chamar Estádio Puskás Ferenc em sua homenagem. Outra homenagem antes de sua morte foi em 2004, quando foi eleito o melhor jogador da Hungria dos cinquenta anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade. Sua morte foi em 17 de novembro de 2006, depois de ficar internado com pneumonia durante dois meses.

Crédito: Getty / Roger Jackson.

PRÊMIO FIFA FERENC PUSKÁS

Em 20 de outubro de 2009 a FIFA criou o prêmio para condecorar o jogador ou jogadora que marcou o gol mais bonito do ano. Puskás é considerado por muitos como o mais poderoso e prolífico jogador avançado do futebol. Joseph Blatter, presidente da entidade esportiva na época da criação do prêmio, declarou que Ferenc Puskás era não só um jogador com imenso talento, mas também um homem notável.

VENCEDORES DO PRÊMIO

O primeiro vencedor foi Cristiano Ronaldo, em 2009, quando atuava pelo Manchester United. A saber, o gol foi marcado na partida contra o Porto, válida pela Liga dos Campeões da UEFA de 2008/09. O brasileiro Neymar venceu o prêmio em 2011, quando defendia o Santos. Seu gol foi marcado na histórica partida contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O segundo e último brasileiro a vencer o prêmio foi Wendell Lira, em 2015. O jogador fez o gol mais bonito do ano com a camisa do Goianésia, em duelo com o Atlético-GO, válido pelo estadual deste ano. O vencedor de 2019 foi Daniel Zsóri, do Debreceni, clube húngaro. O gol foi marcado na partida contra o Ferencvárosi, no campeonato do país.

PASSAGEM PELO REAL MADRID

Chegou ao clube espanhol aos 31 anos, vindo do Honved, de Budapeste. Apesar de sua idade e uns quilos a mais, seu talento foi fundamental na conquista de diversos títulos com a camisa dos Merengues. Apelidado de “Pancho” ou “Canhãozito pum”, encantou com seu cavalheirismo, simpatia, amabilidade e suas brilhantes exibições. Aliás, foi considerado o melhor pé esquerdo já visto no Bernabéu.

Crédito: Getty / Central Press.

ESTATÍSTICAS DE PUSKÁS

Disputou 698 jogos em toda a carreira, tendo marcado 681 gols. Pelo Budapest Honvéd, realizou 347 jogos, com 357 gols marcados entre as temporadas de 1943/44 e 1956/57. Em seguida, pelo Real Madrid, foram 262 jogos entre as temporadas de 1956/57 e 166/67, com 240 gols anotados. Ao passo que, com a Seleção Espanhola disputou apenas quatro jogos, sem nenhum gol marcado. Por fim, pela seleção da Hungria, a incrível marca de 84 gols em 85 jogos.

Já os títulos foram 23. Sendo dez internacionais e 13 nacionais. Os internacionais foram: uma Copa Intercontinental, uma Olimpíada, cinco Ligas dos Campeões, uma Dr. Gerö Cup e duas Balkan Cup. Uma vez que os nacionais foram oito Ligas Espanholas, uma Copa do Rei e quatro vezes a Liga Húngara.

Foto destaque: Getty / Keystone.

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Jéssica Albuquerque
Jéssica Albuquerque
Sou formada em Letras e atualmente curso Jornalismo. Sempre gostei de ler e de escrever, o que me levou a seguir nessas áreas.

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