Geromel Grêmio

No dia 21 de setembro de 1985 em São Paulo, nascia Pedro Tonon Geromel. Um atleta que chegou sob suspeitas da torcida Gremista, e que tornou-se um dos melhores zagueiros do Brasil, carinhosamente chamado de GeroDeus ou Geromito. Dupla do Kannemann e um dos atletas queridinhos do país, por estar sempre sorrindo e brincando. Hoje o jogador completa 36 anos. Por isso, a coluna Parabéns ao Craque presta sua homenagem.

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O COMEÇO DE GEROMEL NO FUTEBOL E O CAMINHO INVERSO FEITO

Primeiramente, a trajetória do zagueiro começou cedo, tendo início nas categorias de base da Portuguesa. Após três anos, foi atuar na base do Palmeiras, chegando a atuar pelo time B. E fazendo o inverso de muitos jogadores, aos 18 anos, foi para Desportivo Chaves, de Portugal. Foi lá, que o zagueiro foi destaque e entrou para equipe profissional, após um ano.

Dessa forma, com boas atuações, Geromel ganhou atenção do Vitória de Guimarães. Assim, em 2005, começou a ser um dos principais jogadores do clube, fazendo sua melhor temporada em 2007/2008, sendo o melhor jogador da primeira divisão do país. Apesar de ser destaque, o clube era mediano, não tendo forças para brigar por títulos, com grandes clubes portugueses.

O ano era 2008 e após um proposta do Colônia, da Alemanha. O atleta fez a mudança, porém não foi tão bem assim, fazendo algumas atuações fracas. Tal qual, em 2012, a equipe foi rebaixada à segunda divisão após terminarem o Campeonato Alemão em penúltimo lugar. Então, Geromel foi emprestado ao Mallorca, da Espanha. Onde ficou 2013, por muitas vezes sendo banco.

Geromel
Geromel atuando na Europa – Foto reprodução: Getty Images

SELEÇÃO BRASILEIRA

Acima de tudo, sucesso no Grêmio e sendo destaque na temporada, recebeu a atenção de Tite. Sendo assim, tendo sua primeira convocação em 2016. Destaque no ano seguinte, após o Mundial de clubes, foi novamente convocado em 2018, para o Mundial na Rússia.

GEROMEL NO GRÊMIO: O ZAGUEIRO

No Grêmio, sua trajetória começou em dezembro de 2013, um jogador até então desconhecido. Na época, o clube não estava em sua melhor fase, ou seja, a torcida caiu em cima quando o atleta foi anunciado, o que ninguém sabia, é que alguns anos depois, se tornaria um grande ídolo e um dos melhores zagueiros do país.

Em suma, a estreia com o clube, ocorreu no ano seguinte, dia 22 de fevereiro de 2014, em uma vitória por 3 a 0 sobre o Novo Hamburgo. Por outro lado, o primeiro gol, foi no jogo seguinte, contra o São Luiz.

Então, com a camisa quatro do Tricolor, Geromel viveu uma das melhores fases do time e ajudou a conquistar diversos títulos, sendo eles: Gauchão (2018, 2019, 2020 e 2021), Recopa Gaúcha (2019 e 2021), Copa do Brasil (2016), Recopa Sulamericana (2018) e Libertadores da América (2017). Bem como, conquistou prêmios de forma individual, consquistando a bola de prata por três anos seguidos ( 2016, 2017 e 2018).

Além disso, tornou-se dupla incontestável do zagueiro Kannemann, juntos vieram a se tornar ídolos, sendo o match perfeito da equipe e que a torcida abraçou. Assim, sendo sinônimos de qualidade, raça e entrosamento, protagonizaram diversos momentos memoráveis pelo clube. Entre eles, a tradição de tirar uma foto beijando as taças conquistadas.

Geromel e Kannemann
Geromel e Kannemann comemorando a conquista da Libertadores – Foto: Reprodução/Lucas Uebel

O ÍDOLO E CAPITÃO

Foi dando o nome pelo time, vestindo a camisa com unhas e dentes, e sendo carismático, Geromel deixou de ser apenas mais um jogador, para vir se tornar o ídolo do time e capitão. E foi sendo capitão, que deu seu nome na Libertadores e levantou a taça com orgulho. Um atleta que a torcida abraçou, que não existe um torcedor que fale mal. São quase oito anos defendendo o escuto Tricolor, sendo exemplo dentro e fora de campo. Por tudo isso, Geromel entrou para história do clube. Vida longa, ao Geromito! Vida longa, no Grêmio!

Foto Destaque: Divulgação/Getty Images

Emilena Gonçalves
Prazer, Emilena Gonçalves! Estudante de jornalismo, gaúcha, gremista, Neymarzete e amante do futebol. Me apaixonei pelo futebol na copa de 2002 e por crescer em uma família que só acompanhava Copa do Mundo, precisei começar a frequentar os estádios sozinha, aos 14 anos. A vontade de fazer jornalismo começou aos 12 anos, e nada melhor do que unir duas paixões.