Fagner

Nesta sexta-feira (11), a coluna Parabéns ao Craque vai homenagear Fagner, do Corinthians. O maior lateral-direito da história do Timão completa 32 anos. Portanto, vamos relembrar os grandes momentos da carreira deste baixinho raçudo, um dos remanescentes do “futebol raiz”.

Antes mesmo de se tornar jogador de futebol, Fagner se mostrou um guerreiro desde a infância. Afinal, quando criança, estava correndo com seu irmão e esbarrou em uma porta de vidro que ele não havia visto. Assim, teve cortes profundos e precisou ser hospitalizado. Porém, ninguém imaginava que aquele momento era apenas um capítulo da incrível história que seria construída pelo garoto.

A princípio, Fagner chegou ao Corinthians muito jovem, aos sete anos. Após passar por todos os níveis da categoria de base, estreou no profissional aos 17 anos de idade. Mas, a promessa corinthiana não rendeu o que era esperado e logo foi emprestado. Assim, o atleta teve passagens por Vitória e PSV, sem sucesso em ambos os times.

Dessa forma, após três meses sem clube depois da passagem pela Europa, acertou com o Vasco da Gama. No Time da Colina, pôde mostrar sua qualidade como atleta. Afinal, por ser considerado “baixinho” (1,68), Fagner sempre foi questionado pela torcida dos clubes que defendeu. Apesar disso, em 2011, foi eleito melhor lateral-direito do Brasileirão.

Por outro lado, calou a boca dos críticos e voltou à Europa. Pelo Wolfsburg, da Alemanha, teve uma passagem de altos e baixos. Assim, logo retornou ao Vasco, dessa vez por empréstimo. Claro, se destacou novamente com a camisa cruz-maltina. Porém, o que Fagner não esperava é que o ápice da sua carreira ainda estava por vir.

O BAIXINHO FAGNER SE TORNANDO ÍDOLO DO GIGANTE CORINTHIANS

Em 2014, o atleta cria do Parque São Jorge retorna ao Corinthians. Rapidamente, se tornou uma das referências do time. Afinal, Fagner tem todas as características do “DNA corinthiano”. O jogador possui as qualidades de um lateral completo: bom no ataque, na defesa, com muita raça e movido pelo amor a camisa. Portanto, era questão de tempo para se tornar ídolo da Fiel.

Entretanto, sabe-se que não é fácil cair nas graças dos 30 milhões de corinthianos. Para isso, é necessário ganhar títulos. Sendo assim, Fagner alcançou esse objetivo e conquistou dois Campeonatos Brasileiros (2015 e 2017) e o tricampeonato paulista (2017, 2018 e 2019). Além disso, foi um dos principais jogadores em todas as campanhas e ganhou vários prêmios individuais.

Por outro lado, para as torcidas rivais, o excesso de raça o torna desleal, violento e que “só sabe bater”. Contudo, segue à risca o manual de “jogador raiz”. Assim, se for necessário interromper a jogada para evitar o gol adversário, fará o que for necessário. Esses rótulos criados em cima do Fagner caem por terra. Afinal, graças ao seu desempenho teve diversas convocações à seleção brasileira e disputou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Com mais de 400 jogos pelo clube, Fagner entrou para o seleto grupo de ídolos do Corinthians. Inclusive, é considerado pela maior parte da torcida como o maior lateral-direito da história do clube. Sendo assim, o que nos resta é reconhecer que é baixinho apenas no tamanho, pois é gigante dentro das quatro linhas e um craque do Timão. 

Fagner, parabéns pela brilhante carreira e que siga sendo ainda mais vitoriosa!

Foto Destaque: Reprodução/Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Isaac Rufino
Tenho 19 anos e sou estudante de Jornalismo pela FMU, em São Paulo. Sou apaixonado por Jornalismo e todas as suas áreas, porém a minha preferência sempre foi na área esportiva. Meu primeiro objetivo é ganhar experiência na área, buscar conhecimento e aprender com os melhores, por isso estou aqui. Entretanto, ao falar sobre objetivos futuros, tenho certeza de que a minha maior meta é fazer a cobertura de uma Copa do Mundo. Me considero um cara exigente, obstinado e não me contento em ser apenas mais um. Estou aqui para mostrar a minha capacidade e galgar degraus dentro do Jornalismo.

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