Fábio Lima

A coluna Lado B do Futebol desta semana traz uma entrevista exclusiva com Fábio Virginio Lima. Nascido em Araçagi, região metropolitana da Paraíba, começou sua carreira profissional no Icasa (CE), em 2011, com 17 anos. No ano seguinte, foi contratado pelo Atlético-GO, onde viveu bons momentos, e foi emprestado para o São Paulo, em que atuou pela equipe sub-20, e também para o Vasco. Em 2014, foi contratado pelo Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, e criou grande identificação, não só com o clube, mas também pelo país. O meia de 26 anos está em sua 6ª temporada pelo time e, no início do ano, se naturalizou emiradense.

Carreira no Brasil

Em 2012, após ser o novo reforço do clube goiano, Fábio foi emprestado ao time de juniores do São Paulo, onde se destacou na Copinha do ano seguinte, marcando três gols em quatro jogos. Desse modo, foi também emprestado ao Vasco da Gama no mesmo ano, em que atuou em apenas três partidas.

“No Vasco, acredito que poderia ter mais oportunidades. Não sei se pela idade não aconteceu, ou porque não era o momento. Tudo é um conjunto de situações que vem a você ser titular ou não de uma equipe, mas acredito que eu poderia ser um pouco mais aproveitado”, disse o jogador.

Retornou ao Atlético-GO ainda no final de 2013, e ajudou o clube na luta pela permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. Na temporada posterior, vivia fase irregular no Dragão, dessa forma, foi contactado por Jorginho, técnico do Al Wasl na época, com quem já havia trabalhado no Cruz-Maltino, que afirmou que gostaria de contar com brasileiros no seu elenco.

Assim, se transferiu para os Emirados Árabes. Apesar de muitos empréstimos e sem uma grande sequência, Fábio se diz muito grato ao Atlético e diz que o clube foi muito importante para sua carreira. No total, em passagens não consecutivas entre 2012 e 2014, foram 42 partidas e 12 gols pelo Rubro-Negro goiano.

Confira os gols de Oeste 2 x 4 Atlético-GO, pela 37ª rodada do Brasileirão Série B de 2013, quando o time precisava vencer para não ser rebaixado com antecedência, jogo em que Fábio Lima brilhou e marcou um hat-trick:

Identificação com o Al Wasl e naturalização

Chegou ao clube de Dubai com 20 anos para o início da temporada 2014/15 por empréstimo. Em janeiro de 2015, foi contratado em definitivo, em uma negociação de cerca de € 232 mil. Fábio diz não ter sofrido com a adaptação em sua nova vida, que ocorreu de forma muito natural.

Hoje, com 26 anos, ele é o camisa 10, um dos capitães e se transformou em um grande ídolo do Al Wasl. Está na sua 6ª temporada e tem ao todo 204 jogos, com 148 gols marcados pela equipe, uma média de 0,73 gol por partida, altíssima levando em consideração que não é um homem de área. O meia-atacante, que é o maior artilheiro estrangeiro da história do clube, diz ter ficado surpreso com a identificação criada com time e torcida:

“Para ser sincero, nunca imaginei me tornar o que sou hoje dentro do clube e no país. Sou muito feliz por estas seis temporadas com o Al Wasl”.

A identificação do paraibano não ficou limitada aos Cheetahs. De cinco temporadas, ele foi indicado em quatro delas aos três melhores jogadores estrangeiros da Liga, conquistando o prêmio em uma das vezes. Como já atuou por mais de cinco anos no país, recebeu a proposta de se naturalizar para ter a chance de defender a seleção dos EAU.

Assim, Fábio afirmou ter aceitado o convite prontamente e estar animado para, caso seja chamado, levar o país a disputar uma Copa do Mundo. Ele já está disponível para futuras convocações, uma vez que o processo de naturalização ficou pronto no dia 5 de fevereiro deste ano.

Veja o vídeo postado no Instagram do Al Wasl com alguns gols de Fábio pelo clube:

https://www.instagram.com/p/B63x0W4ATb-/

O futebol no Oriente Médio

Fábio Lima ainda falou sobre a evolução do futebol onde joga. Segundo ele, assim como em outras locais, o esporte da região tem muitos aspectos a melhorar. Entretanto, afirma que o campeonato está no caminho certo pra virar umas das principais ligas do mundo.

“Muita gente fala do futebol daqui sem ter muito conhecimento. Nos últimos anos, evoluiu muito. Nos últimos mundiais, as equipes que disputaram as semifinais e fizeram jogos difíceis contra Flamengo e Real Madrid, eram do Oriente”, exemplificou o meia.

Foto: Divulgação/Portal Araçagi

Reprodução/Portal Araçagi

Foto destaque: Divulgação/Al Wasl

Nestor Ahrends
Estudante de jornalismo (ESPM-Rio). 19 anos. Nascido e criado em Petrópolis-RJ. Apaixonado por futebol e amante de esportes em geral.

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