Fábio Capello, ídolo italiano, completa 74 anos

Fábio Capello, ídolo italiano, é um dos poucos técnicos capazes de passar para qualquer equipe a tal da “mentalidade vencedora”. Além da capacidade de saber lapidar jovens campeões. Nesse sentido, completando mais um ano de vida nesta quinta-feira (18), a Coluna Parabéns ao Craque homenageia esse grande mestre do futebol.

Nascido em San Canzian d´Isonzo-ITA no dia 18 de junho de 1946, Capello começou sua carreira futebolística no ano de 1963, jogando no Società Polisportiva Ars et Labor, o SPAL. Em outras palavras, tradicional time da cidade de Ferrara-ITA. Se não esbanjava habilidade, ao menos já se destacava pela visão de jogo que guarda até hoje.

Após ser ressaltado pela modesta equipe Italiana, o atleta se transferiu para o poderoso time da Roma. Jogou por lá durante dois anos, conquistando neste período uma Copa da Itália, na temporada 1968/1969. Logo depois, foi para a Juventus no final década de 60, time no qual o volante marcou época.

Fábio
Pinterest (Foto: Reprodução)

Nesse sentido, foram sete anos em Turim, conquistando por lá três Campeonatos Italianos, em 1971/1972, 1972/1973 e 1974/1975. Assinou com o Milan em 1976, onde o volante não obteve muito sucesso, conquistando no clube rossonero apenas uma Copa da Itália, na temporada 1976/1977.

FÁBIO CAPELLO E A PASSAGEM POR GRANDES CLUBES

A torcida confiava muito naquele meia de 23 anos e tanta personalidade. Porém, a mudança na presidência acarretou em problemas financeiros e Capello acabou negociado com a Juventus enquanto a torcida insurgia contra Alvaro Marchini.

Contudo, abriu uma série de sete anos de sucesso que contou com três scudetti e a titularidade na seleção italiana, pela qual marcou o gol da histórica vitória contra a Inglaterra, em Wembley. Da Juve, foi para o Milan, e por lá se aposentou.

Calciopédia (Foto: Reprodução / Interleaning)

O INÍCIO DA CARREIRA DE TÉCNICO

Na década de 80, quase não se ouviu falar de Capello no futebol. Trabalhou com hóquei, marketing e ainda dirigiu o setor juvenil do Milan a partir de 1985. Contudo, em 1987 comandou o time principal como interino nas seis últimas rodadas do campeonato, depois da demissão de Nils Liedholm.

Em 1991, voltou ao futebol profissional com uma missão que parecia impossível, a de manter o nível do Milan de Arrigo Sacchi. Inexperiente e trabalhando então internamente no clube de Berlusconi, a mídia decretou: apenas colocaria em campo o que a direção mandasse.

Em cinco anos, mostrou quem estava certo. Remontou o time ao decorrer dos anos, sempre se readaptando ao que tinha em mãos. Assim, venceu uma Liga dos Campeões e quatro vezes o scudetto, além de alguns troféus menores. Partiu para o Real Madrid e venceu a Liga Espanhola em sua primeira tentativa, consagrando Raúl.

Torcedores.com (Foto: Divulgação / Instagram / Milan)

Nesse sentido, os espanhóis o idolatraram, lhe alcunharam Don Fabio, mas Capello resolveu voltar a “seu” Milan para tentar salvá-lo do início de um curto período sabático. Colheu maus resultados, terminou a Serie A em décimo e resolveu passar um ano longe dos gramados, apenas comentando futebol na televisão.

NO MILAN, CAPELLO LEVANTOU SEUS PRIMEIROS GRANDES TÍTULOS

Em maio de 1999, veio mais uma das tantas guinadas em sua carreira. Em outras palavras, Franco Sensi, presidente histórico da Roma, decidira abrir um ciclo vitorioso em seu time do coração e decidiu que seria Capello o homem ideal para comandar o projeto. Todavia, o começo não poderia ser pior.

Com a Lazio campeã e a Roma em sexto lugar, o técnico não escondia seus problemas com Montella e os torcedores clamavam por um retorno do checo Zdenek Zeman. Ao fim da temporada seguinte, a Roma conseguiu seu terceiro e histórico scudetto, dando a Capello seu oitavo campeonato nacional em seis disputados. Logo, o treinador mais vitorioso da década.

Calciopédia (Foto: Reprodução / imago / Buzzi)

O DIFERENCIAL DE FÁBIO CAPELLO

Todavia, imprensa e torcida apontavam: era Capello o diferencial do time, que ainda seria vice-campeão duas vezes em seu comando. Nada mal conseguir tais resultados num lugar em que o próprio diria, mais tarde, ser a cidade mais difícil de se trabalhar futebol em toda a Itália. Entretanto, em 2004, Capello renovou seu contrato, jurou lealdade à Roma e, enfim, fechou com a Juventus. Pela segunda vez trocava Roma por Turim e, por esta, até hoje não foi perdoado pelos giallorossi.

Durou só dois anos na Juventus e venceu os dois scudetti que disputou, ainda que ambos tenham sido revogados mais tarde, após os escândalos de corrupção. O ocorrido também motivou Capello a deixar o time e voltar para o Real Madrid, onde venceu pela segunda vez com dez anos de distância.

Pinterest (Foto: Reprodução)

Ainda que vencendo e gerenciando tão bem o complicado vestiário merengue, a torcida lamentava a baixa qualidade do jogo do time e, assim, Don Fabio viu a primeira demissão de sua vitoriosa carreira. Entretanto, como questionar ou deixar de medir sua inteligência, garra e vontade de fazer o melhor? Fábio, sem dúvidas, é um grande autor de sua bela passagem no mundo do futebol.

Foto Destaque: Reprodução / Getty Images

Thamirys Abreu Vieira
Sou carioca, graduada em Jornalismo pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo). Pretendo me especializar na área esportiva e vivenciar a cada dia a magia do futebol. Exigente e de temperamento forte, mas sempre disposta a aprender. Apaixonada pela leitura e o mundo futebolístico.

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