Espanha

Atualmente, não há como se referir ao esporte mais popular do planeta sem pensar em fortes times da La Fúria e da seleção Alemã. Por um lado, a Espanha  fez sua história mundial recentemente, na qual venceu sua única Copa do Mundo em 2010. Já a Alemanha, com quatro títulos, só perde para o Brasil no pódio da maior competição entre seleções.

Além disso, entre amistosos, Copa do Mundo e Eurocopa, as equipes já se enfrentaram 23 vezes na história, com 10 vitórias germanas, sete espanholas e seis empates. Assim, a coluna Navegando pela La Fúria embarca nessa narrativa emblemática do futebol mundial.

O INÍCIO

O contexto histórico, de pós-guerra além das vésperas a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Civil Espanhola, refletiu em um amistoso na cidade de Colônia, no dia 12/05/1935. Nesse sentido, diante de 74 mil pessoas (um dos maiores públicos do confronto), as equipes fizeram seu primeiro duelo de futebol. Logo, a seleção espanhola surpreendeu e conseguiu a virada em 45 minutos, com dois gols de Isidro Lángara. Apesar disso, o primeiro tento da partida foi feito por Edmund Conen.

Entretanto, no ano seguinte, os alemães deram o troco e derrotaram a La Roja em plena cidade de Barcelona, com mais de 40 mil torcedores. Assim, o craque da vez foi Fath, cujo qual balançou as redes em duas ocasiões diferentes. Pelo lado dos espanhóis, foi Regueiro quem marcou. Dessa forma, as equipes começavam a estruturar uma grande rivalidade na Europa.

A PRIMEIRA GRANDE PROVA

Alemanha e Espanha Copa do Mundo 1966. Imagem: Impromptuinc

Após 30 anos sem se enfrentarem, por conta da devastação continental causada pela segunda guerra, as seleções se esbarrariam na fase de grupos da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Naquela ocasião, a Alemanha Ocidental estava em alta, uma vez que na primeira rodada havia goleado a Suíça por 5 x 0. Assim, com brilho de Haller, que viria a ser o vice-artilheiro da competição, e Franz Backenbauer, os Germanos eram os grandes favoritos contra a Espanha, cuja qual perdeu por 2 x 1 para a Argentina. Contudo, no segundo jogo também derrotou a Suíça pelo mesmo placar.

Dessa forma, no dia 13 de julho, no Estádio Villa Park, em Birminghan, as equipes reviviam uma realidade que havia começado anos antes. Em campo, apesar do favoritismo, dois times fortes embalados para chegar as oitavas de final – naquela altura, a Alemanha já tinha conquistado o Mundial, em 1954, na Suíça -.

Após a largada inicial pelo árbitro brasileiro Armando Marques, todos foram surpreendidos quando José Maria Fuste abriu o placar, aos 22 minutos do primeiro tempo. Porém, depois do empate marcado por Lothar Emmerich, o atacante Uwe Seeler mostrou sua grande performance, virando o jogo no fim da segunda etapa. Com isso, a Alemanha rumou aos mata-matas – foi vice para a Inglaterra -, e a La Fúria foi eliminada.

ANOS 80

A partir da década de 1980, as equipes passaram a ter muitos encontros decisivos em competições internacionais. O primeiro deles aconteceu na Copa do Mundo da Espanha, em de 1982. Dessa maneira, pela segunda fase, a vitória épica dos Germanos foi muito emblemática: diante de 90 mil torcedores, no Estádio Santiago Bernabéu, Pierre Littbarski e Klaus Fischer marcaram, e os alemãs eliminaram a anfitriã, cuja qual ainda balançou as redes com Zamora. Naquele ano, novamente a Alemanha Ocidental viria a ser vice-campeã, mas dessa vez para a Itália.

Contudo, em 1984 a emoção continuaria entre as rivais. Pela Eurocopa da Françaambas disputavam uma vaga para segunda fase do torneiro no Grupo B. Assim, na última rodada, a La Roja jogava o tudo ou nada novamente contra a Alemanha Ocidental, em partida realizada no Estádio Parque dos Príncipes. Quando a bola rolou, o confronto já mostrava sua essência épica até os 45 minutos do segundo tempo. A partida estava empatada, porém Macedo mostrou oportunismo e fez o gol da revanche. Assim, ao fim, a Espanha venceu por 2 x 1 em cima da Alemanha.

Quatro anos depois, em 1988, o confronto seria novamente pela Eurocopa. No entanto, os anfitriões da vez – Alemanha Ocidental – não tiveram grandes dificuldades para derrotar a La Furia por 2 x 0. A partida era válida pela última rodada do Grupo A, e o atacante Völler estava em seus anos de ouro. Dessa forma, fez os dois tentos e deixou para trás uma desesperançada Espanha, abatida por eliminações consecutivas.

A RETOMADA ESPANHOLA

A seleção da península ibérica começou a mostrar uma reação, nos retrospectos, após conseguir um empate com os Germanos  na fase de grupos da Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994. Em jogo morno, o placar terminou em 1 x 1, com gols de Goikoetxea, para os espanhóis, e Klinsmann, para os alemãs.

Todavia, em mais uma Eurocopa, a Espanha mostrou soberania. Em 2008, na Áustria, a La Roja já completava 44 anos sem conquistar nenhum título, porém, o famoso futebol Tik Taka começa a reinar na Europa. Assim, na final, a forte Alemanha foi derrotada, por 1 x 0, com gol histórico do então terceiro melhor jogador do mundo, Fernando Torres.

Fernando Torres comemora gol na final da Eurocopa. Imagem: Globo Esporte/EFE Agência

COPA DO MUNDO DE 2010

Para fechar os confrontos épicos dessa rivalidade, não poderia faltar a semifinal da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. A Espanha chegava àquela altura como favorita, após conquistar a Euro anterior e já se consagrar com uma futebol exorbitante, de muita posse de bola. No entanto, a Alemanha tinha um time jovem, que vingaria e seria um dos melhores da década, comandado por Thomas Müller e companhia. Assim, em campo uma partida tensa, que terminou com a alegria de uma final inédita para a Espanha, após Puyol subir mais alto que todos e fechar o placar em 1 x 0.

Foto destaque: Reprodução/EFE

Luca Bíscaro Garcia
Estudante de Jornalismo na PUC-Rj, sou apaixonado por esportes e principalmente pelo futebol. A paixão pela produção de conteúdo jornalístico sempre me atraiu, e espero crescer bastante na área.

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