Era uma vez: uma zebra chamada Islândia

Era uma vez, um lugar muito, muito distante. Um pedacinho de terra no norte da Europa, cercado por mar, chamado Islândia. Se já não bastasse estar só, também vivia sob baixas temperaturas. Mas como em qualquer parte do mundo, era apaixonado pelo jogo do 11 contra 11. Nem o frio foi capaz de esfriar esse amor e hoje o futebol é o principal esporte deste pequeno país gelado.

Atualmente, 33 mil pessoas praticam futebol no país. Destas, 23 mil fazem parte da KSI (Federação Islandesa de Futebol), sendo 15 mil homens e 8 mil mulheres. Entre os 15 mil homens, apenas 3 mil têm mais de 18 anos, e destes, somente 100 são profissionais e não exercem uma segunda função para completar a renda.

O número pode ser ridiculamente pequeno se comparado a realidade brasileira, mas é algo incrível para a pequena ilha. Tudo graças ao crescente investimento na modalidade por parte do governo. Foram feitas melhorias nas condições de treinamento, com campos aquecidos e formação de treinadores com currículos da UEFA. Com profissionais qualificados, ficou mais fácil formar jogadores e lapidar talentos, que passaram também a ser alvos de clubes do exterior de ligas mais competitivas e levou os atletas para alçarem voos mais altos.

Tanto é que, para se ter uma ideia, na década de 90, a seleção nacional tinha de 55% a 73% dos jogadores jogando na Islândia. Hoje, todos os 23 atuam fora do país. A maioria atua na Dinamarca e na Suécia. Mas também há islandeses na Itália, Alemanha, Inglaterra e França.

Desde que começou a Eurocopa em 1960, a seleção islandesa nunca tinha participado da competição. Mas a história resolveu mudar durante as eliminatórias para o Euro 2016, quando a equipe cavou seu lugarzinho na competição, deixando de fora ninguém mais, ninguém menos que a Holanda. Heimir Hallgrimsson, que concilia o trabalho de técnico e dentista, levou o time para a França, junto com 10 mil torcedores eufóricos, que logo encantaram todo o mundo com seus cantos vikings.

2016 não têm sido apenas mais um ano para a história da seleção da Islândia. Os 330 mil islandeses estão vivendo um momento único, como só os melhores contos de fadas sabem descrever e encantar. Se a participação na edição deste ano da Eurocopa já era um fato notável, imagina então passar para as oitavas de final? E se ainda por cima passar pelas oitavas de final, derrotando com propriedade a tradicional seleção inglesa? Só beliscando para comprovar que não é só um sonho.

Agora os heróis nacionais terão pela frente os donos da casa: os franceses. A batalha não vai ser fácil, mas a Islândia está louca para fazer a zebra passear no Stade de France. Independentemente do resultado do jogo do próximo domingo, os islandeses não precisam saber o final da história para começar a curtir o seu felizes para sempre.

Mayara Flausino

Sobre Mayara Flausino

Mayara Flausino já escreveu 33 posts nesse site..

Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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