Como será o ano dos grandes de São Paulo?

A pré-temporada entra na sua reta final. Com isso, aproxima-se o início dos campeonatos estaduais, tido por muitos como oportunidade única para lapidar os times para o restante da temporada. Tendo como base o último ano dos clubes paulistas e a forma como se reforçaram, suscita-se o debate: o que os torcedores podem esperar dos clubes de São Paulo?

Palmeiras

Embalado pelo título brasileiro de 2016 e beneficiado pelo aporte da poderosa Crefisa, que pode investir até R$ 1 bilhão no alviverde em dez anos, o Verdão inicia este ano visando dar prosseguimento ao ‘Projeto Mundial’, o qual consiste na conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes, além de tentar o bicampeonato do Brasileirão. Para isso, a base vencedora foi mantida e, a fim de suprir a saída da estrela Gabriel Jesus, ótimas contratações foram feitas. Dentre os nomes, destacam-se Felipe Melo, Alejandro Guerra, Michel Bastos e William. A única ressalva fica por conta da troca no comando técnico. Cuca provou ser um dos melhores técnicos brasileiros. O trabalho tático desenvolvido no ano anterior foi invejável e coroada com o título nacional. Eduardo Baptista faz parte da nova safra de treinadores, mas destacou-se comandando times pequenos. Ao tentar a sorte em um time grande, como o Fluminense, não obteve êxito. O elenco alviverde é excelente, mas há a dúvida se o treinador saberá administrar um plantel recheado de estrelas.

Os titulares do Verdão: Fernando Prass; Jean, Vitor Hugo, Yerri Mina e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê, Moisés, Guerra; Dudu e Willian.

Santos

O orçamento limitado e o plantel reduzido não impediram o Peixe de fazer uma boa temporada em 2016. Este resultado, inclusive, é fruto da boa gestão de Modesto Roma Júnior, que tem equilibrado o caos financeiro deixado pela gestão de Laor e Odílio, mas também manteve Dorival Júnior à frente do time, possibilitando a obtenção de um padrão de jogo bem definido. Com todas as limitações, o Peixe foi campeão paulista e alcançou a vice colocação no Brasileirão. Para este ano, por outro lado, o Santos manteve sua base e reforçou-se, a fim de qualificar seu plantel, a fim de evitar a formação de apenas um bom time titular.

A questão financeira, mais uma vez, pesou na hora das contratações. O rombo financeiro deixado pela gestão anterior aniquilou o poder de barganha do clube, fator preponderante para o insucesso na tentativa de contratação de jogadores badalados. Mesmo com as dificuldades, o Peixe fez contratações pontuais: com exceção do setor de criação, o qual possui o instável Lucas Lima como referência, o alvinegro praiano trouxe Cléber para a zaga, o ambidestro Matheus Ribeiro para as laterais, Leandro Donizete para a volância, Vladimir Hernández e Kayke para ataque. Além disso, o Santos visa encaminhar nos próximos dias a contratação do atacante Bruno Henrique junto ao Wolfsburg.

Mesclando juventude, experiência e velocidade, o alvinegro praiano vai em busca de um título de maior expressão em 2017.

Os titulares do Peixe: Vanderlei; Victor Ferraz, Cléber, Luiz Felipe e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira.

São Paulo

Por ter priorizado a Libertadores, o Tricolor do Morumbi teve um desempenho aquém das expectativas no Brasileirão do último ano. Soma-se a isso a apatia generalizada do elenco e a escassez de talentos, acentuada após as saídas de Rogério Ceni, Calleri, Alan Kardec e Ganso. Para este ano, entretanto, o São Paulo inicia seu planejamento cheio de ambições. Isto passa pelas mãos do agora técnico e ídolo do clube, Rogério Ceni, que preparou-se para função e assumiu o cargo, segundo as próprias palavras, em busca da glória.

O elenco foi reformulado e os atletas que não corresponderam, como Mena, Hudson, Carlinhos e Michel Bastos, deixaram a equipe. Garotos da base, a qual conquistou inúmeros títulos no ano de 2016, foram promovidos e terão chances no elenco profissional. Além disso, Rogério promete uma nova filosofia de jogo. Para isso, traz na bagagem estágios com Ranieri, Sampaoli e Guardiola. A incerteza pode até rondar o Morumbi, mas o início de Ceni – no que se refere à forma como conduz seus treinamentos e às declarações dos jogadores – enchem os torcedores de expectativas. Como jogador, Ceni foi unanimidade. Como treinador, só o tempo dirá.

Os titulares do Tricolor: Sidão; Breno, Maicon e Rodrigo Caio; Buffarini, Thiago Mendes, Cícero, Cueva; Wellington Nem, Neílton e Gilberto.

Corinthians

Não bastasse a não classificação para a Libertadores deste ano e a sequência de insucessos na escolha do comando técnico da equipe, o Timão é assolado por uma crise política sem precedentes. A Arena Corinthians, que deveria ser um presente, tornou-se uma enorme dor de cabeça para a alta cúpula corintiana. O presidente Roberto de Andrade, que nunca foi unânime, segura-se, a duras penas, à frente do clube, esquiva-se das tramóias da oposição, e tenta emplacar medidas para desviar o foco de sua incompetência. A última tacada do ilustre presidente consiste na tentativa de contratar o já decadente Didier Drogba. O marfinense aumentaria o número de sócios, animaria a torcida e acalmaria, em primeira instância, os ânimos dissidentes no Parque São Jorge. Se o atacante de 38 anos trará retorno técnico ao ataque que já teve Romero e Gustavo, entretanto, é uma enorme incógnita.

Ademais, o time sofre de uma crise de identidade desde a debandada de boa parte do elenco para o futebol chinês, mas sobretudo após a saída de Tite. O elenco não empolgou no ano anterior, as contratações não vingaram e, com exceção de Gabriel Girotto, os reforços para este ano não empolgaram o bando de loucos. A possível vinda de Jadson, por sua vez, pode mudar o patamar do planejamento do alvinegro do Parque São Jorge.

Os titulares do Timão: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Arana; Gabriel Girotto, Camacho, Rodriguinho, Marquinhos Gabriel e Marlone; Jô.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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