Empate justo em um jogo fraco

Em um jogo que registrou o recorde de público da Arena Palmeiras – 40.035 torcedores acompanharam o clássico – e transformou o Verdão em líder do ranking de melhor média de público do país, Palmeiras e Santos fizeram um clássico fraco, no qual cada time foi protagonista em um tempo.

Como é de costume quando joga em casa, o Palmeiras foi para cima com tudo. Logo aos seis minutos, após cobrança de escanteio de Dudu, a zaga santista falhou e Mina abriu o placar em bonita cabeçada.

Moisés deixou o gramado sentindo a mesma lesão que o transformou em dúvida para o clássico. Em seu lugar entrou Arouca. O Palmeiras perdeu poder de ataque, mas reforçou ainda mais a marcação fortíssima emplacada desde o começo. O Santos não conseguiu desvencilhar-se da marcação alviverde: Zé Roberto anulou Gabriel e Matheus Sales colou em Lucas Lima. A equipe de Dorival quase empatou aos 40 minutos: Lucas Lima cruzou na área, Fernando Prass saiu mal e Rodrigão quase alcançou a bola para cabeceá-la. Do lado santista, apenas Vitor Bueno destacou-se.

O primeiro tempo acabou com vantagem para os donos da casa. O Santos teve mais posse de bola, mas nada criou. O zagueiro Mina, que abriu o placar, também deixou o gramado lesionado. Dracena entrou em seu lugar. O segundo tempo começou movimentado. No primeiro lance, Erik quase ampliou. Logo depois, a bola bateu na mão de Zeca, mas o árbitro não marcou pênalti para o Palmeiras. Aos dez minutos, Gabriel arriscou de fora da área, a bola desviou em Vitor Hugo, enganou Fernando Prass e foi para o gol. Com o empate, o Santos voltava ao G-4.

Leandro Pereira reestreou com a camisa do Palmeiras e quase marcou: recebeu na velocidade, ganhou de Luiz Felipe e chutou desequilibrado. A bola foi por cima do gol de Vanderlei. O atacante entrou no lugar de Lucas Barrios, que fez apenas volume em campo.

Aos 33 minutos, a melhor chance do Santos para virar o jogo: Victor Ferraz apareceu livre dentro da área palmeirense e cruzou rasteiro. A zaga afastou, mas a bola sobrou para Thiago Maia, sozinho, na marca do pênalti. O volante, entretanto, isolou.

A partir daí, mais nada foi criado. O Santos passou a tocar a bola na defesa e o Palmeiras passou a aguardar os rivais em seu campo. A postura alviverde desapontou seu torcedor, que passou a cobrar mais agressividade da equipe. O toque de bola no campo defensivo ilustrou, com perfeição, uma frase dita por Vanderlei Luxemburgo: o medo de perder tira a vontade de ganhar. O Santos mostrava-se satisfeito com o empate fora de casa contra o líder. O Palmeiras, desgastado fisicamente, não se opôs ao jogo santista.

O clássico terminou empatado. O Palmeiras manteve-se na liderança e o Santos voltou ao G-4. Resultado bom para ambas as equipes. O clássico, entretanto, foi fraco. Em muitos momentos, os erros de passe, a catimba e o excesso de faltas foram os protagonistas da partida. Do lado palmeirense, Mina marcou seu primeiro gol com a camisa do Verdão e mostrou-se muito forte no jogo aéreo, o polivalente e incansável Tchê Tchê ocupou, como de praxe, todos os espaços do campo, e Matheus Sales foi impecável na marcação.

Do lado santista, Victor Ferraz manteve a regularidade e foi a válvula de escape do ataque santista, Vitor Bueno buscou o jogo, mas por não ter nome, acabou substituído por Copete. Gabriel, por sua vez, embora tenha feito o gol de empate, mais uma vez foi mal: foi anulado por Zé Roberto, protagonizou lances bizarros e ainda armou confusão com Moisés e Dudu. Mais uma atuação que deixa claro que o camisa 10 santista é mais mala e marketing que futebol. Seu xará Jesus, diga-se de passagem, é milhares de vezes superior.

Na próxima rodada, o Palmeiras vai até Porto Alegre enfrentar o Inter, enquanto o Santos recebe a Ponte Preta em casa.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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