Em entrevista exclusiva, Felippe Facincani fala sobre sua trajetória no jornalismo e a relação com os fãs

Na noite desta terça-feira (2), o Futebol na Veia conversou com exclusividade com o jornalista dos canais Fox Sports, Felippe Facincani, através de uma Live no Instagram. Atualmente na bancada do programa ‘Fox Sports Rádio', o comentarista contou alguma de suas experiências no ramo. Além disso, relatou o porquê de sua escolha na carreira jornalística. Por outro lado, contou a sua transição do rádio para a Televisão, visto que teve longa carreira no radialismo.

No primeiro trecho da entrevista, Matheus Aquino, redator do Futebol na Veia, buscou informações sobre o seu histórico no jornalismo. Nesse sentido, Felippe Facincani abordou o seu início como radialista, setorista, além das passagens por canais de Televisão, e finalmente, no Fox Sports.

FELIPPE FACINCANI FALA SOBRE O INÍCIO DA SUA CARREIRA NO JORNALISMO

”O jornalismo pra mim veio de berço. O meu tio é ex- jogador, o meu pai sempre jogou futebol a vida toda. Então, o futebol sempre esteve envolvido desde que eu era criança. Como eu nunca fui muito talentoso para jogar futebol, eu passei a querer lidar com futebol. Meu pai também nunca me apoiou a jogar, porque ele sabia que, como ele cuidou do meu tio até os 17…18 anos, sabia que era difícil. Uma profissão muitas vezes ingrata. Ele falou: ‘não quero que você jogue bola, muito difícil, muita pressão, uma área muito incerta', tente trabalhar com outra coisa. E eu sempre quis estar envolvido com o futebol, então pra estar envolvido diretamente com o futebol, apenas fazendo jornalismo. Eu sempre gostava muito de ler, sobre as equipes, adorava assistir jogo de futebol, narrar jogo de botão, quando eu fazia quando moleque, vídeo game, essas coisas”, disse.

INÍCIO DA CARREIRA NO JORNALISMO

Logo depois ao relato inicial sobre a sua escolha à profissão, Felippe Facincani detalhou o início de sua carreira no jornalismo. Desde o rádio, até os dias atuais, na Televisão.

”Comecei com 17 anos, na Rádio Jovem Pan, de São Paulo, graças ao Flávio Prado, que é um dos caras que eu mais me inspirava e adorava. Flávio é uma pessoa fundamental na minha vida e que abriu o meu primeiro espaço lá na Rádio Jovem Pan. Fui para Piracema FM, rádio de Pirassununga. De lá, fui para a 105 FM. Conheci o Milton Neves no Golaço, da Rede Mulher, filiada à TV Record. Milton fazia o debate bola também nesse canal. De lá fui para o portal Terra, Rádio Record, Rede TV, Rádio Estadão, Bradesco Esportes FM. Até chegar na Rádio Bandeirantes, de onde foi meu trampolim para trabalhar no Fox Sports, afirmouafirmou.

FACINCANI COMENTA A SUA MUDANÇA DO RÁDIO PARA A TELEVISÃO

”Eu já tinha feito televisão no Terra. Meu primeiro contato na verdade foi no Golaço, da Rede Mulher, participar de um programa de debate. Eu era muito jovem, tinha 20 anos naquela época, então foi minha primeira experiência, ainda mais num programa que tinha o Milton Neves apresentando, o Milton no auge dele na Record com o Debate Bola. Então era algo bastante grandioso de se fazer. mas claro que tem uma mudança significativa. Eu saí da reportagem, lá participava apenas de alguns programas. Mas eu saí definitivamente da reportagem para ir para a bancada e ser comentarista. Então você deixa de ser aquele cara que não era obrigado a dar sua visão de um jogo, eu reportava o jogo, dava informações, complementava o narrador e o comentarista, e passei a ser um analista.

Então, existe uma certa diferença em relação a isso. Mas como na rádio Bandeirantes eu já fazia comentários, e na própria Bradesco participávamos de mesas redondas, foi uma adaptação tranquila, uma adaptação muito boa. A casa me deu todo o suporte para que eu pudesse ter minha estabilidade muito bem definida. E agora eu acho que naturalmente, três anos e meio depois, é como acordar, comer, tomar banho, enfim, uma coisa muito saudável”, completou.

FELIPPE FACINCANI RELEMBRA A SUA ÉPOCA COMO SETORISTA

”Muito bacana, né?! Porque aí você tem contato direto com aquilo que era o teu sonho, que era trabalhar dentro de um clube de futebol. Independentemente do clube que você torce, o importante é você estar envolvido na profissão. O profissionalismo de estar trabalhando com aquilo que você mais ama, que é o dia a dia do clube. Dar informações, entrar ao vivo, conhecer pessoas novas, conhecer as pessoas que vão ser a sua base de informação, as suas fontes. Então, um trabalho ao mesmo tempo muito árduo, mas um trabalho que te gratifica muito se você é uma pessoa competente, e dentro do clube faz um trabalho muito sério, como era o meu caso. Eu só tenho que agradecer as passagens, principalmente do Corinthians, que foi quem me projetou midiaticamente falando.

O Corinthians foi uma equipe muito importante, foram cinco anos durante toda essa minha carreira curta que eu tenho até agora, de ter estado ao lado do Corinthians. Foi muito legal, o aprendizado de pegar um time que, naquele momento, era a ascensão em São Paulo. Quando eu cobri o São Paulo, era o de 2008, o São Paulo que estava na fase de transição de tri campeonato brasileiro, para entrar nesse período ruim que a gente tem acompanhado. O Corinthians não. Quando eu peguei o Corinthians 2006 e 2007 era o Corinthians que estava em baixa, pra depois partir para aquele Corinthians que agora a gente viu que ganhou Libertadores, Mundial, Campeonato Brasileiro. Enfim, esse Corinthians que talvez, em São Paulo, seja o clube do século”, completou

FACINCANI COMENTA A SUA RELAÇÃO COM OS FÃS

”Ah cara, o pessoal que me aborda, que estão nas minhas redes sociais, que agora estão abertas, essa galera eu só sou grato. Cada vez mais palavras de carinho, incentivo. São pessoas bacanas que me ensinam também a ser uma pessoa cada vez melhor, uma pessoa mais equilibrada, mais embasada nas minhas informações, são pessoas que complementam o dia a dia. Então, essas pessoas são sempre bem vindas. Aquelas pessoas que infelizmente não sabem ter educação de discordar, de não entender as vezes uma opinião, essas pessoas eu não posso fazer nada, eu apenas as evito. Eu bloqueio quando é uma pessoa que vem com uma agressividade desnecessária, quando vem com palavras que naquele momento não são bacanas, que vão te fazer algum julgamento. Então essas pessoas a gente acaba deixando de lado. Mas essas outras, pessoas amistosas, que sabem discordar, que ‘ó Facinca, você achou que o time jogou assim assim assado, e eu achei que jogou dessa forma'. A democracia de discordar é super válida no jornalismo. A crítica construtiva é sempre bem vinda”, completou.

Foto Destaque: Reprodução/Lance

Matheus Aquino
Matheus Aquino, 19 anos, estudante de Jornalismo - 2° período na UFPB. A paixão pelo jornalismo surgiu desde pequeno. Aos 17 anos entrou para uma rádio comunitária com um programa chamado Na Marca do Pênalti, onde era apresentador. No ano seguinte, ingressou no principal site de seu município como colunista de esportes e repórter jornalístico. Em 2019, entra para uma outra rádio local, dessa vez, fazendo comentários todos os domingos sobre futebol. A facilidade na escrita e a intimidade com o microfone e as câmeras tornaram o jornalismo ainda mais a sua paixão.

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