Edmundo, o Animal ídolo de Vasco e Palmeiras

Além de ser conhecido por seu futebol e, claro, por seus gols, Edmundo também é lembrado pelas polêmicas dentro e fora dos gramados. Começou no sub-13 do Vasco em 1983. Ficou no Cruz-maltino até 1987, quando se transferiu para o Botafogo. Depois, de volta ao Gigante da Colina, participou de 59 jogos e marcou 19 gols em 1992. Dessa maneira, chamou a atenção do Palmeiras. Então, no ano seguinte, o Animal foi para a equipe paulista. Lá, em duas temporadas, fez 32 gols em 55 partidas, chegando a uma média de 0,58 gol/jogo. Foi para o Flamengo em 1995. Pelo Rubro-negro balançou as redes nove vezes em 23 jogos. Posteriormente, vestiu a camisa do Corinthians, time pelo qual Edmundo chegou à incrível marca de 23 tentos em 33 partidas. Assim, uma média de cerca de 0,70 gol/partida pelo Alvinegro paulista em 1995.

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Mais tarde, teve uma passagem pela Fiorentina e Napoli, ambos da Itália, também por Santos, Cruzeiro, por dois times do Japão, além de ter ido para o Figueirense e Nova Iguaçu. Posteriormente, voltou para o Palmeiras em 2006. Entretanto, encerrou sua carreira numa partida pelo Vasco em 2016, em São Januário. De acordo com o site oGol, em toda sua carreira, Edmundo marcou 390 gols em 772 jogos. Sendo assim, o atacante tem uma média de 0,50 gols por partida. Também é conhecido por ter balançado a rede seis vezes em um único duelo. O feito até hoje é o recorde de número de gols feito em uma única partida pelo Brasileirão. O Vasco enfrentava o União São João de Araras na noite de 11 de setembro de 1997, em São Januário, quando Edmundo marcou seis vezes e ainda desperdiçou um pênalti.

Títulos

Pelo Vasco da Gama, o Animal ganhou (1997), Campeonato Carioca (1992), Taça Rio (1992 e 1999) e Taça Guanabara (1992 e 2000). Já pelo Palmeiras foram o Torneio Rio-São Paulo (1993), o Campeonato Paulista (1993 e 1994) e também venceu o Campeonato Brasileiro em mais duas oportunidades (1993 e 1994). Além disso, conquistou uma Copa América com a Seleção Brasileira em 1997.

Somado a isso, também ganhou prêmios individuais. Em 1995, foi considerado o “3º Melhor Jogador das Américas” e o “Melhor atacante das Américas” pelo jornal El País. Esse último título se repetiu em 1997. Mais tarde, em 2000, ganhou o “Bola de Prata do Mundial de Clubes”. Também foi artilheiro do Brasileirão com 29 gols em 1997, quando o Vasco levantou a taça da competição. Teve passagens por rivais, entretanto, apesar disso, Edmundo é ídolo do Palmeiras e, principalmente, do Vasco da Gama.

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Apelido “Animal” e biografia de Edmundo lançada

Pela sua habilidade e velocidade em campo, além da indisciplina e por ser temperamental, ganhou o apelido do criativo Osmar Santos. Com isso, o radialista seguiu a linha do sentido informal da palavra “animal”, assim, significando algo fora do comum, diferente, surpreendente. Entretanto, também levava em consideração as polêmicas de Edmundo. Dessa maneira, em 1993, quando o Palmeiras enfrentava a Ferroviária na semifinal do Paulistão, o atacante em questão, aos 37’ da etapa final, fez o gol da vitória Alviverde. Na narração desse tento, Osmar Santos deu o apelido a Edmundo.

Em junho de 2019, o autor Sérgio Xavier lançou a biografia autorizada do jogador intitulada de “Edmundo: Instinto Animal”. Nela, o escritor conta histórias do atleta de dentro e de fora dos gramados. Polêmicas como o acidente que provocou em 1995, em que morreram três pessoas, e o comportamento agressivo em campo. Em suma, no segundo jogo da final do Paulistão de 1993, em jogo contra o Corinthians, Edmundo, atacante do Palmeiras na época, deu uma entrada criminosa em Paulo Sérgio, do Alvinegro. Entretanto, na ocasião, o Animal não foi advertido com o cartão vermelho pelo árbitro José Aparecido de Oliveira. Anos depois, porém, o juiz reconheceu o erro por não ter expulsado o jogador.

“A minha história precisava ser contada. Não a historinha feliz do jogador de sucesso e sim a história real, de golaços e tropeços. Tropecei muito, adoraria poder voltar atrás para evitar os tombos. Falar o que faltou dizer, reformular certas decisões, corrigir os erros”, desabafou Edmundo no lançamento de seu livro.

Imagem destaque: Reprodução/Portal UOL

Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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