O campeão e é natural que seus jogadores concorram e sejam favoritos as premiações. Porém, um dos destaques da temporada foi o goleiro Kevin Dawson, do time campeão, sendo escolhido como o melhor jogador do Campeonato Uruguaio de 2018. O arqueiro aurinegro venceu seu companheiro de equipe, o meio-campista Cristian “Cebolla” Rodriguez, que levou o prêmio de craque da galera, e também Leandro Paiva, que chegou à fase final juntamente com Dawson, outro meio-campista, este do Cerro. É um prêmio notório quando um goleiro vence jogadores de linha.

“Eu não esperava estar vivendo este presente. Uma enorme satisfação, significa que se trata de fazer as coisas direito, é uma recompensa muito grande”, afirmou o goleiro.

Mas Kevin não apareceu do nada em um time grande e foi uma consequência de trabalho coletivo. O jovem de apenas 26 anos ralou muito em divisões inferiores até conquistar seu espaço em um gigante do futebol uruguaio e ter este prestígio de ser eleito o craque do campeonato. O camisa 12 começou sua carreira no Plaza Colonia, em 2011, após fazer as categorias de base no Nacional, maior rival do seu atual clube.

“Tomei a decisão de ir ao Plaza porque vi que não teria chance (de jogar pelo Nacional). Assumi a responsabilidade”, contou o jogador.

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Começou na reserva, como jovem que era, disputando o Campeonato Uruguaio da 2ª Divisão, temporada 2011-12. Fez sua estreia profissional em 19 de novembro de 2011, frente ao Villa Teresa, com 19 anos e 284 dias. Chegou a nem ser selecionado para o banco, mas o destino o ajudou. Com a lesão do goleiro Nicolás Biglianti, voltou a ser chamado e permaneceu debaixo das traves até o final do campeonato. O Plaza terminou na 10ª posição, classificando-se para os playoffs para a terceira promoção. Mas não venceram o Progreso e permaneceram na Série B. Dawson jogou 15 partidas e sofreu 20 gols.

A vida na 2ª divisão

Em 2012-13, o treinador Matosas confirmou Kevin como titular. Sua equipe fez um torneio irregular que culminou na demissão do comandante. Sob a expectativa se permaneceria como titular e perto da zona de rebaixamento para a Série C, categoria de amador do futebol uruguaio, Daniel Torres assumiu a equipe, manteve Dawson no gol e o time voltou a subir posições terminando o torneio na 10ª posição. Então, novamente, jogaram o play-off para subir para a elite. Perderam, de novo, desta vez para o Miramar Misiones. Dawson jogou 28 jogos, nos quais sofreu 38 gols e deixou seu arco invicto em sete oportunidades. Na temporada seguinte, 2013-14, Carlos Manta começou como treinador. Kevin foi o goleiro titular do torneio e pela terceira vez seguida o Plaza terminou em 10º lugar e se classificou para o play-off de acesso. Porém, bateram na trave pela terceira vez. Kevin jogou 29 jogos, sofreu 32 gols e manteve o gol ileso em sete jogos.

Em 13 de setembro de 2014, pelo Kevin lesionou o menisco e ficou de fora do campeonato pelo resto da temporada. O time sentiu muito a sua falta, a ponto de chegar à última posição da tabela, pronto para voltar ao amadorismo, mas o técnico Espinel permaneceu no cargo e continuou sua filosofia de jogo bonito e os bons resultados vieram e a partir da 11ª rodada não perderam mais. Dawson voltou a jogar em 7 de março de 2015, contra o Boston River, em jogo ganho por 1 x 0. O Plaza teve um ótimo final de temporada, alcançando o segundo lugar, indo diretamente para a elite do futebol uruguaio. Kevin jogou 14 jogos, tomou nove gols e em sete jogos não foi vazado. Espinel permaneceu como treinador para a temporada 2015-16, na 1ª divisão e escolheu Kevin Dawson para ser o capitão do time, pelo amplo reconhecimento do bom trabalho feito pelo jovem.

Primeiro ano na 1ª divisão

Plaza Colonia chegou a elite, mas fizeram um Apertura bastante abaixo do que demonstraram no ano anterior, terminando a competição na 13ª colocação. Porém, fizeram um Clausura de tirar o chapéu e em 29 de maio daquele ano, após vencerem o vice-líder Peñarol, fora de casa, por 2 x 1, na penúltima rodada, tornaram-se campeões do Clausura ao abrir cinco pontos de vantagem sobre a equipe carboneraOs Pata Blanca conquistaram o primeiro título da história do clube na 1ª divisão, garantindo assim sua participação em um torneio internacional (Copa Sul-Americana). Tal façanha os rendeu o apelido de El Leicester Uruguayo El Leicester Sudamericano. Na comemoração, Dawson levantou o título como capitão da equipe.

“Celebrar um título é uma recompensa por tudo o que foi vivido nesse caminho. Você começa menino na escolinha de futebol e tem a ilusão de se tornar campeão e a verdade é que isso é ótimo, eu não posso pedir mais nada”, desabafou o atleta após a consagração.

A chegada ao Peñarol

Em 6 de janeiro de 2017, assinou um contrato com Peñarol por empréstimo de um ano, time do qual sua ex-equipe havia acabado de perder o título de campeão uruguaio. Nos Carboneros venceu o Clausura 2017 com um excelente desempenho, jogando todos os jogos e sendo uma verdadeira muralha, terminando como goleiro menos vazado, levando o Peñarol às finais do Campeonato Uruguaio e sendo campeão após derrotar o Defensor Sporting nos pênaltis após o empate 0 x 0.

Em 2018 figura como um dos principais jogadores do time, vencendo a Supercopa Uruguaya, o Clausura e alcançaram o bicampeonato Uruguaio. Dawson foi espetacular, sendo protagonista de defesas cruciais e novamente sendo o arqueiro menos vazado do ano. Selou seu ano com a coroação de melhor jogador do ano do Campeonato Uruguaio, assim surgindo rumores da saída para o exterior e convocação para sua seleção:

“Minha cabeça está começando em 2 de janeiro, no Peñarol, eu tenho um contrato. Eles falaram de muitos rumores de ofertas, mas nada chegou de concreto. Eu estou leve porque no Peñarol estou muito confortável”, bradou sofre a possibilidade de transferências e ainda comentou sobre uma chance na Seleção Celeste. “Desde que eu era criança, quando você começa na escolinha de futebol, você sempre sonha em estar na seleção. Eu tenho calma, existem grandes arqueiros. Tenho que manter a regularidade para poder aspirar a ter uma chance, e continuar melhorando”.

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Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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