Do samba aos cangurus: conheça um pouco mais da história de Bobô

- Em entrevista exclusiva ao FNV, Bobô conta um pouco de sua carreira e o futuro no futebol.
Do samba aos cangurus: conheça um pouco mais da história de Bobô

Mais um entrevistado especial do Futebol na Veia. Desta vez, o personagem é Bobô, revelado no Corinthians, o atacante hoje joga no FC Sidney da Austrália e falou sobre diversos assuntos como: o seu início de carreira, as suas passagens no futebol brasileiro, a idolatria conquistada na Turquia, seu momento no Sidney e sobre o futuro.

O começo no futebol

Nascido no interior de Pernambuco, na cidade de Gravatá no agreste do estado, Bobô começou muito cedo nas categorias de base do Corinthians. Lá deu início a uma história de sucesso no futebol, com os primeiros passos difíceis, mas que aos poucos com o apoio da família, foi se construindo e se consolidando. O atacante relembra a caminhada:

Na base do alvinegro paulista, Bobô teve a companhia de alguns nomes que, além dele, na época eram cotados como os novos candidatos a fazerem muito sucesso com a camisa do Corinthians, mas não foi bem o que aconteceu. Com ele estavam Abuda, Elton e Jô, que deram os primeiros passos, mas não foram bem aproveitados.

Foto: Marcelo Ferrelli/ Gazeta Press 

Um trio de sucesso na base, mas no profissional as chances não chegaram. Bobô comenta sobre esse momento e do atual sucesso de Jô, que conseguiu ser o grande nome do time jogando com a camisa do Corinthians.

Ao contrário do amigo, Bobô não conseguiu escrever sua história no Corinthians. A passagem no clube rendeu 63 jogos disputados e cinco gols marcados e logo em seguida saiu do clube para atuar nos gramados europeus. Para a nossa equipe, Bobô relata diz quais foram os possíveis motivos para não conseguir o rendimento desejado no clube.

O momento Corinthians-MSI na vida de Bobô

Falando em medalhões, Bobô teve companheiros de peso no Corinthians com a parceria da MSI. Só pra citar dois: Tevéz e Nilmar. Dois nomes de peso que faziam muito sucesso naquele período e que ajudaram o clube a conquistar o titulo do Campeonato Brasileiro de 2005, mesmo que de forma conturbada, por conta da polêmica envolvendo a arbitragem naquele ano. Bobô comenta sobre a experiência de jogar com jogadores que já estavam no auge da carreira em 2005.

Foto: reprodução

A pressão do momento vivido no clube também foi comentada e criticada por Bobô. Para ele, a pressão vinda de todos lados prejudica, sobretudo, o trabalho dos técnicos que se vendo em uma saia justa, são influenciados pelo calor do momento:

Todo o momento complicado dentro e fora dos gramados resultou no rebaixamento do Corinthians em 2007, algo nunca acontecido na história do clube do Parque São Jorge. Mesmo de longe, na Turquia, Bobô pôde acompanhar o drama corintiana e diz como recebeu a noticia de que seu clube de origem terminou o ano na segunda divisão.

Rumo à Turquia

Em 2006, aos 20 anos, Bobô recebeu a oportunidade de jogar na Turquia, mais precisamente no Besiktas, clube que é um dos mais vitoriosos do país. Lá ele passou por algumas dificuldades, mas começou a trilhar um caminho de sucesso e idolatria no país, algo não conquistado no Corinthians. Ele conta como foi chegar muito cedo a Europa.

Foto: reprodução

Na Turquia, Bobô se tornou o maior artilheiro da história do clube turco. Ele comentou sobre essa estatística e os fatores que o levaram a esse feito.

A torcida também foi um ponto chave para Bobô se adaptar ao futebol turco. Ele faz coloca um detalhe crucial que diferencia o Brasil e a Turquia: a paixão pelo esporte. Na Austrália vem o contraponto dos outros dois países, mas a mesma cobrança de sempre.

Foram seis anos jogando no Besiktas, 222 jogos e 97 gols marcados no período. Hoje ele joga na Austrália e com uma média de quase um gol por jogo e os títulos (com a equipe e individuais) também chegaram por lá. Com um titulo de copa e da liga australiana, comemora o bom momento e faz uma relação, do que mais surpreendeu, nos modos de jogar dos países em que esteve.

A comunidade brasileira é muito forte por onde qualquer um for. Na Turquia, segundo Bobô, não tem um número grande como na Austrália. Ele relata como foi o relacionamento na Europa e como se dá essa relação na Austrália, o que o deixa um pouco mais próximo do seu país de origem.

As oportunidades no Brasil

Aqui no Brasil, além do Corinthians, Bobô passou por Bahia, Grêmio e Cruzeiro, todas sem o brilho que ele conseguiu jogando fora do país. Sobre essas passagens com pouco sucesso, Bobô explica os fatores que acabaram influenciando sua permanência nos clubes.

Foto/reprodução

Mesmo de longe, Bobô consegue acompanhar o futebol brasileiro. Na Austrália, a emissora que leva o campeonato brasileiro ao país, o ajuda a ver o que de melhor acontece, principalmente dos clubes que jogou no Brasil.

Aproveitando a experiência adquirida

Aos 33 anos, o nosso personagem já viveu vários momentos, mas diz que nunca se arrependeu de nada do que fez até aqui. Ele conta sobre o maior aprendizado ao longo da sua carreira.

Foto/reprodução

Em um breve exercício de suposição, e sabendo por tudo o que passou, ele faz uma recomendação ao jovem Bobô, que saiu da Paraíba muito cedo para trilhar o seu caminho no meio do futebol.

Sobre o futuro, ninguém sabe ao certo, pensar aposentadoria agora, nem pensar! Até porque, segundo o atacante, ele ainda pode continuar jogando por um tempo, pois ainda se sente muito bem. Sobre encerrar a carreira no Brasil, a ideia é cogitada, mas viver o momento é o que Bobô pretende.

Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

Ruan Silva já escreveu 955 posts nesse site..

Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Ruan Silva
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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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