Dinheiro ou Seleção? A dúvida do mercado emergente

Em meio a tantas negociações de jogadores brasileiros com o mercado chinês, nos vem a mente a dúvida: jogadores brasileiros em mercados emergentes como China, Estados Unidos, Índia e Emirados Árabes, tem vaga na Seleção?

Que os jogadores vão para os Emirados Árabes já não é novidade, mas que também não jogam na seleção é certo. Mas, atualmente, cresceram outros mercados milionários como Estados Unidos, Índia e China.

Nos EUA estão o italiano Andrea Pirlo, o inglês Frank Lampard e o espanhol David Villa integram o elenco do New York City, além do técnico ser o ex-jogador francês Patrick Vieira; o Los Angeles Galaxy, famoso por levar o inglês David Beckham, hoje conta com o também inglês Steven Gerrard; o Montreal Impact, time canadense que disputa a liga norte americana, contava com a estrela do marfinense Didier Drogba, que anunciou aposentadoria recentemente para ser auxiliar técnico de Guus Hiddink, que assumiu o Chelsea recentemente; e o Orlando City tem o brasileiro Kaká como sua maior estrela e ainda está em negociação com o sueco do PSG Ibrahimovic.

O mercado americano busca jogadores já renomados e em final de carreira para popularizar o esporte no país.

Na Índia, o Chennaiyin tem o brasileiro Elano e o ex-corinthiano Mendoza, mas maior estrela está no banco, o técnico e campeão do mundo como jogador pela Itália, Marco Materazzi; no Delhi Dynamos tem o zagueiro Chicão e o lateral e técnico Roberto Carlos; no Goa, time do técnico Zico, cheio de brasileiros, dentre eles o zagueiro Lúcio e o lateral Léo Moura.

Nos Emirados Árabes e Qatar, atualmente Everton Ribeiro no Al-Ahli e Romarinho no Al-Jaish, mas sempre levou muitos jogadores pelos altos salários pagos, nomeando até o jogador Emerson como Sheik, pelo dinheiro que ganhou no Qatar.

O mercado chinês cresceu nos últimos anos e os chineses já levaram do Brasil os atacantes Marcelo Moreno, Hérnan Barcos, Diego Tardelli, Elkeson, Luís Fabiano, Robinho, e Aloísio, os meias Ricardo Goulart, Jadson, Dario Conca, Renê Júnior e os técnicos Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo. Sem contar outros que foram pra lá de outros países como Jucilei e Paulinho, e quem já voltou como Vagner Love.

Ontem o Beijing Guoan fechou com Renato Augusto do Corinthians e está a um estalo de dedo para fechar com Ralf, também do Corinthians. Elias, do time paulista está pensando na proposta Hebei China Fortune de 10 milhões de Euros (cerca de 40 milhões de reais).

A pergunta é: Os jogadores indo para estes países onde o nível de futebol é baixo, devem ser convocados para a Seleção Brasileira? Vimos Kaká e Diego Tardelli sendo convocados, mesmo jogando nestes países, mas Tardelli já vinha sendo, por jogar no Atlético-MG e depois não foi mais chamado, e Kaká foi chamado, pois o amistoso era nos Estados Unidos.

Os brasileiros pouco balançam na decisão de ter um salário alto ou jogar pela Seleção Brasileira, pois é muito difícil manter o alto nível jogando em ligas emergentes.

Hoje em dia é mais profissionalismo que amor. Aliás, ainda existe amor ao futebol? Paixão pela camisa? Ou morreu com Baresi, Maldini, Nilton Santos, Neville, Scholes, Giggs, Puyol, Marcos e Rogério Ceni ao se aposentarem?

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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