Di Stéfano: um dos maiores de todos os tempos

- Conheça a vida de um dos maiores futebolistas da história

Alfredo Di Stéfano Laulhé, provavelmente um dos melhores jogadores de futebol da história e, claro, o simbolo e a bandeira do Real Madrid, nasceu em 4 de julho de 1926, no bairro Barracas, em Buenos Aires – Argentina. Mas, além disso, é considerado um gênio que conduziu o Real ao topo e o transformou  em uma das mais importantes equipes da história. Futebolista, treinador, presidente honorário. Uma vida repleta de sucessos ligados ao clube merengue. O símbolo indiscutível do Madrilismo deixou-nos, mas o seu legado permanecerá eterno.

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CARREIRA

Tudo começou na Argentina, em meados de 1943. Então, fez sua estreia na equipe principal do River Plate contra o San Lorenzo de Almagro. Durante anos ele jogou nas diversas categorias do River, e também participou de jogos amistosos com a equipa principal. Entretanto, para o Campeonato Argentino de 1946, Di Stéfano foi emprestado ao Huracán, onde faria 10 gols em 25 jogos.

Em 21 de julho do mesmo ano, Di Stéfano marcou o gol mais rápido da história do Campeonato da Primeira Divisão da Argentina, quando fez o único gol do Huracán, aos oito segundos, no jogo contra o River Plate (3 x 1). Em novembro de 1946, faltando quatro jogos para o final do campeonato, ele retornou ao River. Mas, sua carreira de sucesso começou mesmo em 1947. Após vencer o Sulamericano com a camisa da Argentina, tornando-se o segundo artilheiro do campeonato com um total de seis tentos.

Di Stéfano com a camisa do Huracán, em 1946.

SAÍDA DA ARGENTINA

Consequentemente à suspensão do Campeonato Argentino de 1948, por causa de uma greve de atletas, muitos jogadores migraram para diversos países. Então, no caso de Di Stéfano, foi parar na chamada Liga Pirata Colombiana, jogando pelo Millonarios de Bogotá, na Colômbia. Por conta disso, o dono do Millonarios, Alfredo Senior, havia resolvido lucrar com o esporte, trazendo os melhores atletas sul-americanos para jogar em sua equipe a fim de atrair grandes públicos, o que naturalmente repercutiu negativamente no exterior.

Posteriormente, em março de 1952, o clube colombiano acabou jogando um torneio na Espanha. O mesmo era uma homenagem ao Cinquentenário do Real Madrid, chamado de Copa de Ouro. E, curiosamente, venceu-o por 4 x 2. Dessa maneira, jogando lá, Stéfano brilhou. O argentino anotou dois gols e se tornou o melhor jogador do torneio.

Então, a partir desta competição, os grandes da Europa travaram uma enorme disputa para tê-lo em seus elencos. O jogador chegou até a treinar no Barcelona em 1953. Mas, acabou mesmo é ficando no Real Madrid após uma briga intensa com o River Plate e o Millonarios (da Liga Pirata Colombiana). Logo após a briga pelo passe do jogador, o Real faria a estreia do atleta em 23 de setembro de 1953, em um amistoso contra o Nancy, da França. Partida essa, onde marcou seu primeiro gol com a equipe Merengue.

Di Stéfano no Real Madrid

REAL MADRID

Então, aqui começamos uma grande história de muito sucesso. Estreou na Liga Espanhola (1953/1954) na 3ª rodada, em 27 de setembro de 1953, contra o Santander, onde marcou um gol na vitória do Real por 4 x 1. Entretanto, vale lembrar, que o Real Madrid segurava um jejum de 20 anos sem ganhar a Liga. E, terminou a competição como campeão espanhol, e Di Stéfano como artilheiro com 28 gols. Com isso, podia se ver o início de grandes conquistas.

Pelo Real Madrid jogou em 510 partidas, dos quais ganhou 354, empatou 66, e perdeu 90, marcando 418 gols. Além disso, recebeu o prêmio Balón de Oro como melhor jogador europeu das temporadas correspondentes a 1957 e 1959. Enfim, sua última partida oficial com o Real Madrid foi em 27 de maio de 1964, no estadio Prater de Viena, na final da IX Copa de Europa. Onde terminou com resultado favorável ao Inter de Milão por dois gols a um.

Di Stéfano com a camisa da Espanha

 

Logo após, Alfredo Di Stefano se naturalizou espanhol em 1956. E, em 30 janeiro de 1957, ele jogou sua primeira partida com a camisa da Seleção Nacional Espanhola, contra a Holanda, na vitória da Espanha por 5 x 1, com três gols dele.

 

 

Na temporada seguinte jogou pelo RCD Espanyol, despedindo-se definitivamente do futebol em 1966 em uma partida de homenagem entre o Real Madrid e Celtic Glasgow. Os companheiros de sua “última noite” foram Junquera, Calpe, De Felipe, Sanchis, Pirri, Zoco, Serena, Velázquez e Gento. Então, aos 13 minutos, Stéfano largou sua braçadeira de capitão para dar a Ramón Moreno Grosso. E, antes da partida, ele recebeu do então Ministro Secretário-Geral do Movimento, José Solís Ruiz, a Medalha de Ouro para o Mérito Desportivo.

TREINADOR

Após um ano aposentado, treinou pela primeira vez uma equipe, o pequeno Elche. Mas, ele, ídolo do River Plate, conquistou seu primeiro título na nova função ironicamente comandando o arquirrival Boca Juniors no Campeonato Argentino de 1969. Foi inclusive uma das conquistas nacionais mais memoráveis dos Boquenses: no primeiro semestre, os Xeneizes haviam sido eliminados na semifinal do campeonato metropolitano pelo River Plate.

Já no campeonato nacional, a revanche ia ser na última rodada, em que os rivais fariam um duelo direto pelo título.Boca O tinha a vantagem do empate e sagrou-se campeão após um 2 x 2 em pleno Monumental de Núñez. E, jogo esse, listado entre os dez maiores Superclássicos favoráveis ao Boca pela enciclopédia do centenário do clube. Mas, não parou aí, o clube também ganhou naquele ano a Copa Argentina.

Além disso, seria campeão nacional novamente duas temporadas depois, agora na Liga Espanhola, pelo Valencia. Os Ches foram a equipe onde Di Stéfano teve mais sucesso como treinador. Passou em dois momentos pelo clube. Além do Espanyol de 1971 (que, para a alegria da torcida do Real Madrid, foi conquistado sobre os arquirrivais Barcelona, que alcançara os mesmos pontos valencianos mas teve desvantagem nos critérios de desempate. E, Atlético de Madrid, que ficou um ponto atrás de ambos), ele ajudou o clube a vencer a Recopa e a Supercopa Europeias na temporada em que retornou à equipe, 1979-80.

Entre as duas passagens, o argentino acabou treinando o Sporting Club de Portugal pelo período de 46 dias. A passagem aconteceu durante o verão do ano de e 1974. Contudo, Di Stéfano deixou o clube após uma derrota (1 x 0) contra o Olhanense ainda na primeira jornada. Em seguida, treinou ainda ainda o Rayo Vallecano e o Castellón, sem conseguir títulos.

VOLTA AO REAL:

Assim, retornou então ao Real Madrid, onde teria nova experiência de treinar uma ex-equipe. A temporada 1982/83, para a qual veio, lhe terminaria desagradável. O Real disputou acirradamente cinco títulos e perdeu os cinco. Por consequência, a falta de títulos o tirou do comando técnico dos Blancos. Então, Di Stéfano retornou outra vez ao Valencia em 1986, em um difícil momento do clube, que terminara a temporada 1985/86 rebaixado. Conseguiu o título da Segunda División em 1986/87, e, ficou mais uma temporada na equipe, saindo por desentendimentos com elenco e diretoria.

Por outro lado, voltou para treinar o Real Madrid em 1990, após a demissão do galês John Toshack. No curto espaço de tempo em que ficou, ocupou o cargo como interino, até à chegada de um novo técnico. Então, nesta passagem, ganhou seu único título no Real como treinador: a Supercopa da Espanha de 1990, com o especial sabor de ter vencido o Barça, e com um 4 x 1 no Santiago Bernabéu (após derrota no jogo de ida, por 1 x 0, no Camp Nou).

TÍTULOS (Como jogador):

River Plate: 2 campeonatos na Argentina: 1945, 1947

Seleção da Argentina: 1 Copa América: 1947

Millonarios: 3 Campeonatos da Colômbia: 1949, 1951 e 1952

Real Madrid: 5 Copas da Europa: 1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60

8 ligas de Espanha, 1953-54, 1954-55, 1956-57, 1957-58, 1960-61, 1961-62, 1962-63, 1963-64

1 Taça Intercontinental: 1960

1 Taça de Espanha: 1962

2 Copas Latinas: 1955 e 1957

3 Troféus Ramón de Carranza: 1958, 1959 e 1960

1 Troféu Benito Villamarín (Sevilla/ESP): 1960

TITÚLOS (Como treinador):

Valencia
1 Taça das Taças: 1980 1 Liga da Espanha, 1970-71
1 Campeonato da Segunda Divisão na Espanha: 1986-87

River Plate 1 Campeonato Nacional da Argentina: 1981

Real Madrid 1 Supercopa da Espanha: 1990-91

TÍTULOS PESSOAIS:

2 vezes Balón de Oro: 1957, 1959 Revista France Football o premiou com o Ballon d'Or de Melhor Jogador Europeu do Ano.

Balón de Plata: Em 1956, a revista France Football o premiou com o Bola de Prata como o Futebolista Europeu do ano depois de Stanley Matthews.

Conquistou uma Super Bola de Ouro: A Revista France Football lhe outorgou o Superballon d'Or de Melhor Jogador Europeu de todos os tempos, em 1989.

Ganhou um Troféu Melhor Jogador dos 35 anos: Em 1990, a revista Don Balon lhe entregou o troféu de melhor jogador dos últimos 35 anos.

Tambor de Oro de San Sebastian, em 1997.

Hall da Fama (Salón de la Fama de la FIFA): 1998 Em 12 de janeiro de 1998, a FIFA nomeou-o, juntamente com outros nove jogadores lendários de todos os tempos, para entrar no Hall da Fama deste organismo.

Prêmio Marca Leyenda: 1999 Em 5 de outubro de 1999, o Diario Marca lhe concede o premio Marca Leyenda.

Grã-Cruz da Ordem do Mérito Desportivo: O Conselho de Ministros aprovou um decreto Real pelo qual ele foi condecorado com a Grande Cruz da Real Ordem de Mérito Desportivo, que foi entregue pela Infanta Cristina.

MEDALHAS:

Recebeu uma Medalha de Ouro de Mérito Desportivo: 1966 – entregue pelo Ministro Secretario General del Movimiento, José Solís Ruiz.

Medalha de Mérito da FIFA: A Federação Internacional de Futebol (FIFA), o condecorou com a Ordem do Mérito de futebol em 1994.

Medalha ao Mérito Desportivo: Em 1996, a Cidade de Madrid lhe concedeu esta medalha.

Em conclusão, o futebolista faleceu em Madrid, em 7 de julho de 2014, no Hospital Gregorio Marañon, onde se encontrava internado desde 5 de julho após ter sofrido um infarto.

Foto Destaque: Reprodução/Site Real Madrid

Pedro Camargo

Sobre Pedro Camargo

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Meu nome é Pedro Camargo, tenho 20 anos e estudo Jornalismo na Universidade Paulista (UNIP). Escolhi jornalismo pois, desde criança, ouvi que teria que fazer algo que eu gostasse e, sempre fui apaixonado por esporte, seja jogando ou falando sobre. Meu sonho de pequeno era ser jogador, mas, acredito que achei na escrita um modo de me expressar, conseguir transmitir o que tenho à dizer e informar ao leitor sobre os acontecimentos esportivos.

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