Dez anos após levar um tiro, Cabañas sonha grande

- O ex-atacante de 40 anos também declarou em entrevista que é eternamente grato por tudo que o América fez por ele
cabañas marcas tiro

Salvador Cabañas. Esse nome não soa estranho para o torcedor brasileiro, principalmente para aqueles de Flamengo e Santos. Matador na Copa Libertadores da América, o ex-jogador marcou época no Club América ao ser protagonista nas eliminações desses times. Entretanto, em 2010, um tiro na cabeça mudou completamente sua vida. Assim, a carreira de futebol praticamente terminou ali, salvo uma rápida passagem por dois times do Paraguai em 2012. Apesar desse grande obstáculo, atualmente Gordito pode dizer que tem sua vida de volta.

O paraguaio contou em entrevista à ESPN mexicana que se sente muito bem e aproveita o tempo que tem com a família. Além disso, afirmou que é agradecido por tudo que o América do México fez por ele. A participação do clube em sua recuperação foi fundamental para seu estado atual. De agora em diante, Cabañas quer seguir em frente e fazer o melhor que pode no futuro.

Cabañas no América

Durante quatro temporadas, o atacante fez parte das Águias. De 2006 a 2010, ele disputou 157 jogos e marcou 97 gols. Conquistou um título de Liga dos Campeões da Concacaf em 2006 e foi vice da Sul-Americana no ano seguinte. No que se refere a Libertadores, chegou a semifinal por três vezes com a equipe (2000, 2002 e 2008). Foi eliminado pelo São Caetano em 2002, mas seis anos depois despachou Flamengo e Santos nas oitavas e quartas de final da competição, respectivamente. Os quatro gols decisivos que fez nessas duas fases assombram até hoje os torcedores brasileiros.

Seu cunhado Amâncio afirmou que, em 2010, quando estava no auge, Cabañas assinou um pré-contrato com o poderoso Manchester United. Além disso, ele seria a peça que faltava no Paraguai, de Tata Martino, na Copa do Mundo de 2010, mas aí aconteceu o incidente no Bar Bar, boate na Cidade do México. Até hoje, a bala perdura na nuca do ex-jogador.

Apesar disso, ele já tem um objetivo a longo prazo: ser técnico de futebol. Sonha em ser um grande comandante, talvez até liderando a seleção nacional de seu país. Caso consiga uma oportunidade, quer que seus times tenham a bola e sejam ofensivos. Os problemas de fala decorrentes do ocorrido há dez anos podem atrapalhá-lo em suas metas, mas ele não desiste. Já passou por muita coisa desde aquele dia e, de qualquer modo, está feliz por estar vivo.

A volta aos campos

Assim, Cabañas retornou ao futebol em 2017, mas dessa vez na área técnica. Mesmo que informalmente, fez parte do Deportivo Capiata, time da elite paraguaia. Quem lhe deu a chance de trabalhar como assistente foi o ex-técnico do time, Pablo Caballero. Porém, o ex-atacante do América sofreu preconceito no clube e, por isso, não era muito presente nos treinos. Em seguida, foi auxiliar do Cafetaleros de Chiapas, da segunda divisão mexicana, por uma temporada. Devido a problemas pessoais, se desligou do clube e retornou ao Paraguai. Hoje, ele é colaborador no Aquidaban, equipe da segunda divisão da liga local de Itauguá.

Entre altos e baixos desde aquele fatídico 25 de janeiro de 2010, Cabañas tem hoje uma vida relativamente confortável. Mora com os pais, mas está próximo daqueles que o querem bem. Dinheiro não é problema e qualquer confusão do passado, já ficou para trás. Para ele, o que importa nesse momento é se cuidar, valorizar o fato de estar vivo e, quem sabe, virar um grande técnico em alguns anos.

Foto destaque: Reprodução/Reuters

Rafael Sant'Ana

Sobre Rafael Sant'Ana

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Escolhi o jornalismo porque sou apaixonado por informação e esportes desde sempre. Enquanto estudante, já escrevi alguns textos sobre esportes americanos para alguns sites. Tenho o sonho de exercer a profissão no exterior. Dedicação e interesse por estudar são algumas de minhas marcas.

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