Desvalorizado, Paquetá pode estar de saída do Milan

Lucas Paquetá chegou ao Milan em 2018 pelo valor de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 198 mi na cotação atual). Na negociação, segundo o site GloboEsporte.com, o Flamengo recebeu 70% do valor, montante que detém dos direitos econômicos do atleta. Sendo assim, cerca de 25 milhões de euros. Dessa maneira, os outros 30% foram divididos entre o jogador e a Brazil Soccer, empresa que faz a gestão de carreira. Entretanto, na próxima janela, Paquetá deverá ser vendido ao Benfica por um valor abaixo: 28 milhões de euros (cerca de R$ 159 milhões).

Assim, caso a transferência ocorra, o brasileiro entraria para a história como a negociação mais cara do clube português. Por fim, Florentino Luis, meia português de 22 anos do time de Lisboa, que interessa o Milan, entraria no acordo. Como noticiado pela equipe do Futebol Na Veia em janeiro deste ano, o também teria tentado negociar o passe de Paquetá no ano passado. Contudo, nenhuma das negociações foi adiante.

Trajetória de Paquetá

Desde que chegou ao Milan, Paquetá participou de 36 jogos e marcou apenas uma vez. No Flamengo, chamou a atenção também pelos gols. Pela equipe carioca, em 2018, balançou as redes adversárias em 12 oportunidades em 56 jogos. Ao todo, foram 88 partidas e 17 gols com a camisa do Rubro-negro carioca. Além disso, na época, foi convocado por Tite para integrar a lista de espera para a Copa do Mundo da Rússia e, posteriormente, para os amistosos contra Estados Unidos e El Salvador. Em entrevista ao GloboEsporte.com, Zico defendeu Paquetá, elogiou e ainda deu apoio ao jogador de 22 anos nesse momento de oscilação.

“Lamento muito, porque ele tem qualidade, é fortíssimo. É preciso dar tempo para ele se adaptar ao futebol italiano, a uma equipe que mudou tanto, tanto na parte técnica quanto no planejamento. Com 22 anos, não pode resolver tudo no Milan. Ele é um meia, ótimo para dar passagem ao [Rafael] Leão, tem visão de jogo. Na ponta, ou de 10, ele deve estar perto da área porque tem bom chute, mas nunca na defesa. Entretanto, no Brasil, ninguém chega à Seleção por amizade com o treinador”, declarou o Galinho.

Foto em destaque: Reprodução/Emilio Andreoli

Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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