Derby Ibérico: o “filme” que teria Cristiano Ronaldo como protagonista

- Durante o clássico entre Espanha x Portugal na Copa do Mundo de 2018, CR7 foi decisivo
Derby Ibérico: o "filme" que teria Cristiano Ronaldo como protagonista

A rivalidade entre Espanha x Portugal, conhecida como Derby Ibérico ou Guerra Ibérica é uma das rivalidades mais antigas do futebol. Mas é fato que isso vem de muita antes deste esporte nascer, afinal, os países vizinhos “brigam” por conquistas territoriais também.

Basta ver que os espanhóis conquistaram boa parte (ou quase toda) das Américas, enquanto os portugueses conquistaram o Brasil, maior país da América do Sul. Mas o derby que vou falar nesta coluna do Marcas da Copa é o da Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Neste ano, o português Cristiano Ronaldo era o mais cotado para vencer o prêmio de melhor jogador do mundo e, enfim, passar Lionel Messi na disputa de melhor jogador de todos os tempos. E neste específico clássico europeu eu tive certeza de que CR7 era, de fato, o melhor do mundo, independente da decisão da FIFA.

Marcas da Copa – Derby Ibérico: a certeza que Cristiano Ronaldo era o melhor do mundo em 2018

O duelo era cheio de expectativa. Era a estreia das seleções na Copa do Mundo. De um lado Portugal, último campeão europeu em cima da forte Seleção da França. Do outro lado a Espanha, campeã do mundo de 2010 e uma das potências mundiais.

Os Lusitanos tinham um time bem fechado, arrumado e que apostava todas as fichas no poder de decisão de Cristiano Ronaldo. Este que tinha algumas peças interessantes ao lado, como Bernardo Silva. Do outro lado, os Furiosos com um time cercado de craques dos maiores times do mundo, como Real Madrid e Barcelona, principalmente.

1º tempo

O duelo começou e o público mal teve tempo de fazer a pipoca, afinal, Cristiano Ronaldo abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo. O Gajo arrancou pela esquerda, pedalou para cima do zagueiro Nacho, que só parou o português na falta. Porém, dentro da área, então: pênalti. Cris bateu e não desperdiçou: 1 x 0.

Na comemoração, fez um sinal de “cavanhaque” a no queixo, simbolizando que ele era o bode (The GOAT, abreviação de Greatest Of All Times, que significa o melhor de todos os tempos). Tal referência foi uma provocação a Messi, que havia tirado uma foto com uma cabra pouco antes do início da Copa.

THE GOAT Cristiano Ronaldo
THE GOAT Cristiano Ronaldo (Getty Images)

Os portugueses tiveram a chance de ampliar aos 22′. CR7 tocou da esquerda para o meio para Gonçalo Guedes, mas o atacante foi dominar, ao invés de chutar de primeira, e o marcador chegou antes do arremate. E como quem não faz toma, no lema do futebol, aconteceu.

Assim, o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa conseguiu empatar para a La Fúria. Aos 24′, após uma nítida cotovelada no zagueiro Pepe, o atacante ainda driblou duas vezes o zagueiro Fonte e empatou o duelo num golaço. A pressão espanhola era gigantesca e parecia questão de tempo para os espanhóis viraram.

Porém, quem tem Cristiano no time pode esperar até o último minuto por um milagre. E assim o fez. Aos 44 minutos, após uma tentativa de ataque da entrada da área, Gonçalo Guedes tocou para o camisa 7, que só emendou um chute de canhota. A bola quicou na frente do goleiro espanhol De Gea, e entrou. Frango do camisa 1. Virada portuguesa.

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2º tempo

A etapa final começou e desta vez foram os hispânicos que marcaram. Aos nove minutos, após cobrança de falta de David Silva na área, Busquets cabeceou da direita para o meio da área, já dentro da pequena área, e Diego Costa, de novo, que se jogou e empatou o duelo mais uma vez.

Nacho, que havia falhado ao cometer o pênalti em Cristiano no começo do jogo, se redimiu aos 12 minutos. O zagueiro improvisado de lateral mandou um chute de primeira, cheio de efeito, e marcou um golaço, virando para a Espanha. A virada parecia que os Furiosos enfim goleariam.

Contudo, como disse outrora, quem tem Cristiano no time pode esperar até o último minuto por um milagre, mais uma vez ele aconteceu. Aos 41 minutos, o atacante recebeu de costas para o gol e sofreu falta do zagueiro Piqué.

Assim, aos 43 minutos, a dois do fim do tempo regulamentar, o próprio Cristiano Ronaldo foi para a cobrança de falta. Mas, pare o cenário neste momento e vamos refletir um pouco. Final de jogo. Vitória parcial da Espanha, ampla favorita. Falta central na entrada da área.

CR7
CR7 em cobrança de falta aos 43 minutos de jogo

A probabilidade do milagre no Derby Ibérico

Se você conhece Cristiano Ronaldo, claro que esperava que ele marcasse esse gol. Mas, se você contasse para uma criança que não viu esse jogo que este monstro do futebol fez isso, desacreditariam. Mas por quê? Por que é um cenário perfeito de um filme. E que o mocinho salva a donzela no final.

Porém, o fato de CR7 não dar a vitória ao time neste caso não soa como derrota, afinal, a Seleção Portuguesa era preterida antes do Derby Ibérico e um empate na bacia das almas, era um milagre. E foi isso que a Fera fez. Caminhou lentamente até a bola e colocou na gaveta. Como se tivesse colocado com a mão.

Cobrança perfeita que coroou uma partida mágica do Robozão. A partida ficou com gosto de vitória para os portugueses e derrota para os espanhóis. E para este que vos escreve, ficou enlouquecido e chorou no terceiro gol, afinal, torcia trajado com a camisa 7 de Portugal no corpo.

Foto destaque: Reprodução/Getty Images

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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