Dênis no gol: #NãoVaiTerDefesa

Pode gritar que #NãoVaiTerCopa, que #NãoVaiTerGolpe ou inventar a hashtag que quiser, mas de uma coisa eu tenho certeza. Com Dênis no gol são paulino a diretoria e a comissão técnica estão arriscando a possibilidade de Dênis, um goleiro que vem mostrando atuações instáveis no ano de 2016, cometer um erro em um momento crucial. E uma eventual falha do goleiro tem potencial para arruinar todo um trabalho justamente no melhor momento do São Paulo nos últimos quatro anos. E quatro também é o número de jogos que esperamos que ainda tenhamos para torcer nesta Libertadores. Então se Dênis errar… #NãoVaiTerDefesa.

A aposentadoria de Rogério Ceni deixou um já esperado buraco no gol tricolor, e até agora eu não entendo porque cargas d’água o São Paulo Futebol Clube não foi atrás de outro goleiro, acreditando que é preciso retribuir a paciência de quem esperou tanto tempo para ter uma chance no lugar de Rogério, que raramente deixava de disputar uma partida. Dênis, Roger, Bosco, Renan Ribeiro e até Alencar, além de outros reservas que passaram pelo São Paulo, foram muito bem pagos para estarem de prontidão quando o camisa 01 não pudesse jogar. E assim o fizeram.

O que estaria o clube esperando para contratar um goleiro que chegasse e assumisse a posição? Há alguns nomes no mercado que muito me agradam, como Martin Silva do Vasco, Marcelo Grohe do Grêmio e até mesmo Jefferson do Botafogo, figurinha carimbada em convocações da seleção brasileira. O clube não precisa se ver obrigado a manter ninguém como titular e muito menos fazer caridade com quem preferiu aguardar Rogério Ceni se aposentar. Em especial com Dênis, um goleiro que, repito, cometeu erros bobos em momentos importantes. E ao que parece, poucos no clube acreditam que o nome para a posição seja Renan Ribeiro.

Abaixo eu relembro os últimos cinco titulares da meta tricolor, onde podemos notar que não há tradição recente no clube de um goleiro que tenha ficado esperando passiva e pacientemente que o titular deixasse a posição. Os últimos cinco donos da camisa 1 foram alçados à vaga por mérito próprio ou contratados diretamente para defender o time como titulares.

Vejamos:

Rogério Ceni: Contratado ainda jovem, fez toda sua carreira como profissional no Tricolor. Com a morte de Alexandre, reserva imediato de Zetti, foi chamado para o Expressinho que conquistou a Conmebol de 1994 e logo assumiu a posição que era de Zetti;

Zetti: Iniciou sua carreira profissional no Palmeiras, onde jogou por alguns anos até quebrar a perna e comprar o próprio passe, que depois foi repassado ao São Paulo em 1990. Em poucos meses virou goleiro titular no São Paulo;

Rojas: Após boas atuações pelo Colo-Colo contra o São Paulo na Libertadores de 1987, foi contratado para a vaga que era de Gilmar Rinaldi. Permaneceu como titular até 1990, mesmo ano em que foi protagonista da farsa da seleção chilena no Maracanã em jogo pelas eliminatórias da Copa;

Gilmar: Começou sua carreira no Internacional de Porto Alegre em 1978, onde permaneceu até 1984. Após isso foi contratado pelo São Paulo para logo assumir a condição de titular. Entre 1987 e 1990 virou reserva de Rojas e Zetti e acabou deixando o clube rumo ao Flamengo;

Waldir Peres: Contratado junto à Ponte Preta, se firmou como titular em menos de um ano e permanecendo como dono da camisa 1 por 10 anos, chegando até mesmo a defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982.

E aí? Contrata ou não contrata?

TRIcoladas:

⚪. Já que o assunto é goleiro, não seria uma boa o São Paulo ter pensado em aposentar a camisa 1 após o encerramento da carreira de Rogério Ceni?

⚫. Que pena a bobagem que o atacante Getterson fez em seu Twitter anos atrás, ao desdenhar do São Paulo. Perdeu uma grande chance na carreira e talvez o São Paulo um bom jogador. Mas a decisão foi acertada;

⚫. E faltam poucos dias para a definição. Maicon permanece ou não no São Paulo? Alçado à condição de ídolo em pouco tempo, pode fazer falta na reta final da Libertadores.

Carlos Garcia

Sobre Carlos Garcia

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Carlos Garcia é radialista e jornalista. Atualmente apresenta na Rádio Transamérica o programa Desperta, de segunda a sexta, as 5 da manhã. São paulino desde seu nascimento, em 1980, tem no futebol e no automobilismo duas de suas grandes paixões, além da música e procura valorizar sempre o lado bom das coisas.

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Carlos Garcia é radialista e jornalista. Atualmente apresenta na Rádio Transamérica o programa Desperta, de segunda a sexta, as 5 da manhã. São paulino desde seu nascimento, em 1980, tem no futebol e no automobilismo duas de suas grandes paixões, além da música e procura valorizar sempre o lado bom das coisas.

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