Em sua última entrevista coletiva como técnico do Remo, Eduardo Baptista se mostrou muito feliz com a conquista do título da Copa Verde. Ao passo que revelou a decepção sentida por não conseguir ajudar o time escapar do rebaixamento para Série C. Entretanto, exaltou o apoio da torcida e salientou que era preciso retribuir o carinho com uma conquista. Por fim, o treinador declarou que sua história no Remo não se encerra aqui e deixou um até breve.

“Fiquei muito emocionado hoje. Foi uma das noite mais felizes da minha vida. Sofri junto quando o rebaixamento veio. Tinha uma divida com esse torcedor, que a todo momento apoiou. Após o rebaixamento, estava fazendo fila para comprar ingresso para o Re-Pa. Para esse torcedor, é um até breve. Minha história aqui não acabou. Um título marca, mas ainda tenho uma história aqui. Tenho alguns compromissos para cumprir. mas ainda tenho um livro para terminar de escrever”.

Assim sendo, Eduardo Baptista também avaliou as necessidades do Leão e destacou o perfil dos atletas a serem contratados. Por outro lado, também deu ênfase aos atletas da base que foram essenciais nesta reta final.

“O Remo, assim como sua torcida, precisa de jogadores intensos, que briguem. Fico feliz de jogar uma reta final de Copa Verde e conseguir mesclar a experiência de um Vinícius, um Marlon e um Fredson com a juventude, com o sonho de alguns meninos como o Pingo, o Mafra, o Raimar e o Kevem. Isso não tem preço. Esse é o legado, olhar para a base. Nós passamos 30 dias aqui com momentos intensos e difíceis. Desses momentos, nós ressurgimos e fomos campeões da Copa Verde. O aprendizado é muito grande. Não é quantas vezes você ganha, mas quantas vezes você cai e consegue levantar e ganhar. Infelizmente não deu para salvar do rebaixamento, o tempo foi muito curto para tentar ajustar alguma coisa. Premiar a torcida com esse título. A festa que fizeram hoje, é uma noite que eu não foi esquecer para o resto da minha vida”.

Foto: Samara Miranda ASCOM Remo

Tathiane Marques
Na verdade, não fui eu que escolhi o jornalismo e sim ele que me escolheu. Sem dúvidas, a profissão é como um oceano que precisa ser desvendado na sua profundeza, só assim é possível conhecer e respeitar toda sua beleza.