Manuel Neuer e Sepp Maier, símbolos da escola de goleiros alemães

Na coluna Quebrando Muros desta semana falaremos sobre uma das grandes escolas de goleiros no mundo. Os alemães são referência em toda a história do futebol, o país nunca mediu esforços para lapidar jovens talentos da posição e consagrar defesas sólidas. Ao falar de grandes goleiros da atualidade, é impossível não lembrar de nomes como Manuel Neuer, Marc-Andre ter Stegen, Kevin Trapp e Bernd Leno. Entretanto, além de compartilharem a mesma nacionalidade e disputarem uma vaga na seleção nacional, esses atletas dividem ídolos comuns que você conhecerá hoje!

TONI TUREK E O COMEÇO DE TUDO

Estudiosos do futebol alemão como Gerd Wenzel nos lembra que a solidificação dessa grande escola de goleiros começou muito antes do que pensávamos. O sentimento de ídolo é passado de geração em geração, influenciando futuros atletas que decidem inspirar-se em seus heróis de infância para começar a jogar futebol. Antes de mais nada, é importante lembrar quem foi de fato o primeiro representante dessa fama de bons goleiros alemães e, para isso, voltaremos a Alemanha ocidental.

O garoto Toni Turek sonhava em iniciar sua carreira como goleiro do Eintracht Duisburg, mas, a Segunda Guerra Mundial estava prestes a estourar no mundo. Assim como outros diversos jovens talentos do seu país, foi obrigado a defender o Terceiro Reich pelas sangrentas batalhas da Europa. Enquanto não estava em trincheiras, dava continuidade em sua carreira no futebol, todavia, as situações ficariam ainda mais intensas devido as batalhas. Mesmo com um estilhaço de bala preso em sua cabeça e uma fratura na mão, o jovem nunca desistiu de representar sua seleção como arqueiro.

Após o fim da guerra, Turek conseguiu dedicar-se exclusivamente para o futebol. Na copa do mundo de 1954, já aos 35 anos, faria uma das campanhas que ficariam marcadas para a história do futebol: o milagre de Berna. Despachando a Iugoslávia nas quartas de final e a Áustria na semifinal, o último confronto seria contra o esquadrão mais temido da época: a Hungria de Puskás, Kocsis e Czibor. Os húngaros encontravam-se invictos na competição e eram francos favoritos após vitórias convincentes contra o Brasil e o Uruguai.

O MILAGRE DE BERNA

O começo da partida foi um choque! Com oito minutos de jogo, os húngaros já haviam feito dois gols com os já citados Puskás e Czibor. Contudo, uma reviravolta que ficaria marcada para a história do futebol começaria a partir daí. O capitão alemão Fritz Walter não deixou seu time desanimar, segundo ele, a partida não estava perdida e uma virada era totalmente possível. Então, a Alemanha Ocidental reagiu aos 10 minutos de jogo com o lendário atacante Max Morlock fazendo o primeiro gol dos gêrmanicos. Já aos 18 minutos, Helmut Rahn deixaria novamente tudo igual no placar.

A Hungria tentou, até o final da partida, voltar a liderança do placar finalizando 26 vezes contra a meta alemã, mas, graças a Toni Turek, nenhum gol foi feito. Já aos 39′ do segundo tempo, quando uma prorrogação já era uma realidade, Rahn marcaria mais uma vez para colocar a Alemanha na frente do placar pela primeira vez. Por fim, no último minuto de jogo, surge novamente Turek para fazer uma defesa espetacular de puro reflexo garantindo a primeira Copa do Mundo para os alemães.

A ERA SEPP MAIER: O GRANDE ÍDOLO DE GERAÇÕES

Considerado por muitos como o maior goleiro da história da Alemanha, Sepp Maier sonhava em ser atacante, mas bem cedo descobriu que seu talento era em baixo das traves. Atraiu a atenção do Bayern de Munique na temporada 1962/63 e rapidamente foi contratado para defender as cores da equipes. Conquistou diversos títulos, como quatro campeonatos nacionais e as Champions League de 1974, 75 e 76. Contudo, na seleção alemã, sua primeira copa como titular foi a de 1970, onde em uma grande campanha, perdeu na semifinal para a Itália de Luigi Riva.

Já em 1974, as coisas seriam totalmente diferentes. Maier virou um dos heróis nacionais após garantir o primeiro título continental de seu time, em uma decisão histórica contra o Atlético de Madrid. Assim como um grande goleiro protegia a meta, os lendários Gerd Muller, Franz Beckenbauer Paul Breitner fizeram desse esquadrão uma das seleções mais fortes de todos os tempos. Sem muitas dificuldades, chegaram até a final para jogar contra a Holanda, a seleção mais temida daquela Copa do Mundo. Uma das vantagens era o fato da copa ser em casa, na própria Alemanha.

A Laranja Mecânica, como era conhecida, era a favorita para levantar a taça. Afinal, o elenco liderado por lendas como Johan Cruyff Johnny Rep atropelava qualquer um que cruzasse seu caminho. Com um pé na final, o Brasil tentou acabar com os holandeses, mas, sem sucesso. Nem Rivelino, Leão, Jairzinho e muito menos Luís Pereira pararam Cruyff, que foi um dos autores do 2 x 0 que levou a Holanda para disputar a final contra a Alemanha.

A MURALHA DEFENSIVA DOS ALEMÃES

Logo aos dois minutos de jogo, a Holanda sofreu um pênalti e Johan Neeskens converteu, abrindo o placar a favor da Laranja Mecânica. Da mesma forma que o placar foi aberto, Paul Breitner marcou para os alemães e deixou tudo igual na final. Próximo ao fim do primeiro tempo, o artilheiro já citado Gerd Muller fez seu 14º gol em Copa do Mundo e virou a partida. A partir daí, uma chuva de ataques perigosos fariam da final um caldeirão.

Sepp Maier fez jus ao seu apelido de Die Katze, o gato em alemão. Defesas elásticas, muita agilidade e um paredão impenetrável principalmente por jogar em casa, transformou a atuação do goleiro em uma das mais impressionantes da história. Ao contrário do que se imaginava, Cruyff não era imparável e, embora tivesse tentado, não conseguiu marcar contra Maier. A Alemanha foi, então, bicampeã do mundo em casa com mais uma excelente atuação de goleiro que ficaria marcada na história.

HARALD SCHUMACHER: UM SUBSTITUO A ALTURA?

Após uma atuação ruim na copa de 78, Sepp Maier estava para se aposentar e um novo goleiro precisava assumir a meta dos alemães. Uma jovem promessa do Côlonia impressionou o técnico Jupp Derwall e, já que possuía características parecidas, foi chamado de “novo Sepp”. Conquistando a Eurocopa de 1980, Harald Schumacher começou com o pé direito após excelente atuação e, dessa maneira, cravou seu nome como titular da seleção para a Copa do Mundo na Espanha, em 1982. Os alemães tinham como referência Karl-Heinz Rummenigge e o já consagrado Paul Breitner na parte ofensiva, enquanto que Schumacher fazia o paredão defensivo.

Sem muitas dificuldades, a Alemanha chegou até a semifinal e o adversário era um dos times mais temidos da edição: a França de Michel Platini. Considerado por muitos como um dos melhores jogos da história, a Alemanha saiu na frente, mas, rapidamente Platini empatou. Frequentemente esse jogo é lembrado por outro detalhe: uma dividida violenta que Schumacher deu em Patrick Battiston. Uma joelhada na cabeça que não foi nem falta tirou o francês do jogo e mudou o rumo da partida.

A França chegou a abrir 3 x 1 na prorrogação, porém, uma atuação incrível de Rummenigge levou os alemães ao empate para a disputa de pênaltis. Nas cobranças, Schumacher brilhou. Defendeu os chutes de Didier Six Maxime Bossis garantindo a Alemanha em mais uma final de copa. Por outro lado, o adversário era a Itália de Paolo Rossi, a equipe que desbancou o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão. Sem muitas dificuldades, Rossi orquestrou a conquista do tricampeonato italiano e os alemães se contentaram com o vice.

O SEGUNDO VICE SEGUIDO

Antes de tudo, a frustração pelo vice na edição anterior foi o sentimento que levou os alemães para México decididos a mudar o que aconteceu. Franz Beckenbauer, agora como técnico da seleção, montou uma forte equipe apostando no entrosamento do já consagrado Rummenigge com os jovens Rudi Voller e Lothar Matthaus. Schumacher havia ganho “crédito” em todo o país pela excelente atuação contra a França na copa passada, garantiu sua vaga de goleiro titular e a Alemanha iniciava mais uma copa.

Contudo, não foi tão dominante quanto esperavam, passou em segundo lugar de seu grupo. Nas oitavas de final, tomou um susto para a surpresa da competição, o Marrocos. Após gol de Matthaus aos 42′ do segundo tempo, se classificou para enfrentar os donos da casa nas quartas de final. Embora os alemães fossem favoritos, o jogo só foi decidido nos pênaltis. Schumacher brilhou defendendo novamente duas cobranças e garantiu a classificação. Na semifinal, uma vitória tranquila novamente contra a França de Platini. Alemanha estava em mais uma decisão de Copa do Mundo.

Assim como a maioria dos times daquela edição, a Alemanha sucumbiu a genialidade de Maradona. Em um dos jogos mais incríveis de todos os tempos, os Hermanos abriram 2 x 0 no placar e a derrota alemã parecia certa. Mas, aos 29′ do segundo tempo, Rummenigge faz o primeiro e, seis minutos depois, o jovem Voller empata a partida. Três minutos após o gol alemão, Maradona consegue um lindo lançamento para Jorge Burruchaga e Argentina conquista o bicampeonato do mundo.

BODO ILLGNER E O TRI DO MUNDO

Após os dois vices seguidos, Schumacher lançou uma biografia afirmando que os jogadores da Alemanha praticavam doping para as partidas. A história foi confirmada por seu ex-companheiro Paul Breitner e o goleiro foi expulso da seleção e, posteriormente do seu clube, o Côlonia. No clube, um jovem goleiro que se destacou nas categorias de base entrou em seu lugar. Chamando a atenção nacional rapidamente, a nova promessa foi convocada para a seleção principal com apenas 23 anos para disputar a próxima copa. Começaria ai a trajetória de Bodo Illgner.

Dessa vez com partidas muito apertadas, a Alemanha Ocidental chegou a semifinal. Se via frente a Inglaterra de Garry Lineker, Stuart Pierce e Paul Gascoigne, sem dúvida um confronto muito difícil. Entretanto, os germânicos também contavam com uma forte equipe. O capitão Lothar Matthaus, Rudi Voeller e Juergen Klinsmann eram os principais nomes da equipe na competição. Os alemães saíram na frente após uma falha do goleiro Peter Shilton, mas os ingleses recuperaram o prejuízo em um chute indefensável de Lineker. A partida foi para os pênaltis e Illgner brilhou. Defendendo a cobrança de Pierce, garantiu seu país em mais uma final, novamente contra a Argentina.

Mesmo com apenas cinco gols em toda a competição, a Argentina de Diego Maradona ainda era um perigo eminente. Em resumo, a partida foi uma disputa de goleiros. De um lado, Sergio Goycochea e do outro, Bodo Illgner. Com um pênalti a favor dos germânicos aos 40′ do segundo tempo, Andreas Brehme marcou o único gol da partida e garantiu o tricampeonato de seu país. Além de consagrar o título, consagrou também Illgner como o goleiro mais jovem a ser campeão e a não tomar gols em uma final de copa, com apenas 23 anos.

OLIVER KAHN VS JENS LEHMANN

Após a conquista de 1990, o time de 94 não conseguiu repetir o feito. Illgner, agora com 27 anos, mantinha-se como titular da seleção, mas, uma jovem promessa seria convocada para aquela copa, chamado Oliver Kahn. Foi terceiro reserva atrás de Andreas Kopke, e não chegou a atuar na competição. Já na copa de 1998, Kopke assumiu a titularidade, Kahn era seu reserva imediato e Jens Lehmann o terceiro goleiro. Começou ai, então, uma rivalidade marcada na história.

Destaque do Bayern de Munique, Kahn era o favorito para a titularidade após a aposentadoria de Kopke. Certamente, por ser o melhor goleiro do mundo, não foi uma escolha difícil para Rudi Voller, agora como técnico da seleção. Já seu reserva também era um destaque em outro gigante alemão. Lehmann foi contratado para o Borussia Dortmund, mas ainda não tinha atingido seu auge. A Copa do Mundo de 2002 começou. O Brasil de Ronaldo e Rivaldo desde o inicio era franco favorito, porém, seleções como a Inglaterra, Turquia, Dinamarca e Coreia do Sul incomodaram brasileiros e alemães durante toda a competição.

Desta vez, a seleção alemã não contava com grandes craques, era totalmente dependente das defesas milagrosas de Kahn, as assistências de Michael Ballack e os gols de Miroslav Klose. Contudo, chegou a final sendo a defesa menos vazada da competição e com o prêmio antecipado de melhor jogador da copa dado á Kahn. Com Ballack suspenso após o terceiro cartão amarelo na semifinal, a seleção alemã pouco fez contra o Brasil e nem Kahn foi capaz de salvar a equipe da derrota por 2 x 0 na final.

A FRUSTRANTE DERROTA EM CASA

Após a derrota para o Brasil em 2002, novamente o processo de reestruturação se iniciava, principalmente pelo fato da próxima copa ser na Alemanha. O técnico agora era Jurgen Klinsmann. Um dos heróis de conquistas passadas, viu uma melhor fase em Lehmann, agora goleiro do Arsenal, para assumir a titularidade. Não era apenas um dos melhores de sua posição, mas fez um torneio de respeito. Mesmo com críticas de que Kahn seria a melhor escolha, os alemães realizaram partidas sólidas até chegar á semifinal.

O adversário era a Itália. Com o possível melhor sistema defensivo da história das copas, vazar a defesa italiana era um desafio e tanto para todas as equipes da competição. Conforme a partida ia rolando, um show defensivo de ambas as partes era mostrado. Foram necessárias duas prorrogações para a Fábio Grosso e Alessandro Del Piero marcarem contra Lehmann nos últimos minutos do jogo. Embora a vontade de vencer mais uma copa em casa fosse grande, os alemães não conseguiram reagir por conta do tempo e perderam para a futura campeã da competição.

O INÍCIO DE UMA NOVA GERAÇÃO

Como de praxe após derrotas em copa, a equipe passou por diversas mudanças e, dessa vez, Joachim Low assumiria o comando técnico da seleção. A tarefa agora seria mais difícil, pois nesse momento, os dois goleiros da copa anterior não estavam mais a disposição. Buscando novamente promessas, um goleiro habilidoso com os pés, ainda que muito jovem, chamou a atenção de todo o mundo. Ainda atuando pelo Schalke 04, Manuel Neuer seria convocado e, posteriormente, titular absoluto em toda a copa com apenas 24 anos.

Os germânicos pararam novamente na semifinal, mais uma vez para a campeã da edição. La Fúria, como é apelidado a seleção espanhola, possuía um forte sistema defensivo e um contra ataque rápido, fundamentais para a conquista do título. Neuer fez uma excelente copa, e como resultado de seu destaque, transferiu-se de imediato para o Bayern de Munique. Até hoje ocupa a posição de goleiro titular, salvo momentos em que esteve machucado.

A CONQUISTA DO TETRA

Ao contrário do que muitos técnicos fizeram no passado, Joachim Low manteve a base do seu elenco de 2010 para 2014, ao propósito de manter o entrosamento. A receita deu certo! A estreia foi contra Portugal de Cristiano Ronaldo e os alemães não tomaram conhecimento, aplicando um 4 x 0 com direito a hat-trick de Thomas Muller. Outro ponto que chamava a atenção da equipe era o grupo de goleiros. Além de Neuer, contava com Roman Weidenfeller e Robert Zieler, dois excelentes jogadores que, caso necessário, assumiriam sem problemas a titularidade.

Fato é que os alemães demonstravam um futebol vistoso, mas ao longo da competição essa goleada em Portugal se tornou uma exceção. Um empate contra Gana por 2 x 2 e uma vitória magra por 1 x 0 contra os Estados Unidos garantiu os germânicos na próxima fase da Copa do Mundo. Logo depois veio a Argélia, adversário duro que surpreendeu a todos na edição e foram necessários duas prorrogações para garantir o resultado de 2 x 1. Nas quartas de final, o Maracanã viu Mats Hummels marcar o único gol da partida contra a França para mais uma vitória apertada. Manuel Neuer foi também peça fundamental para o sonho do tetra continuar vivo.

A Alemanha estava em mais uma semifinal, mas, dessa vez era diferente. O adversário era o Brasil, dono da casa. Contudo, Neymar e Thiago Silva eram desfalques para a partida e os alemães não tomaram conhecimento aplicando o fatídico 7 x 1. Mais uma final, mais uma vez contra a Argentina. A muralha Neuer impediu o sonho de Lionel Messi vencer uma copa do mundo. Como roteiro de filme, Mario Gotze entrou no segundo tempo e, na segunda prorrogação, consagrou-se marcando o gol que daria o tetracampeonato para os alemães.

O DECLÍNIO DE NEUER

Para a copa de 2018 muita coisa mudou. Uma reformulação completa era necessária, pois, agora a seleção já não contava mais com nomes como Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger e Miroslav Klose, todos aposentados. O goleiro Manuel Neuer não vinha em grande fase, lesões e partidas ruins marcaram sua preparação e havia chego a hora de buscar um substituto. Seguindo a receita, a busca por uma jovem promessa para a posição foi intensa. Dessa maneira, o escolhido foi, na época, estrela do Bayern Leverkusen, o goleiro Bernd Leno. Junto a ele, Marc-André Ter Stegen foi o escolhido para fechar o seleto grupo de 3 goleiros.

Apesar de Leno ser o titular na maioria dos jogos, Kevin Trapp também foi testado e analisado caso Neuer não pudesse jogar. Mas, próximo a copa, Neuer recuperou-se de forma muito rápida e se dizia mais preparado do que nunca. Chegou a hora da convocação, o mundo inteiro aguardava a decisão de Joachim Low. O paredão de confiança em duas copas foi mantido, Ter Stegen também conseguiu a vaga e, para a surpresa de todos, Leno havia sido cortado e Trapp seria o terceiro goleiro da Alemanha para a copa na Rússia.

Embora era a atual campeã, a estreia foi com uma derrota inesperada pelo placar mínimo contra o México. Na segunda partida, um show de Toni Kroos garantiu a vitória de virada contra a Suécia e os primeiros pontos da seleção alemã na competição. No terceiro jogo, uma atuação péssima dos gêrmanicos resultou em uma derrota para a zebra Coreia do Sul e o adeus na Copa. Manuel Neuer e o elenco inteiro fizeram uma copa ruim e, como resultado, a pior performance da Alemanha na história das copas do mundo.

A DISPUTA PELA POSIÇÃO

Para a copa de 2022 no Qatar, Manuel Neuer terá 36 anos e possivelmente não será convocado. Surge então uma nova disputa para quem será o representante da grande escola de goleiros alemães. Além de todos os já citados que foram convocados em 2018, os jovens Alexander NubelTimo Horn Florian Muller fazem parte dessa nova safra de arqueiros talentosos. Também podem brigar por uma vaga os talentosos e mais experientes Oliver BaumannSven Ulreich e o polêmico Loris Karius, que busca uma reerguida em sua carreira.

Uma coisa é certa: caso Joachim Low continue no cargo e faça 16 anos no comando da seleção, sua única dor de cabeça será para decidir somente 3 goleiros para convocar. Com tantos ídolos no passado, a posição de guardião das traves é uma responsabilidade que todo garoto alemão sonha em conquistar e, seja como for, será com certeza bem representada.

Foto destaque: Reprodução/Rauchensteiner/Augenklick

Rafael da Costa
Estudante de Rádio e TV, apaixonado pelo esporte desde o nascimento. Ainda criança com uma câmera analógica quebrada eu ensaiava me apresentando como se fosse na TV. O jornalismo, principalmente o esportivo, é para mim, antes de mais nada, uma forma de levar o amor por um denominador comum para todos os cantos do mundo.

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