De evento amistoso a uma das maiores rivalidades mundiais, esse é o Clássico da Saudade

- O primeiro encontro da história entre Santos e Palmeiras ocorreu em 3 de outubro de 1915 no Velódromo de São Paulo
Clássico da Saudade

Podemos dizer com propriedade que Santos e Palmeiras estão entre os maiores clubes do mundo. Ambas equipes, cada uma com sua singularidade, são protagonistas de momentos marcantes na história do futebol. Prestes a disputar a grande final da Copa Libertadores 2020, o inicio da gloriosa história de rivalidade, denominada Clássico da Saudade, começou em 1915.  No embalo da decisão, relembramos como foi o pontapé inicial desse duelo histórico.

AS CIRCUNSTÂNCIAS

Ainda Palestra Itália, o Palmeiras acabará de completar seu primeiro ano de fundação. A equipe começava a engatinhar no futebol e, desse modo, seus responsáveis, alçavam potenciais objetivos, para chegar ao patamar dos grandes clubes da época. Sobretudo, do papel, até a prática, esperava-se que o Verdão protagonizasse o futebol brasileiro.

Nesse ínterim, visando participar da primeira grande competição de sua história, o clube mirou no Campeonato Paulista de 1916. Contudo, a Associação Paulista de Esportes Atléticos, impôs uma condição: que vencesse um time de ponta, de acordo com a sua escolha, assim conquistaria a tão sonhada vaga.

Desse modo, dadas as circunstancias, o Palestra Itália não se intimidou em escolher o Santos, mesmo sabendo que a equipe apresentava uma elenco superior e avassalador. O duelo também contou com um propósito social: toda verba arrecadada seria doada para as vítimas da seca no Nordeste Brasileiro.

O clássico foi um dos mais aguardados da época. Apesar do otimismo, acabou com a pífia derrota palmeirense com um placar extenso de 7 x 0. Após o vexame, muito cogitou-se que o clube não vingaria e acabaria por fechar as portas. Contudo, como sabemos, o Alviverde resistiu com maestria e se tornou o que é hoje.

Com o resultado,  o até então calouro, não conseguiria se classificar para o Paulistão, mas após denúncias sobre uma possível “quebra de protocolo” de um time rival, acabou por conseguir a tão desejada classificação. Como se tratava de uma competição amadora, a remuneração ou quaisquer quantia em dinheiro, não era permitida. Porém, a equipe, hoje não mais em atividade, Scottish Wanderers, acabou punida  com expulsão, após pagar jogadores para disputar a competição. Consequentemente, o Verdão ficou com a vaga.

O JOGO

Era um domingo, 3 de outubro, quando Palmeiras e Santos entraram em campo pela primeira vez na história no ano de 1915. Apesar de valer uma vaga para o Paulistão do ano posterior, o duelo tinha cunho amistoso.

Denominado Festival Pós Pátria da Cruz Vermelha Italiana, a partida foi protagonizada por grandes nomes, como: Ary Pastuca, Anacleto Ferramenta e Aranha, do lado santista. Enquanto que do lado verde, Fragassi, Pastore e Almílcar, eram os destaques.

Sediado no Velódromo de São Paulo, primeiro estádio brasileiro da história, a partida contará com total superioridade do Peixe. Com sete gols marcados, sendo três de Patusca, dois de Anacleto e um de Aranha e Arnaldo Ferreira, o Clube da Vila apenas concretizou seu favoritismo que era pregado até mesmo antes da partida.

O TERMO CLÁSSICO DA SAUDADE

A famosa alcunha que traduz a história de Santos e Palmeiras surgiu apenas muitos anos depois. Posteriormente, com o resultado de 7 x o no primeiro duelo, não esperava-se que o Palestra Itália conquistasse tal hegemonia no futebol.

Mas, à essa altura, na década de 60, o clube enfim, conseguiu alcançar seu auge e, junto ao Peixe, protagonizou os melhores momentos do futebol brasileiro na época. Ambas equipes caminhavam gloriosamente lado a lado, chegando a parar uma guerra com protagonismos de Ademir da Guia e Pelé.

Um clássico de gigantes, Palmeiras e Santos, sem dúvidas, estão entre os maiores clubes do mundo. Goleadas históricas, craques, hegemonia, esses são apenas alguns aspectos que faz com que o Clássico da Saudade seja gigante. E agora, na Libertadores, a nova geração, poderá sentir na pele e no coração, quão grande é esse embate.

Foto destaque: Divulgação/Arquivos Santos Futebol Clube

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Karine Gommes
Karine Gommes
O céu é o limite, então voe! Sou jornalista em formação do 7° semestre pela Universidade Cruzeiro do Sul. O jornalismo surgiu em minha vida, quase que simultaneamente, à minha paixão por esportes. Necessitava viver aquilo. Assim, fui atrás. Conforme conhecia o profissão, pude visualizar quão ampla é. Desse modo, apesar de ainda ser o meu primeiro amor, o esporte se tornou apenas um pano de fundo. Eu quero mesmo é vivenciar todas as vertentes que a área me proporcionar. Estou aqui para fazer jus ao meu grande sonho. Prazer, sou Karine Gomes ;)

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