David Villa: A história de um ídolo

David Villa Sánches, mais conhecido por David Villa (El Niño), nasceu em 3 de dezembro de 1981, em Langreo, na Espanha. Devido à sua habilidade ambidestra, cativou torcedores por todos os clubes que defendeu, principalmente ao vestir a camisa da Seleção Espanhola no título da Copa do Mundo de 2010. Mesmo tendo um currículo invejável de títulos, sua aposentadoria foi iminente no final de 2019. Por ora, o jogador perpetua seu amor ao esporte e fundou recentemente o Queensboro FC, time americano de futebol.

INÍCIO DA CARREIRA

O desejo de se tornar jogador nasceu com Villa. Logo aos quatro anos de idade, ele demonstrou habilidade com os pés, mas uma fratura no fêmur de sua perna direita o obrigou a permanecer seis meses sem andar. Em contrapartida, após sua recuperação, seu pai colaborou para que David adquirisse novamente força na perna fraturada, tornando-o ambidestro. Em seguida, aos nove anos, realizou alguns testes, sem êxito, mas acabou sendo contratado pelo UP Langreo, onde se fixou até completar 17 anos.

Logo em seguida foi para o Sporting Gijón, onde jogou duas temporadas na segunda divisão (2001-02 e 2002-03). Em seu primeiro ano, marcou 18 gols em 40 jogos disputados, terminando o campeonato na 5ª colocação, cinco pontos a menos do acesso ao Campeonato Espanhol. Na temporada seguinte, marcou 20 tentos em 39 partidas, mas acabou sendo vendido ao Real Zaragoza devido à crise econômica que o Sporting sofria. Neste segundo clube ganhou seus primeiros títulos: uma Copa e uma Supercopa da Espanha.

PASSAGENS POR GRANDES CLUBES

Ao chegar no Valencia, por 2,7 milhões de euros, em 2005, consagrou-se como titular. Em sua primeira La Liga disputada, conquistou o posto de vice-artilheiro com 25 gols. Após permanecer por cinco temporadas, foi transferido ao Barcelona, que pagou cerca de 40 milhões de euros pelo jogador. Por infelicidade, em 2011, sofreu uma fratura na tíbia, perdendo espaço na equipe. Entretanto, antes de encerrar seu ciclo no time catalão, o camisa 7 conquistou seu primeiro Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões em 2011.

Em 2013, foi transferido ao Atlético de Madrid, onde conquistou a La Liga de 2013-14 e o vice-campeonato europeu. Por conseguinte, em 2014, deixou o Atleti e passou a vestir a camisa do New York City. O objetivo do atacante era tornar o clube americano mais visível e ajudá-lo a conquistar o patamar elitizado no mundo do futebol. No entanto, permaneceu no clube por quatro temporadas, marcando 77 gols em 117 partidas. Ademais, foi chamado para figurar o plantel do Vissel Kobe, time japonês, em 2018.

SELEÇÃO ESPANHOLA

Devido a sua habilidade com a bola e seus destaques na artilharia dos campeonatos em que participava, não tardou para que o futebol de David Villa chamasse a atenção da Seleção Espanhola. Em 2005, o jogador recebeu sua primeira proposta para defender a camisa da La Fúria. Posteriormente, foi convocado para a Copa do Mundo de 2006.

Logo na primeira partida, o camisa 7 marcou dois gols na goleada contra a Ucrânia. Sua habilidade com as duas pernas fez com que seu futebol fosse invejado, mas não foi o suficiente para ajudar os espanhóis na derrota por 3 x 1 nas oitavas de final da mesma competição. Por outro lado, conquistou o posto de artilheiro da Espanha no final da Copa.

Em 2007, foi chamado mais uma vez para vestir a camisa da La Roja, desta vez na Eurocopa. Como de costume, balançou as redes três vezes na primeira partida contra a Rússia. Nas semifinais, a Espanha enfrentou novamente Os Soviéticos, mas Villa acabou sofrendo uma lesão na coxa e precisou ser substituído.

Mesmo fora do campeonato, a Espanha foi campeã e David eleito o artilheiro do torneio, com quatro gols. Mesmo lesionado, ganhou a chuteira de ouro da competição em questão. Ademais, na Copa das Confederações de 2009, a Espanha ficou em terceiro lugar e mais uma vez Villa foi premiado, desta vez com a chuteira de prata, perdendo pra o brasileiro Luís Fabiano.

O marco na história da Seleção Espanhola e de David Villa foi a conquista da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O feito inédito marcou uma trajetória de persistência e muita garra. Nos sete jogos disputados, Villa marcou cinco gols e foi eleito o terceiro melhor jogador da competição. Como consequência, conquistou a primeira medalha de ouro do país em Copas do Mundo. Por fim, foi convocado para a Copa do Mundo de 2014, mas ficou na reserva, vendo sua seleção ser eliminada ainda na fase de grupos.

QUEBRANDO RECORDES

No início de 2009, o atacante marcou um gol no amistoso contra a Inglaterra e quebrou o recorde de Telmo Zarra e Lászlo Kubala de jogador a marcar mais gols consecutivamente pela Seleção da Espanha. O recorde era de cinco gols, mas o atacante tomou o posto ao marcar seis. Ademais, durante as eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, David Villa superou Raúl González ao marcar dez gols no ano vestindo a camisa da seleção da La Fúria. Raúl, por sua vez, detinha o título com oito gols desde 1999.

Com a convocação para a Copa de 2010, Villa tomou o posto novamente de González, ao balançar as redes pela 46ª vez vestindo a camisa da Espanha e se consagrou o maior artilheiro do país em toda a sua história. Em continuidade, com seu futebol em alta, o atleta passou a ser pela fundamental no elenco espanhol. Posto isto, entrou para o Hall da La Roja ao vestir a camisa da escuderia espanhola 98 vezes e marcar 59 gols.

TÍTULOS

A trajetória de David Villa é invejável, tendo em vista seus 15 títulos por equipes e 14 títulos individuais. Dentre os troféus por equipes, El Niño conquistou três Copas do Rei, três Supercopas da Espanha, três Campeonatos Espanhóis, uma Champions League, um Mundial de Clubes da FIFA, uma Supercopa da Europa, uma Eurocopa, um troféu Joan Gamper, uma Copa do Imperador e, por fim, a Copa do Mundo FIFA 2010. Por outro lado, individualmente, o atacante se destacou principalmente por sua artilharia.

O atleta soma duas artilharias (Copa do Mundo FIFA de 2010 e Eurocopa de 2008) em sua estante. Em continuidade, ainda ganhou uma chuteira de prata da Copa de 2010, a bola de bronze da mesma competição e quatro Troféus Zarra. Posteriormente, foi escolhido para figurar a Seleção da Copa das Confederações FIFA 2009 e Copa do Mundo de 2010.

O camisa 7 ainda ganhou um troféu Don Balón, Prêmio Landon Donovan e eleito duas vezes um dos cem melhores jogadores do mundo (62° e 91°) pelo The Guardian e Marca, em 2012 e 2016, respectivamente. Por fim, em 2008, conquistou a Eurocopa pela Espanha, figurou na 7ª colocação pelo prêmio da Bola de Ouro. Em 2009, foi eleito o melhor jogador do ano pela FIFA.

https://twitter.com/Guaje7Villa/status/1227271671674880000?s=20

DAVID VILLA ATUALMENTE

Com uma carreira sólida e repleta de conquistas, David Villa decidiu aposentar as chuteiras em 2019, quando ainda defendia o Vissel Kobe. Sua passagem pelos gramados foi encerrada no primeiro dia de 2020, quando se consagrou Campeão da Copa do Imperador. O título em questão foi disputado contra uma das equipes mais fortes do Japão, o Kachima Antlers, ex-clube de Zico na década de 90. Com o término da partida em 2 x 0, o clube asiático ganhou o primeiro título de sua história.

O amor de El Niño por futebol é incontestável, mas mesmo se aposentando como atleta profissional, o ex-jogador não conseguiu se distanciar dos gramados. No final de 2019, David buscou recursos para fazer o futebol regional do Queens ser conhecido e fundou o Queensboro FC, time americano de futebol. Apesar de sua iniciativa, a franquia tem data prevista para estrear somente em 2021, como uma equipe de extensão da USL Championship. .

https://twitter.com/Guaje7Villa/status/1212511215899070465?s=20

Foto destaque: Divulgação/Globo Esporte

Iara Alencar
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Alagoas, apaixonada por esportes e com pretensão de alavancar na carreira de assessoria de comunicação ou imprensa, precisamente no âmbito esportivo (futebol de preferência). O objetivo é aperfeiçoar a construção dos textos, a fim de sair da zona de conforto dos gêneros que estou habituada a escrever (reportagens e artigos opinativos), além de abranger meus conhecimentos pessoais e profissionais. Tenho 23 anos, sou bastante comunicativa, perfeccionista em suas limitações e persistente em tudo o que faço.

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