Com a missão de recuperar o elenco do Bahia, o técnico Dado Cavalcanti foi apresentado para ocupar o lugar deixado por Mano Menezes. Dessa maneira, nesta quarta-feira (23), em sua apresentação respondeu alguns questionamentos sobre suas expectativas e o futuro do clube.

Em princípio, apesar de já ter treinado outros clubes, Dado Cavalcanti, afirmou que o Tricolor é o maior desafio de sua carreira:

“Um grande desafio, sem sombra de dúvidas o maior da minha carreira, assim como tem o mesmo tamanho da oportunidade. As diferenças são significativas, e eu entendo por outros clubes que trabalhei. O trabalho com jovem requer mais atenção, mais cuidado, talvez um pouco mais de desgaste do tato, de estar sempre orientando. Com os jogadores mais experientes, que entendem o processo por inteiro, suas responsabilidades, as coisas acabam sendo facilitadas. Tenho o privilégio de assumir uma equipe em que conheço quase 100% dos atletas. Muitos por ter trabalhado, não só na transição, mas com outras equipes. Vários desses como adversários. Isso fortalece ainda mais as minhas convicções sobre o que devo fazer”. 

SISTEMA DEFENSIVO

Além disso, quando questionado a respeito do sistema defensivo que é o pior do Brasileirão Série A, com 46 gols sofridos, contudo, o técnico tratou de não responsabilizar apenas a defesa, e sim todo o conjunto:

Quando a gente fala de um setor específico, costumo enxergar o jogo de forma sistêmica. Às vezes, as respostas não estão exatamente no setor. Assim, a gente entende que a equipe falha ao tomar gol, e não só a nossa defesa. Minha ideia é tentar algo novo. Se não conseguirmos os resultados, vamos dar uma reformulada, uma mexida nesse caldeirão que hoje está à minha disposição, e buscar algumas alternativas na relação entre setores, da condição coletiva, das estratégias em relação a jogo, linha de marcação, agressividade. Tudo isso está sendo procurado para tomar a decisão mais assertiva”. Relatou 

Por fim, ao ser questionado sobre suas ideias de jogo, afirmou que tem suas convicções e que não pretende abrir mão, e sim aprimorar:

“Eu tenho as minhas convicções em relação ao jogar e não vou fugir delas. Também tenho consciência em relação às nossas dificuldades. Estou bem antenado em relação a isso. Vamos procurar uma mescla, porque não tem muito tempo para fazer repetições. São quatro dias para a estreia. Minhas ideias não serão implementadas na sua totalidade nesse início. Existe o que é ideal e o que é factível. Vamos atrás do que é factível para buscar uma reposta imediata já no próximo jogo para buscar os pontos necessários já no próximo jogo para dar uma tranquilidade”.

Foto Destaque: Felipe Oliveira/EC Bahia

Gilvan Rodrigues
Gilvan Junior, 20 anos, natural de Feira de Santana, estudante de jornalismo pela FAT. Desde pequeno, meu principal assunto era o esporte. Sempre acompanhado programas, sites, etc. Decidir, partir pra área que me dará a oportunidade de viver daquilo que mais amo. O futebol.

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